segunda-feira, 10 de março de 2014

PSI 20 acelera 1% no melhor desempenho europeu

Bolsas europeias cederam com sinais de abrandamento da China. A praça nacional escapou ao pessimismo geral.
O PSI 20, o principal índice português, acelerou hoje 1,24% para 7.567,99 pontos, renovando máximos de Junho de 2011, apesar de o sentimento europeu ter sido fortemente abalado hoje com a quebra de 18% das exportações chineses, num sinal de que a segunda maior economia do mundo pode estar a travar.
Em termos empresariais, as acções do BCP dispararam 5,55% para os 0,2227 euros. As acções dos títulos financeiros, muito associados ao nível do risco soberano de Portugal, apareceram hoje no primeiro plano dos investidores (BES ganhou 1,7% e BPI somou 0,93%) perante a descida dos juros nacionais em mercado secundário. A REN também caiu 0,56% no dia em que presta contas ao mercado.
"O PSI 20 continua o movimento de melhor performance na periferia, face ao core da Europa", referiu Albino Oliveira, analista da Fincor, à Reuters.
"A banca continua a destacar-se e a reagir de forma muito positiva à recuperação da economia não só portuguesa, mas também de Espanha e Itália, beneficiando ainda da queda recente das yields", acrescentou o analista.
Lisboa foi das poucas praças europeias que fecharam o dia com ganhos. Isto porque os investidores manifestaram a sua preocupação com os sinais de abrandamento da economia chinesa, que tem sido o motor mundial nos últimos anos. Com isso, o DAX 30 de Frankfurt caiu 0,9%.
Do outro lado do Atlântico, os mercados americanos também recuam com a incerteza em relação à economia chinesa.
Este factor adicionou também pressão vendedora no mercado das commodities, onde os metais, como o alumínio, cobre ou níquel corrigiam de forma acentuada.

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