terça-feira, 11 de março de 2014

BCP dispara 5% e isola Lisboa das perdas europeias

(10:30H)

Praça portuguesa numa sessão em que a Ucrânia volta a condicionar o apetite por risco. 
  
BCP 0,234€ (5,07%)O banco liderado por Nuno Amado volta hoje a liderar os ganhos na bolsa portuguesa e está a negociar em máximos de Julho de 2010. Alguns analistas associam esta pressão compradora à descida das ‘yields' nacionais e também à eventual possibilidade de conversão de impostos diferidos em créditos fiscais, o que ajudaria ao reembolso da ajuda estatal.

VSTOXX 19,65 (-2,34%)O índice do medo na Europa continua a aliviar, mas não recuperou ainda do pico registado no início da semana passada, despoletado pela crise ucraniana. Kiev parece estar hoje de novo a travar o apetite por risco entre os investidores, com especial efeito nas acções mais cíclicas. Depois dos ganhos iniciais alimentados pelo crescimento das exportações alemãs, as principais bolsas europeias provam agora perdas ligeiras.

Taxa a dez anos 4,399% (-0,052%)As ‘yields' nacionais seguem em baixa em mercado secundário no dia seguinte a Portugal ter sido alvo de novos elogios em Bruxelas - o presidente do Eurogrupo disse ontem que a economia está a recuperar acima do previsto e que o pós-troika começará a ser discutido em Abril. A taxa espanhola a 10 anos mantém-se em mínimos de Janeiro de 2006 num dia em que Madrid colocou bilhetes com sucesso.

Euro 1,3844$ (-0,23%)A moeda única corrige hoje dos ganhos que a conduziram nos últimos dias a um novo máximo anual contra a nota verde. Uma análise da agência Bloomberg associa essa apreciação do euro com a intervenção de Pequim sobre o ‘yuan' e à maior diversificação das reservas chinesas de moeda estrangeira. Muito peritos continuam contudo a relacionar a pressão compradora sobre o euro com a revisão em alta das estimativas do BCE para a inflação.

Brent 108,67$ (0,55%)O mercado petrolífero evolui ao sabor da expectativa de que o Departamento de Energia norte-americano poderá anunciar amanhã um aumento das reservas do país. A contrabalançar esse efeito estão os dados que dão conta de um aumento de dois dígitos nas importações chinesas de crude em Fevereiro.

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