segunda-feira, 3 de março de 2014

Efeito Ucrânia penaliza arranque em Wall Street

Tensão no leste da Europa contagia Nova Iorque, que abre em baixa depois de máximos recorde na sexta-feira.
As praças norte-americanas abriram a primeira sessão do mês em baixa, reagindo à escalada de tensão militar entre a Ucrânia e a Rússia. A incerteza penaliza os títulos e faz disparar os preços das matérias-primas para o nível mais alto em seis meses.

O índice S&P 500 - que no final da semana passada superou a marca recorde dos 1.850 pontos - começa esta segunda-feira com perdas de 0.59%, para 1.848,53 pontos. As maiores perdas cabem ao industrial Dow Jones, que recua 0,76%.

Nova Iorque alinha assim com os investidores deste lado do Atlântico, cuja pressão vendedora atirou as bolsas europeias para quedas superiores a 2%. Em sentido inverso seguem as matérias-primas, seja por refúgio, seja por receios de constrangimentos na oferta causados por esta crise.

Nos activos de refúgio, o ouro valoriza mais de 1,94% para máximos de quatro meses. O preço do crude está em máximos de Abril de 2011 - valorizando 1,78% para os 104,37 dólares - e os futuros de milho e trigo - commodities agrícolas de que a Ucrânia é um dos maiores produtores mundiais - também experimentavam valorizações acentuadas, com a perspectiva de redução da oferta causada por um eventual conflito russo-ucraniano.

"Tudo o que envolva a Rússia deixa os investidores nervosos. Há um presidente que está a tentar expandir os poder político global de um país mas que pode não ter capacidade para tal. É muito cedo para avaliar qual o resultado mas não estou, de todo, surpreendido por ver os mercados a reagir em baixa hoje", referiu à Bloomberg Michael Morris, do Mitsubishi UFJ.

Hoje o Institute for Supply Management divulga dados sobre a produção industrial nos Estados Unidos. Os analistas esperam que tenha aumentado a um ritmo mais acelerado em Fevereiro para os 52 pontos (contra 51,3 em Janeiro).

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