sábado, 5 de abril de 2014

Banca dá terceira semana de ganhos ao PSI-20



A bolsa de Lisboa culminou mais uma semana em alta, com três empresas da banca a liderarem as subidas. O fim da Bespar esteve no centro das atenções, com o BES e o ESFG a assumirem os papéis de melhor e pior do índice, respectivamente.
O PSI-20 fechou a valorizar, pela terceira semana consecutiva, em linha com as principais praças europeias. O principal índice bolsista português acumulou um ganho semanal de 1,27% para 7.670,76 pontos, sustentado pelas subidas da banca.
 
O Stoxx 600, que reúne as 600 maiores empresas cotadas europeias, fechou a semana a subir 1,62%. Tal como nas principais praças do “velho continente”, esta foi a terceira semana consecutiva no verde.
 
A bolsa nacional pôde contar esta semana com o sector da banca, com BES, BCP e BPI a destacarem-se como as cotadas que mais valorizaram nas últimas cinco sessões. O banco liderado por Ricardo Salgado subiu 7,17% para 1,449 euros na semana, com os investidores optimistas. Na terça-feira, 1 de Abril, o BES anunciou o fim da “holding” Bespar, numa simplificação accionista que vai acabar com a parceria entre o Grupo Espírito Santo e o Crédit Agricole.
 
Já o BCP começou bem a semana, depois de o BPI incluir o banco na lista das suas 10 acções preferidas na Península Ibérica. A instituição liderada por Nuno Amado acumulou uma valorização de 6,28% para 0,2358 euros, após quatro sessões no verde e uma no vermelho. O BPI fechou a semana com uma valorização total de 5,79% nos 1,974 euros.
 
Ainda esta semana, a nota de destaque vai também para os CTT, que voltou a atingir máximos históricos, ao negociar na quinta-feira, 4 de Abril, nos 8,29 euros. Acumulando três sessões de quedas, a empresa liderada por Francisco de Lacerda conseguiu, ainda assim, acumular um ganho de 1,42%, fechando nos 8,093 euros.
 
Energia dividida entre os ganhos da Galp e as perdas da EDP
O sector da energia terminou a semana com duas empresas no verde e duas no vermelho, com a Galp a destacar-se com a maior subida, acumulando um ganho de 2,18% para 12,67 euros.

Em contraciclo, a EDPfoi a segunda empresa do PSI-20 que mais caiu, com uma perda de 4,00% no total da semana, terminando a sessão de sexta-feira nos 3,215 euros. Esta queda semanal esteve relacionada, essencialmente, com a descida das acções esta sexta-feira, depois da José de Mello Energia ter concluído a venda de 2,592% do capital da EDP. Cada acção foi vendida a 3,20 euros, o que representa um encaixe de, aproximadamente, 303 milhões de euros.
 
A EDP Renováveis acompanhou a subida da Galp, ao valorizar 1,08% na semana para 4,882 euros. Por outro lado, a REN, embora ligeiramente, seguiu as pisadas da EDP, depois de reunir perdas de 0,04%, terminando a semana nos 2,85 euros.
 
Na negativa, o principal destaque vai para o Espírito Santo Financial Group, que fechou a semana a perder 5,13%, com os investidores a reflectirem as recentes notícias sobre a situação financeira da empresa, mesmo depois de o Grupo Espírito Santo ter anunciado uma solução que colmata, em parte, as necessidades da empresa. Nesta semana, o ESFG chegoumesmo a bater mínimos históricos nas últimas duas sessões, negociando na sexta-feira nos 4,40 euros. As acções da empresa fecharam nos 4,418 euros.
 
A Zon Optimus e a Jerónimo Martins marcaram também a sessão pela negativa. Apesar de o BESI ter incluído a empresa liderada por Miguel Almeida na sua lista das “balas de prata”, as acções da cotada caíram 2,47% na semana para 5,442 euros. Já a retalhista acumulou uma perda de 2,98% para 12,03 euros.
 

BNP Paribas defende que seria "sensato" Portugal ter programa cautelar






Banco de investimento francês acredita que o Governo português vai optar por uma “saída limpa” fruto da evolução económica positiva que se tem vindo a registar nos últimos meses. Porém, o BNP Paribas considera que seria “sensato” não descartar um programa cautelar.
“Apesar da recuperação [económica] cíclica dever permitir a Portugal renegar uma linha crédito cautelar no curto prazo, seria sensato não descartar esta opção”, conclui uma nota de research do BNP Paribas que fala, nomeadamente, de Portugal e a que o Negócios teve acesso.

O banco de investimento francês, neste documento, começa por defender que as “perspectivas para Portugal em 2014 são positivas” e prevê um crescimento acima do estimado pelas autoridades nacionais. O BNP Paribas estima que, este ano, a economia nacional registe um crescimento de 1,4%, um valor ligeiramente acima dos 1,2% estimados pelo Banco de Portugal. Este banco aponta ainda que, até 2015, o País deverá conseguir reduzir o défice público para um valor abaixo dos 3% do produto interno bruto (PIB).

Por outro lado, o banco gaulês aponta que “as taxas de juro das obrigações do governo português desceram de forma espectacular”. Uma evolução que atribuem a três factores: um reflexo das melhorias económicas verificadas em Portugal; uma modificação na avaliação dos riscos na periferia da Zona Euro e às elevadas compras de dívida dos periféricos após o fecho dos balanços dos bancos a 31 de Dezembro de 2013.

O BNP Paribas prossegue assinalando que “as condições parecem estar reunidas para que o País tenha uma saída bem-sucedida do programa de resgate, com ou sem uma linha de crédito cautelar”. “Considerando as supostas vantagens politicas, o Governo vai provavelmente optar pela última opção nas vésperas das eleições europeias e na preparação para as eleições legislativas que vão ter lugar em 2015”, acrescenta.

No entanto, e olhando para o passado, o banco acredita que seria “sensato” a opção de ter um programa cautelar. Na nota, o BNP Paribas sustenta que “as melhorias a curto prazo na situação não devem esconder as fraquezas estruturais da economia portuguesa, principalmente o seu fraco crescimento potencial”. Assinalando que, na última década a economia nacional registou um crescimento médio anual em torno dos 1%, “as reformas introduzidas durante a crise possivelmente vão permitir algum [crescimento económico] mas provavelmente não de forma sustentável”.

O banco aponta ainda que a elevada liquidez que existia nos mercados permitiu uma descidas das yields da dívida portuguesa, no entanto, “o prémio de risco continua elevado, próximos dos 250 pontos base, o que reflecte o estatuto de lixo da dívida portuguesa” segundo as classificações das agências de "rating".

“A médio prazo, a normalização das políticas monetárias pode resultar em problemas financeiros para o Governo português especialmente se a redução do endividamento for lento”, salienta o BNP Paribas. Por isso, conclui: “apesar da recuperação [económica] cíclica dever permitir a Portugal renegar uma linha crédito cautelar no curto prazo, seria sensato não descartar esta opção”.

Este research, emitido esta sexta-feira, dia 4 de Abril, tem lugar a poucas semanas do fim do programa de assistência económica e financeira e numa altura em que o Governo ainda não divulgou qual o "caminho" que Portugal vai escolher para o pós-troika: se um programa cautelar se uma "saída limpa", como fez a Irlanda.

Juros a dez anos começaram o ano nos 6%, caíram na última sessão aos 3,85%



É preciso recuar até ao final de 2009 para encontrar taxas de juro associadas à dívida portuguesa a dez anos como as que estão a ser hoje exigidas pelos investidores. Uma tendência que diminui o risco português. Investidores continuam a apostar em dívida dos países que, há dois anos, estavam no centro da crise da dívida.
Nos quatro meses de 2014, as taxas de juro associadas à dívida soberana portuguesa conheceram, essencialmente, um sentido: o descendente. A acompanhar a evolução europeia, os investidores foram pedindo taxas de retorno cada vez menos elevadas, mostrando que as obrigações portuguesas estão a ficar mais caras, ou seja, a tornarem-se mais seguras para quem as compra.

A taxa de juro implícita à dívida nacional a dez anos recuou esta sexta-feira 12,1 pontos base para se fixar nos 3,85%. É a rendibilidade mais baixa desde Dezembro de 2009. Um mínimo a que chegou porque, nas últimas 16 sessões, 15 foram de queda. Antes deste ciclo, a taxa negociava nos 4,6%.

Aliás, alargando o espectro de análise, é visível que a quebra foi intensa desde o início do ano. A taxa a dez anos seguia acima dos 6% na primeira sessão de 2014. Perdeu, portanto, mais de 200 pontos base ou 2 pontos percentuais. Afastou-se da fasquia de 7%, enunciada pelo ministro das Finanças em 2011, Fernando Teixeira dos Santos, indicativa de insustentabilidade antes do resgate. Também se encontra abaixo da taxa de 4,5% referida pelo actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.

É neste prazo a dez anos que se costumam fazer comparações com a taxa de juro implícita à dívida alemã, a economia mais forte da Zona Euro e, portanto, a referência. É a diferença entre essas duas taxas que indica o risco da dívida portuguesa porque dá a ideia de que taxa extraordinária os investidores pedem para comprar títulos nacionais em vez dos mais seguros títulos germânicos. Neste caso, apesar da descida dos juros que hoje se verificou no mercado alemão, o risco caiu para 227 pontos base, ou seja, 2,27 pontos percentuais, estreando-se assim um novo mínimo desde Junho de 2010, há quatro anos. Em meados de Março, a taxa seguia acima de 300 pontos base. No início do ano, estava perto dos 400 pontos base.

Quedas em todos os prazos, tendência para continuar

As reduções das “yields” portuguesas têm sido uma realidade em todos os prazos e ao longo de vários dias. A taxa de juro a cinco anos fechou a ceder 16,9 pontos base para 2,64%. É um mínimo do último trimestre de 2009. No início de 2014, os investidores pediam uma rendibilidade de 5%.

Já a dois anos, o recuo foi mais ligeiro (como aconteceu durante toda a sessão), de 0,35 pontos base, fixando-se em 1,23%, próximo dos mínimos desde o início do euro.

Os analistas que falaram com o Negócios, nesta altura em que se comemoram três anos desde o pedido de ajuda externa, indicam que ainda há margem para quedas mais intensas nestas taxas de rendibilidade exigidas pelos investidores quando querem negociar dívida nacional. Estas quebras das “yields” representam valorizações dos preços das obrigações, ou seja, elas tornam-se mais caras e, ao serem consideradas ligeiramente mais seguras, os investidores tendem a exigir, logo à partida, retornos menos elevados.

Este movimento positivo no mercado secundário poderá ser um bom indicador para o mercado primário, aquele que, efectivamente, representa os custos de financiamento de um Estado (venda directa de dívida aos investidores). Aliás, a agência que gere a dívida pública portuguesa – IGCP – assinalou ontem que pretende realizar, até Junho, dois leilões de obrigações do Tesouro (cujos prazos de vencimento são superiores a 18 meses).

Há, contudo, um senão, como constata hoje o Negócios: a queda dos juros da dívida afasta novos investidores para além daqueles que, actualmente, já têm títulos portugueses nas suas mãos. Isto porque, por agora, são investidores de carácter mais especulativo que vão possuindo dívida portuguesa, já que as três principais agências de classificação de risco (“rating”) classificam-na ainda como um investimento especulativo (o chamado “lixo”), o que impede o investimento por parte de investidores mais institucionais. Ou seja, estas descidas são boas para a economia portuguesa (no que diz respeito a capacidade de financiamento) mas que poderá ser negativa se não houver uma inversão das notações financeiras atribuídas pelas grandes agências de “rating”.

Mario Draghi dá grande ajuda

Apesar da trajectória descendente dos juros nacionais ter ocorrido nos últimos meses, à medida que Portugal ia passando os exames da troika com elogios à execução dos compromissos e aproximando-se do final do programa de ajustamento económico e financeiro (solicitado porque o país não se conseguia financiar nos mercados – os investidores pediam, no mercado primário, juros muito elevados e insustentáveis no longo prazo), a conjuntura europeia foi dando uma ajuda. E grande.

A economia comunitária tem dado sinais de recuperação e os investidores parecem já não estar concentrados na dimensão da dívida pública dos países chamados periféricos da Zona Euro.

Nesse sentido, têm sido várias as quebras das taxas de juro associadas à dívida dos mercados nacionais anteriormente afectados pela crise da dívida, como Irlanda, Itália, Espanha e também a Grécia.

Irlanda, Espanha e Itália estiveram hoje a verificar mínimos desde a entrada no euro. Aliás, a taxa de juro a cinco anos da dívida espanhola desceu, pela primeira vez, abaixo da taxa pedida no mesmo prazo na dívida norte-americana.

O movimento de hoje segue-se ao desempenho já ontem apresentado, na sequência de declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE). Mario Draghi admitiu, depois de manter a taxa de juro de referência em 0,25%, que tinha sido discutida a opção de comprar dívida pública e privada. Estas aquisições, designadas de “quantitative easing” (programa de expansão monetária), estão entre as medidas não convencionais que o BCE se mostrou disponível para utilizar - e que podem sustentar o recuo das "yields" destes países, e respectiva subida do preço, dada a maior procura.  O BCE estará a estudar o impacto deste programa fixando-se na compra de activos avaliados em 1 bilião de euros.

BES volta a adiar assembleia geral




A reunião de accionistas do BES já esteve marcada para três datas e esta sexta-feira foi agendada para uma nova: 5 de Maio.
O Banco Espírito Santo anunciou esta sexta-feira uma alteração ao calendário de eventos societários para 2014, que implicam mexidas nas datas da assembleia geral e de apresentação de resultados do primeiro trimestre (que serão comunicados a 15 de Maio).

De acordo com o comunicado do banco, publicado esta noite na CMVM, a assembleia-geral anual do BES vai decorrer a 5 de Maio.

A reunião de accionistas, que começou por estar agendada para 2 de Abril, foi adiada para dia 14 do mesmo mês e a 22 de Março, voltou a ser reagendada, desta vez para 28 de Abril. Agora conhece uma nova data. O banco não justifica no comunicado a razão do adiamento.

O adiamento anterior, como noticiou o Negócios em Março, esteve relacionado com a necessidade de reflectir nas contas os impactos da avaliação do Banco de Portugal aos grandes clientes bancários.

A avaliação do Banco de Portugal a 12 grupos empresariais que estão na lista dos maiores clientes da banca levou os oito maiores grupos financeiros nacionais a registar imparidades e provisões adicionais de 1.003 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados na passada sexta-feira, 28 de Março, pela entidade de supervisão liderada por Carlos Costa. Deste montante, quase três quartos foi assumido pelo Espírito Santo Financial Group e pelo BES, que em conjunto contabilizaram imparidades e provisões de 728 milhões de euros.

O Espírito Santo Financial Group também anunciou recentemente o adiamento da sua AG para aprovar as contas, uma vez que vai constituir uma provisão de 700 milhões por causa do papel comercial emitido por empresas da área não financeira que foi vendido aos balcões do BES.

A estrutura de topo do braço não financeiro do GES informou que “a próxima assembleia-geral anual, agendada para 25 de Abril, não se destinará à aprovação das contas anuais auditadas do ESFG” relativas a 31 de Dezembro de 2013. “Essa aprovação será adiada para uma data não posterior a 31 de Maio”, anunciou a “holding” a 25 de Março.
 

Miguel Frasquilho vai ser presidente da AICEP




Miguel Frasquilho, actual deputado do PSD, vai substituir Pedro Reis à frente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), soube o Negócios.
O Governo convidou Miguel Frasquilho para ser o próximo presidente da AICEP. Contactado pelo Negócios, o deputado do PSD recusou-se a fazer comentários sobre a possibilidade de vir a ocupar o cargo, mas terá aceite o convite.

A escolha de Miguel Frasquilho para suceder a Pedro Reis na AICEP, foi “consensual”, adiantou ao Negócios fonte governamental. Fraqsquilho irá trabalhar de perto com o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e com o secretário do Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves. Neste quadro, adianta a mesma fonte, estará “directamente envolvido no esforço de abrir mercados com potencial para as empresas portuguesas”. Os casos recentes da Argélia e da Arábia Saudita, onde as empresas nacionais ganharam um volume considerável de contratos, inserem-se no âmbito dessa estratégia que se quer aprofundar.

O economista, além das funções de deputado, é também director-coordenador da Espírito Santo Research, uma unidade do BES (Banco Espírito Santo).

Miguel Frasquilho, nascido em 1965, licenciou-se em economia na Universidade Católica Portuguesa, esteve no Governo entre 2002 e 2003 com secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. O Governo era, então, liderado por Durão Barroso, e Manuela Ferreira Leite ocupava o cargo de ministra das Finanças

Pedro Reis confirmou a 6 de Fevereiro que iria abandonar a presidência da AICEP, cargo que ocupava desde Dezembro de 2011.

No final de Agosto do ano passado, a coordenação da AICEP passou para as mãos do vice-primeiro-ministro Paulo Portas.  

Resultados do Segundo Mês: Março

. Durante estes 31 dias do mês de Março o Blog obteve:

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