quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ricardo Salgado: "Vou lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família"



Ricardo Salgado salienta que vai lutar pela sua dignidade e que vai fazer tudo para recuperar a confiança e os investimentos dos accionistas do BES, em declarações ao Diário Económico.
Ricardo Salgado acedeu a falar ao Diário Económico, tendo no entanto recusado falar sobre o caso BES, admitindo apenas que se preocupa com os accionistas da instituição financeira que se viram afectados pelo resgate do banco, perdendo tudo. O ex-presidente do BES diz que vai fazer tudo para recuperar a confiança perdida por parte dos accionistas, bem como os investimentos realizados por estes.

As declarações são escassas. Ricardo Salgado diz também que vai "lutar pela honra e dignidade" sua e da sua família.

E por diversas vezes cita o Papa Francisco: "Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens"; "Não chores pelo teu sofrimento, luta pela felicidade"; "Não chores pelos que te abandonaram e luta pelos que estão contigo."

Esta é primeira vez que Ricardo Salgado fala com um órgão de comunicação depois de ter saído do BES e de todos os desenvolvimentos no caso do banco e do resgate desta instituição. Salgado tinha emitido um comunicado em garantiu que falará "quando o tempo e o contexto permitirem".

Economia cresce 0,6% no segundo trimestre do ano



O produto interno bruto (PIB) português avançou 0,6% no segundo trimestre de 2014 em comparação com os três meses anteriores. Em comparação homóloga a economia continua a desacelerar, tendo crescido apenas 0,8%.
O produto interno bruto (PIB) português avançou 0,6% no segundo trimestre de 2014 em comparação com o trimestre anterior, em linha com as estimativas dos analistas e depois de uma quebra de -0,6% nos primeiros três meses do ano. Em comparação homóloga a economia continua a desacelerar, crescendo 0,8% face ao mesmo período de 2013.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a variação em cadeia (0,6%) significa um regresso da economia ao verde e fica em linha com aquilo que os analistas tinham previsto. Uma média das estimativas de seis economistas compilada ontem, 13 de Agosto, pelo Negócios, apontava precisamente para um crescimento de 0,6%, com as previsões a variarem entre os 1% (Montepio) e 0,2% (Universidade Católica).

No que diz respeito à comparação homóloga, o avanço de 0,8% representa um novo arrefecimento do ritmo económico. Depois de um crescimento de 1,5% no quarto trimestre de 2013, o PIB tinha aumentado 1,3% no arranque do ano, desacelerando agora para os 0,8%.

O INE justifica este resultado com números mais fracos do investimento, que abafaram o um menor crescimento das importações.

Recorde-se que o Governo português espera um crescimento de 1,2% da economia este ano. Um resultado inferior poderá significar um desvio das metas de défice com que está comprometido e uma trajectória de descida mais lenta para a dívida pública. A Comissão Europeia já reviu em baixa a sua previsão para 1%.

Zona Euro estagna no segundo trimestre após contracção da Alemanha



O produto interno bruto (PIB) da Zona Euro estagnou no segundo trimestre do ano, num período em que a economia alemã contraiu e em que França também estagnou. Os dados ficaram aquém das previsões.
A economia da Zona Euro estabilizou no segundo trimestre do ano, quando comparado com os três meses anteriores, de acordo com a primeira leitura do PIB divulgada esta quinta-feira pelo Eurostat. Os economistas consultados pela Bloomberg estimavam um crescimento de 0,1%. Face ao período homólogo a média de crescimento das economias que compõem o euro foi de 0,7%, o que corresponde a uma travagem face ao verificado no primeiro trimestre (0,9%).

Já na União Europeia verificou-se um crescimento de 0,2%, em cadeia, e de 1,2% em termos homólogos. Em ambos os casos também se verificou um abrandamento do ritmo de crescimento face aos primeiros três meses do ano.

(Notícia em actualização)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

BCP cai 6% após notícia de que está a preparar aumento de capital até 2.000 milhões

O Banco Comercial Português estará a preparar um aumento de capital até dois mil milhões de euros, de acordo com a Bloomberg. JPMorgan e Deustsche Bank estarão já a trabalhar com a instituição liderada por Nuno Amado. Acções fecharam a cair mais de 6%.
As acções do BCP fecharam a cair 6,14% para 17,88 cêntimos, isto depois terem estado a perder 6,61% para 17,79 cêntimos. Durante a sessão desta quinta-feira, os títulos do banco liderado por Nuno Amado chegaram a avançar mais de 3,5%. No entanto, as acções começaram a aliviar dos ganhos às 15h29m, hora a que a Bloomberg publicou a notícia de que o banco liderado por Nuno Amado estaria a preparar um aumento de capital. No entanto, fonte oficial da instituição disse ao Negócios que o banco "não tomou qualquer decisão sobre aumento de capital".

Às 15h34 desta quinta-feira os títulos do BCP entraram em terreno negativo, tendo chegado a perder um máximo de 8,14%.

Na sessão de hoje trocaram de mãos 282 milhões de acções quando, a média dos últimos seis meses, é de 166 milhões de acções.

Esta evolução das acções teve lugar num dia em que a agência norte-americana Bloomberg avançou que o Banco Comercial Português (BCP) pode estar a preparar um aumento de capital – através da venda de acções – até dois mil milhões de euros

De acordo com a agência Bloomberg, que cita duas pessoas com conhecimento da operação, a instituição liderada por Nuno Amado está já a trabalhar com o JPMorgan e com o Deutsche Bank para angariar entre 1,5 mil milhões de euros e 2,0 mil milhões de euros através de uma venda de acções que poderá ainda ocorrer este mês de Junho.

No entanto, fonte oficial do BCP disse ao Negócios que a instituição "não tomou qualquer decisão sobre aumento de capital", no entanto, admite que o banco está sempre a "estudar alternativas para criar valor aos seus accionistas.

Esta operação deverá ter como principal propósito que o banco possa reembolsar a ajuda pública que recebeu, o que permite que o Estado saia da instituição. Aliás, no passado dia 27 de Maio, o BCP começou já este processo de reembolso, ao pagar 400 milhões de euros ao Estado, pela ajuda financeira concedida através de instrumentos de capital contingente ("Cocos") emitidos pelo banco para cumprir as exigências de solvabilidade do Banco de Portugal.

A notícia ainda não foi confirmada pelo banco. Ainda assim, no passado dia 2 de Junho - três dias antes da aprovação do regime fiscal que permite às instituições converter impostos diferidos em créditos fiscais -, Nuno Amado dizia a instituição não tinha tomado qualquer decisão sobre um aumento de capital nem tinha em curso nenhum processo com vista a realizar essa mesma operação.

Este eventual aumento de capital tem lugar, assim, alguns dias depois de o Governo português ter aprovado um regime fiscal que permite às instituições financeiras converter os impostos diferidos em créditos fiscais, uma medida que permitirá libertar capital dos bancos. Ainda que, com esta medida - aprovada a 5 de Junho em Conselho de Ministros - toda a banca vá beneficiar deste regime, a instituição que mais beneficia é o BCP. Segundo os cálculos do Caixa BI, a conversão dos impostos diferidos terá um impacto para a instituição que oscila entre 1,2 e 1,4 mil milhões de euros, facilitando o reembolso das obrigações de capital contingente (Cocos) ao Estado.

Na sexta-feira, dia 6 de Junho, e 24 horas após a aprovação desta medida, os analistas partilhavam de uma mesma opinião. Os especialistas de bancos de investimento nacionais apontavam que depois de o Governo ter desbloqueado a questão dos impostos deferidos, era mais provável que o BCP avançasse com um aumento de capital para antecipar o reembolso ao Estado.

Por outro lado, esta operação que o BCP deverá realizar tem lugar também numa altura em que os testes de stress à banca realizados pelo Banco Central Europeu (BCE) estão a ser realizados.

Ontem, dia 11 de Junho, foi revelado que aumento de capital de 1.045 milhões de euros do Banco Espírito Santo BES foi totalmente subscrito, com a procura de acções a superar a oferta disponível em 79%, confirmou esta quarta-feira o banco liderado por Ricardo Salgado.

Mercados em Zoom: BCP tomba 6% com reforço de capital à vista

A bolsa portuguesa acabou por inverter a tendência positiva com que negociou até ao início da tarde e fechou no vermelho, fortemente pressionada pelos títulos do BCP.
BCP 0,17€ (-6,14%)O BCP, que chegou a liderar os ganhos no PSI 20 durante a manhã, encerrou com perdas pesadas, após ter sido conhecido que o banco se prepara para realizar um aumento de capital entre 1,5 e dois mil milhões de euros. A notícia avançada pela Bloomberg, que cita fontes não identificadas, afirma que a operação terá lugar ainda durante o mês de Junho. A notícia acabou por pressionar todos os títulos da banca e o PSI 20 encerrou mesmo com perdas, depois de ter estado a liderar os ganhos na Europa durante a manhã.

Euro Stoxx 600 347,83 pontos (+0,03%)As principais praças europeias acabaram por encerrar em terreno negativo e o índice de referência seguiu a tendência e fechou com perdas ligeiras. O fecho da sessão na Europa foi pressionado pelos dados macroeconómicos divulgados ao início da tarde nos EUA, que saíram abaixo das previsões dos analistas e reacenderam receios quanto à fragilidade da recuperação da maior economia do mundo.

S&P 500 1.938,49 pontos (-0,28%)O mercado norte-americano segue a negociar no vermelho, após ter sido conhecido que as vendas a retalho em Maio ficaram aquém do estimado, um sinal de fraqueza do consumo norte-americano. Além disso, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego voltaram a aumentar, também acima das estimativas do mercado.

'Yield' nacional a dez anos 3,348% (+0,025) As ‘yields' da dívida nacional reforçaram as subidas, principalmente nos prazos mais longos, depois da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter anunciado que o Governo prescindiu da última ‘tranche' da troika por não conseguir cumprir as condicionalidades previstas dentro dos prazos acordados.

Euro 1,3556$ (+0,18%)O euro sobe face ao dólar pela primeira vez em quatro sessões, principalmente devido à fraqueza da moeda norte-americana que reage assim aos dados económicos libertados nos EUA. A moeda única esteve hoje prestes a quebrar a importante barreira dos 1,35 dólares, mas acabou por inverter a tendência da manhã.

Brent 112,12$ (+1,97%)O preço do barril de petróleo para a Europa segue em máximos de seis meses, enquanto o crude, que serve de referência para o mercado norte-americano, bate máximos de quase nove meses. A escalada da tensão no Iraque, onde um grupo de militantes islâmicos tomou a segunda maior cidade do país, está a alimentar a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 11h00, 14h45 e 16h35.

Portugal na linha da frente das subidas da produção industrial na UE



A produção industrial em Portugal cresceu 5,8% em Abril face ao mesmo mês de 2013, sendo que a média da UE foi de um avanço de 2,1%. Na comparação mensal, Portugal é mesmo o país que lidera o aumento do volume produzido.
Portugal está entre os países da União Europeia que registou a maior subida da produção industrial em Abril. Tanto na comparação com o mês anterior como com Abril de 2013, a evolução do volume de produção para a indústria foi mais positiva em Portugal do que na grande maioria dos restantes países do espaço comunitário.

"Em Abril de 2014, comparado com Abril de 2013, a produção industrial cresceu 1,4% na Zona Euro e 2,1% na União Europeia", de acordo com o comunicado publicado esta quinta-feira 12 de Junho pelo gabinete de estatísticas Eurostat.

A Irlanda foi o país que mais contribui para esta evolução, com um avanço de 15%, seguido da Hungria e República Checa. Seguiu-se Portugal, cujo volume produzido na indústria somou 5,8%. O INE tinha já divulgado o crescimento da produção industrial em Abril, o maior deste ano, o que se confirma também segundo a metodologia de cálculo do Eurostat. Em Março, tinha havido até uma quebra de 0,5% do índice.

Malta, Países Baixos e Grécia foram os países europeus em que a indústria produziu menos volume em Abril em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A nível europeu, os bens de consumo não duradouro (como os alimentares) verificaram o maior aumento na produção. A energia foi o segmento que impediu um maior ganho na produção industrial na região.

Portugal número um na comparação mensal
 
Na comparação em cadeia, Portugal apresentou o melhor desempenho. O crescimento de 6,7% foi o mais elevado, acima da Lituânia, Países Baixos e Hungria. Em contraponto encontram-se Malta, Croácia e Dinamarca.

Na União Europeia, a média ficou-se pelos 0,7% enquanto na Zona Euro o avanço em Abril da produção industrial ascendeu a 0,8%. Aqui, a energia já teve uma evolução positiva, tendo em conta que teve um melhor comportamento que em Março.
 

S&P reafirma “rating” da China em AA-


 
A agência de notação financeira reiterou a classificação atribuída à dívida de longo prazo da China, mantendo também o "outlook" estável.
A Standard & Poor’s reiterou o "rating" da China em AA-, que é o quarto nível da categoria de investimento.

A justificar a decisão estão "as perspectivas de crescimento robusto, a sólida posição dos activos externos e o perfil orçamental relativamente saudável", que são "os principais factores de sustentação da qualidade creditícia" da dívida soberana chinesa.

Quanto às perspectivas para a dívida da China, a agência de notação mantém-nas em "estáveis".