terça-feira, 18 de março de 2014

Crescimento das exportações portuguesas em 2013 foi o sexto maior da UE

Exportações portuguesas cresceram 5% em 2013, o sexto melhor desempenho entre os países da União Europeia. No ano passado, a balança comercial portuguesa registou um défice de 9,2 mil milhões de euros, o que compara com os 10,9 mil milhões registados em 2012.
As exportações portuguesas, para dentro e fora da União Europeia, cresceram 5% no ano passado, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat. Foi o sexto maior crescimento das exportações entre os países da União Europeia (a par com a Polónia), superado apenas pelo avanço da Bulgária (7%), Lituânia (7%), Chipre (9%), Roménia (10%) e Reino Unido (11%). Pelo contrário, os países onde as exportações mais caíram foram o Luxemburgo (-13%) e Malta (-21%).

O desempenho das exportações portuguesas destacou-se também entre os países periféricos, sendo que na Irlanda recuaram 5%, em Espanha cresceram 4% e na Grécia e Itália registaram uma variação nula.

No mesmo período, entre Janeiro e Dezembro de 2012, as importações portuguesas cresceram 1%, tendo a balança comercial registado um défice de 9,2 mil milhões de euros. Número que compara, por exemplo, com um défice de 16,9 mil milhões de euros na balança comercial de Espanha e um excedente de 199,6 mil milhões de euros na balança comercial alemã.

Exportações portuguesas registam quarta maior queda em Janeiro de 2014

Apesar do bom desempenho em 2013, no primeiro mês deste ano as exportações portuguesas caíram 6,2%, a quarta maior queda entre os países da União Europeia (a par com a Estónia e Luxemburgo). Maiores decréscimos só na Lituânia (-19,4%), Malta (-12,5%) e Roménia (-10,4%).

Por outro lado, em Janeiro deste ano, as importações portuguesas cresceram 30%, a maior subida entre os países da União Europeia, tendo a balança comercial registado um défice de 300 milhões de euros. 

Rússia suspensa das preparações para o G8

O anúncio foi feito pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius. A Rússia foi afastada da preparação do próximo encontro do grupo, previsto para Junho.
A Rússia foi afastada das prepações para a próxima reunião do G8 - grupo dos oito países mais industrializados do mundo. O anúncio foi dado pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros em declarações à Europe 1. “Decidimos suspender a participação da Rússia [no G8] e prevemos que os restantes países se unam contra a Rússia”, afirmou o responsável pelas relações exteriores de França.

Laurent Fabius admitiu ainda que a Rússia poderá ser definitivamente excluída do G8, caso se mantenha a tensão na região da Crimeia.

Antes do aumento de tensão entre a Rússia e a comunidade internacional, devido à Crimeia, estava previsto que a Rússia presidisse o G8 e Vladimir Putin seria o responsável pela organização da próxima cimeira, prevista para os dias 4 e 5 de Junho em Sochi, na Rússia. Como acentuar da tensão, os países europeus e os EUA já disseram que a realização desta cimeira estava suspensa. Hoje afirmaram que a Rússia estará fora das preparações da próxima reunião.

A confirmar-se a expulsão dos russos, o G8 retorna ao formato anterior a 1998, o G7, constituído pelo Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Reino Unido, mais a representação da Comissão Europeia. 

Confiança dos investidores alemães cai para mínimos de Agosto




A confiança dos investidores da Alemanha recuou pelo terceiro mês consecutivo devido às perturbações políticas com a Rússia e ao abrandamento do crescimento económico da China.
O índice Zew que mede a confiança dos investidores alemães caiu pelo terceiro mês consecutivo de 55,7 pontos, em Fevereiro, para 46,6 pontos, em Março. Este valor é o mais baixo desde Agosto.

A queda foi impulsionada pela instabilidade política da Ucrânia e pelo crescimento económico da China que foi menor que o esperado. Estes são factores entendidos pelos investidores como ameaças à recuperação da maior economia da Europa, noticia a Bloomberg.

As expectativas dos economistas consultados pela agência americana eram de um declíneo para os 52 pontos em Março. Em Dezembro passado o índice situava-se nos 62 pontos.

Apesar da economia alemã registar um crescimento de 0,4% pelo quarto trimestre seguido, superando as expectativas dos analistas, as continuas tensões com a Rússia e o abrandamento do crescimento da economia chinesa fazem com que a confiança dos investidores recue, refere a Bloomberg.

segunda-feira, 17 de março de 2014

17-03-2014- Banca dispara com primeiros ganhos do PSI 20 em quatro sessões

Alívio das tensões políticas na Ucrânia suportou recuperação nas bolsas no Velho Continente. Banca ganha com alívio dos juros.
O PSI 20, o principal índice português, avançou hoje 1,82% para os 7.450,26, na primeira sessão de ganhos em quatro sessões. Lisboa alcançou umas das valorizações mais acentuadas entre as praças europeias, com a banca a dar um forte impulso perante descida do risco soberano português.
As acções do BPI dispararam 7% para os 1,81 euros, ao mesmo tempo que BCP e BES somaram ambos mais de 3%, beneficiando da descida dos juros associados à dívida portuguesa na véspera de o IGCP efectuar nova operação de troca de dívida e do aliviar das tensões geopolíticas relativamente à situação ucraniana. Todas as cotadas fecharam em sinal mais.
"O sector financeiro é o destaque da negociação de hoje, a beneficiar de alguma acalmia quanto à crise na Ucrânia, mas também da descida da yield soberana", explicou Gualter Pacheco, trader da GoBulling, à Reuters.
Em mercado secundário, os juros implícitos nas obrigações a 10 anos de Portugal desciam hoje para baixo dos 4,5%, com o reforço da aposta dos investidores internacionais na dívida portuguesa em detrimento da dívida espanhola.
A recuperação na bolsa portuguesa acompanhou a tendência europeia, numa altura em que as acções negociavam em mínimos de um mês. Milão alcançou um melhor registo que Lisboa, subindo 2,46%. O Stoxx 50 avançou 1,4%, em linha com os ganhos nas praças financeiras de Paris e Frankfurt.
A especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) vai agir na próxima reunião reforçou um pouco o ânimo dos investidores europeus, depois de o Eurostat ter revelado esta manhã que a taxa de inflação na zona euro desacelerou em Fevereiro, aumentando os riscos de deflação. Segundo Bruxelas, o índice de preços no consumidor ficou nos 0,7% no mês passado, valor revisto em baixa face à primeira estimativa e ao observado em Janeiro.
"Este número, combinado com receios que o resultado em Março seja ainda mais baixo, deverá deixar viva a especulação em torno de um novo corte de taxa por parte do BCE", aludiu Ulrich Leuchtmann, estratega cambial do Commerzbank, à Reuters.
No mercado das divisas, o euro depreciava 0,15% para os 1,38 dólares.
 

Impresa lucra 6,6 milhões

Dona da SIC e do "Expresso" fecha o ano com resultados positivos que comparam com prejuízos de 4,9 milhões em 2012. Televisão foi o único segmento a crescer em receitas.
A Impresa regressou aos lucros em 2013, com o resultado líquido de 6,6 milhões de euros. O resultado compara com prejuízos de 4,9 milhões registados no ano anterior.
No comunicado enviado esta tarde à CMVM, a empresa que detém a SIC, o "Expresso" e a "Visão" revela que só o último trimestre do ano foi responsável por mais de metade dos lucros, cerca de 3,9 milhões.
Em termos de receitas consolidadas, o grupo registou um aumento de 3,5%, para 237 milhões. A empresa sublinha o contributo das receitas geradas pela venda de produtos alternativos, concursos e chamadas de valor acrescentado para esta evolução. No que toca às receitas de publicidade continuaram a cair (0,9%), sobretudo pelo impacto negativo da área de 'publishing' que captou menos 6,4% de investimento junto dos anunciantes. Esta quebra é atribuída às "condições de mercado muito difíceis, resultantes da conjuntura económica adversa".
O resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) subiu 55,7% no ano, face aos 12 meses anteriores, para 30,4 milhões de euros, enquanto os custos operacionais, ou seja, sem considerar amortizações e depreciações, recuaram 1,3%, para 206,8 milhões, com os custos fixos a caírem 6,5%, pela descida dos custos de pessoal e de fornecimento de serviços externos.
O grupo de Francisco Pinto Balsemão salienta ainda que, no final de 2013, a dívida bancária líquida situava-se nos 188,2 milhões de euros, ou seja, era 15,9 milhões inferior ao registado em 2012.



Bloomberg: Investidores estão a vender dívida espanhola e a virar-se para Portugal

Uma análise da Bloomberg mostra que os investidores estão a preferir a dívida portuguesa face à espanhola. Nos últimos três meses, os títulos nacionais ofereceram o dobro da rendibilidade dos títulos de dívida do país vizinho.
Os investidores estão a vender dívida espanhola, por considerarem que a queda, registada no último ano, nos custos de financiamento do país vizinho já não deixa margem para grandes rendibilidades na dívida espanhola. A conclusão é de uma análise realizada pela Bloomberg ao investimento no mercado de obrigações dos países periféricos.

A BlackRock Inc., a maior gestora de activos mundial, está a reduzir o investimento em dívida espanhola por considerar que os títulos estão sobrevalorizados, escreve a Bloomberg. Já o JPMorgan Asset Management está a vender dívida de todos os países periféricos e a Sturgeon Capital Ltd. está a alterar o seu foco para Portugal e Itália.

“O jogo está praticamente perdido para Espanha face às ‘bunds’ alemãs”, explica o gestor de activos Yannick Naud, da Sturgeon Capital, citado pela Bloomberg. “A partir de agora, estamos a falar de ganhos marginais comparando com aquilo que Portugal e Itália ainda oferecem”.

A dívida espanhola gerou uma rendibilidade de 5% nos últimos três meses, metade da rendibilidade oferecida pela dívida portuguesa, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg. Portugal ainda paga mais 130 pontos-base do que Espanha para se financiar a 10 anos, o que compara com um ‘spread’ de apenas oito pontos-base na primeira década da união monetária.

“Ainda temos pequenas posições em Espanha, mas muito menores do que já tivemos no passado”, afirma Scott Thiel, da BlackRock, citado pela Bloomberg. “A avaliação mudou e, agora, preferimos dívida portuguesa”.

Apesar de Espanha nunca ter perdido acesso aos mercados financeiros, como Portugal no âmbito do programa de assistência financeira, a sua taxa de desemprego é ainda a segunda maior da União Europeia. Excluindo a ajuda à banca, o défice orçamental permaneceu quase inalterado no ano passado, relativamente a 2012, e a Comissão Europeia estima que vá falhar a meta de 6,5% do PIB.  

Banco Morgan Stanley vê pouca margem de manobra para reestruturação da dívida portuguesa

O banco Morgan Stanley vê pouca margem de manobra para uma reestruturação da dívida portuguesa, alegando que tal afectaria o sistema financeiro nacional, afirmou hoje a economista-chefe para a Europa, Elga Bartsch.
"Em termos de restruturação da dívida soberana, penso que já não haveria muitos benefícios em Portugal porque, se se decidisse reduzir o valor [writedown] das obrigações do Governo, desencadear-se-ia quase imediatamente uma recapitalização do sistema bancário. Ou seja, o resultado não seria uma redução do valor da dívida do país, mas uma transferência de um lado para outro", disse hoje à agência Lusa durante um briefing para jornalistas em Londres.

França e Alemanha deveriam também opor-se porque "aprenderam com os erros cometidos na Grécia", vincou a economista alemã, enquanto o FMI não deverá aceitar um programa de assistência adicional para a sustentabilidade da dívida devido aos critérios usados por aquela instituição, que tem em conta apenas o valor em termos reais.

"Uma grande parte da dívida de Portugal - e ainda mais da Grécia - foi beneficiada pela extensão de maturidades e redução dos juros e isso não é considerado nessas análises", justificou.

Outra opção, acrescentou Elga Bartsch, seria a possibilidade de Portugal beneficiar de algum alívio por parte da 'troika', ao que acrescentou: "Mas tendo em conta que os empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilidade já são bastante baratos e as maturidades longas, não penso que seja possível fazer algo mais", argumentou.

A economista-chefe para a Europa do banco de investimento norte-americano considera possível que Portugal tenha uma "saída limpa" do Programa de Assistência Financeira, embora não esteja em tão boas condições como estava a Irlanda quando terminou o programa.

"A Irlanda tinha um sistema financeiro que detinha muito pouca dívida pública e também tinha fundos de pensões e de seguros com pouca dívida irlandesa. Noutras palavras, no sistema financeiro irlandês há bastante procura de dívida, que penso ter sido esgotada em Portugal porque os bancos portugueses possuem muitos títulos do tesouro [portugueses]", enfatizou.

O banco divulgou hoje uma revisão em alta das suas estimativas de crescimento económico na zona euro, para 0,9% em 2014 e 1,2% em 2015, e também em Portugal, para 1,4 por cento este ano e 1,6 por cento em 2015.

Porém, advertiu para os "ventos contrários" que a zona euro ainda enfrenta, nomeadamente o risco de deflação, uma moeda demasiado valorizada e inacção por parte do Banco Central Europeu.
 

Maiores economias do mundo registam abrandamento do crescimento




O crescimento das economias do G20 abrandou para 0,8% no último trimestre de 2013. No global do ano passado também se verificou um crescimento ligeiramente inferior ao de 2012.
As vinte economias mais poderosas do mundo cresceram 0,8% nos últimos três meses do ano passado, o que significa um abrandamento de 1 ponto face ao crescimento de 0,9% verificado no trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 17 de Março, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Entre estas economias foi a economia chinesa a registar um crescimento mais robusto de 1,8%, face aos 2,2% registados no terceiro trimestre. Pequim já reviu em baixa o objectivo de crescimento para 2014, com uma meta de 7,5%, a mais baixa desde 1990.

A Indonésia cresceu 1,4% do último trimestre do ano, repetindo a taxa do trimestre anterior. Na Europa, a França cresceu 0,3% e a Alemanha 0,4%, enquanto Itália conseguiu crescer 0,1% naquele que foi o primeiro trimestre de crescimento depois de nove trimestres consecutivos a decrescer.

Em relação ao ano de 2013 as economias do G20 cresceram 2,8% o que compara com um crescimento de 2,9% em 2012, segundo a organização liderada por Angel Gurria (na foto).

Dívida pública espanhola atinge novo recorde nos 979 mil milhões de euros




A dívida pública de Espanha registou um novo recorde em Janeiro deste ano. Em causa estão 95,7% do PIB. Prevê-se que a dívida continue a crescer devido a emissões de regiões autónomas que não aderiram ao plano de resgate do Estado.
A dívida pública espanhola ficou um novo recorde, ao atingir 979.316 milhões de euros, em Janeiro passado, segundo informação publicada pelo Banco de Espanha esta segunda-feira, 17 de Março, citada pelo jornal espanhol El País.

O aumento foi impulsionado pela última tranche do plano de pagamento que visa atenuar a dívida aos fornecedores públicos. O valor da dívida do Estado espanhol representa já 95,7% do produto interno bruto (PIB) do país, valor recorde desde a primeira década do século XX.

Espanha fechou o ano 2013 com a dívida a representar 93,9% do PIB, cumprindo assim os objectivos previstos, segundo o El País.

O aumento da dívida pública registado em Janeiro justifica-se com a segunda tranche da terceira fase do plano de pagamento de dívida a fornecedores. Esta última fase do plano, que se iniciou em 2013, dividiu-se em dois, o que significou um claro alívio para a dívida do Estado no encerramento das transacções. O pagamento dos últimos 8.065 milhões de euros adiou-se até Fevereiro, avança a mesma publicação.

Prevê-se que a dívida continue a crescer, impulsionada pelo efeito das emissões realizadas por comunidades que não aderiram ao fundo de resgate do Estado. Regiões autónomas como Madrid, Aragão, Galiza ou Navarra, aceleraram a emissão de dívida em Fevereiro, com o objectivo de aproveitarem as melhorias do mercado. No cofre do Estado espanhol estavam apenas 19.500 milhões no fim do primeiro mês de 2014, o valor mais baixo em sete anos, segundo o El País.

Inflação na Zona Euro abranda e fica abaixo de 1% pelo quinto mês consecutivo

Os preços na Zona Euro subiram 0,7% em Fevereiro, o que representa um abrandamento face ao mês anterior. A inflação ficou aquém do esperado, o que mantém a pressão no Banco Central Europeu (BCE). Portugal foi um dos quatro países da união monetária em que a taxa foi negativa.
A inflação na Zona Euro abrandou em Fevereiro. Os preços pagos pelos consumidores avançaram a uma taxa anual de 0,7% no segundo mês do ano, abaixo da taxa de 0,8% verificada em Janeiro.

A taxa de inflação de 0,7%, divulgada esta segunda-feira em comunicado pelo gabinete de estatísticas europeu, ficou abaixo da inflação de 0,8% antecipada anteriormente na estimativa rápida, que havia sido publicada a 28 de Fevereiro.

É o quinto mês consecutivo em que a taxa de crescimento dos preços no consumidor se mantém abaixo de 1%. Setembro foi o último mês em que tal não aconteceu. A taxa está, assim, abaixo da nova previsão para 2014 do Banco Central Europeu (BCE), que aponta para 1%. O dado publicado pelo Eurostat mantém a autoridade monetária liderada por Mário Draghi sob pressão para actuar e impedir a quebra continuada dos preços, isto é, a chamada deflação.

Na totalidade da Zona Euro, quatro países apresentaram já variações negativas dos preços, entre os quais Portugal (queda de 0,1%). Chipre (-1,3%), Grécia (-0,9%) e Eslováquia (-0,1%) foram os restantes. Sete outros países conseguiram registar, pelo contrário, um crescimento anual dos preços acima de 1%, com destaque para a Finlândia e Malta, em que a inflação foi de 1,9%.

“Os impactos positivos mais elevados para a inflação na Zona Euro vieram do tabaco, restaurantes e cafés e electricidade, ao passo que os combustíveis para transportes, telecomunicações e gasóleo de aquecimento tiveram os impactos mais negativos”, explica o Eurostat no comunicado.

Na União Europeia, a taxa de inflação foi de 0,8% em Fevereiro, aquém da taxa de 0,9% de Janeiro.

Paris combate excesso de poluição com circulação alternada de automóveis

A capital francesa vai ter circulação alternada de veículos a partir de hoje. A medida foi anunciada pelo ministro do Ambiente. O objectivo é reduzir a poluição do ar na cidade gaulesa.
Paris tem circulação alternada de veículos a partir de hoje. A decisão foi anunciada no Domingo pelo ministro do Ambiente, Philippe Martin. O principal objectivo da medida é “garantir a segurança pública”, declarou o ministro em conferência de imprensa, citado pelo Financial Times.

O esquema de circulação consiste na proibição, em dias alternados, do uso de veículos de combustão interna (gasóleo e gasolina) com matrículas terminadas em número par. Amanhã, quem tiver uma viatura com matrícula a terminar em número ímpar não poderá circular na capital gaulesa. Há algumas excepções: veículos com mais do que três ocupantes, táxis, autocarros, veículos de emergência e camiões de produtos congelados poderão circular normalmente na cidade, sem quaisquer restrições.

A circulação alternada manter-se-á na capital francesa até os níveis de partículas grossas ficarem abaixo do patamar de risco de 80 microgramas por metro cúbico. Estas partículas são consideradas um risco para a saúde pública porque são de reduzido peso e tamanho, permitindo a sua suspensão no ar durante muito tempo.

As organizações ambientalistas reagiram à medida e apontaram a responsabilidade da poluição na cidade para os sucessivos governos por “estimularem” a aquisição de veículos a gasóleo através da menor cobrança de taxas face aos veículos a gasolina.

Esta medida sucede à decisão da passada quinta-feira de permitir a utilização gratuita dos transportes públicos de Paris durante três dias. Os sistemas de partilha de bicicletas (“Velib”) e de veículos eléctricos (“Autolib”) também se encontram isentos de pagamento, para que os parisienses deixem os carros em casa.
 

Parlamento da Crimeia pede oficialmente anexação à Rússia




O parlamento da Crimeia aprovou hoje uma resolução a declarar-se independente da Ucrânia e pediu oficialmente a anexação da península à Rússia.
A resolução foi adoptada numa sessão do parlamento, na qual também de acordou que a Crimeia passará a usar o fuso horário de Moscovo, e não o de Kiev, Ucrânia, que seguia agora.

Um total de 96,6% dos votantes da Crimeia votou a favor da reunificação com a Rússia no referendo de domingo, informou hoje o presidente da Comissão Eleitoral da Crimeia, Mikhailo Malychev.

"Estes dados já não variam", sublinhou Mikhailo Malychev, que estimou em 82,71% a participação na consulta celebrada na península banhada pelo mar Negro, em declarações ao canal de televisão "Krim". "Resultados definitivos do referendo em 96,6 a favor!", escreveu, por sua vez, o primeiro-ministro pró-russo da Crimeia Serguii Axionov na sua conta de Twitter.

O presidente interino ucraniano, Olexandre Tourtchinov, declarou que o referendo na Crimeia sobre a anexação da península separatista à Rússia é "uma grande farsa".

"A Rússia procura cobrir a sua agressão na Crimeia com uma grande farsa denominada referendo que nunca será reconhecido nem pela Ucrânia nem pelo mundo civilizado", declarou Tourtchinov perante os deputados, aos quais apelou para votarem por uma mobilização parcial. 

As autoridades autónomas da Crimeia convocaram o referendo de domingo na sequência da deposição do Presidente ucraniano pró-russo Viktor Ianukovich, em Fevereiro, após três meses de violentos protestos em Kiev, liderados pelas forças da oposição.

Depois da queda de Ianukovich, forças apoiadas pela Rússia assumiram o controlo da península do sul da Ucrânia, transformada no foco do mais grave conflito entre Leste e Ocidente desde o final da Guerra Fria.

Seis décadas após a decisão unilateral do então dirigente soviético Nikita Khrushchev de anexar esta região tradicionalmente russa à Ucrânia, as respostas às duas questões colocadas aos eleitores da Crimeia no referendo de hoje poderão definir por muito tempo as relações entre Rússia e Ocidente.

Num território habitado maioritariamente por 58,32% de russos, 24,32% de ucranianos (ambos de religião ortodoxa) e 12,1% de tártaros da Crimeia (muçulmanos), previa-se que o desfecho da consulta não fosse surpreendente, depois de uma sondagem recente ter previsto um "sim" esmagador à união com a Rússia.

Finanças esclarecem que suprecrédito fiscal custou 200 milhões aos cofres do Estado




O Ministério das Finanças revelou hoje que o custo do supercrédito fiscal em termos de despesa fiscal foi de 200 milhões. Para 2014, a expectativa é que as famílias terão menos 163 milhões em deduções fiscais.
As Finanças estimam que o supercrédito fiscal custe este ano cerca de 200 milhões de euros aos cofres do Estado, esclareceu hoje o gabinete de Maria Luis Albuquerque. Na sua edição desta segunda-feira, por lapso, o Diário Económico – entretanto citado pelo Negócios - avançava que esse valor ascendia a 1,1 mil milhões de euros.

Segundo o ministério, “a despesa fiscal total associada ao IRC em 2012 foi de 927 milhões de euros, tendo passado para cerca de 1,1 mil milhões em 2013”. Desta forma, “apenas a diferença da despesa fiscal de IRC entre 2012 e 2013, no valor de cerca de 200 milhões de euros, pode ser associada ao Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento”, acrescenta a mesma fonte.

Este montante fez com que os benefícios fiscais dados pelo Estado em sede de IRC subisse 23% em 2013 face ao ano anterior e depois de ter vindo a descer significativamente devido, sobretudo, ao fim das isenções na zona franca da Madeira, a partir de Janeiro de 2012.

Desde a chegada da troika, em 2011, a despesa fiscal do Estado com deduções e benefícios fiscais em geral recuou cerca de 4,82 mil milhões, o equivalente a 35%.

Os números revelam que o maior esforço foi pedido às famílias, que suportaram dois terços do valor total dos cortes, tanto no IVA como no IRS. O jornal cita o relatório detalhado do Ministério das Finanças entregue à troika em Fevereiro no âmbito da 11ª avaliação ao programa de assistência financeira a Portugal.

Em 2014 a previsão é que a despesa fiscal contraia 640 milhões de euros, sendo que as empresas vão contabilizar menos 477 milhões e as famílias os restantes 163 milhões. Em causa estarão, mais uma vez, os cortes nas deduções com despesas como saúde, educação ou habitação. No total, desde 2011, as famílias receberam menos 1.020 milhões de euros em isenções e benefícios.

No que toca às empresas, a previsão de 477 milhões de redução para 2014 tem a ver, justifica o jornal, com os cortes de benefícios derivados da revisão do regime das SGPS, no âmbito da reforma do IRC.
 

terça-feira, 11 de março de 2014

Vendas da Sumol+Compal em Moçambique disparam 42%

A Sumol+Compal aumentou em 42% as vendas em Moçambique em 2013, país onde inaugurou, em Maio, a sua primeira fábrica fora de Portugal. José Paulo Machado, director de comunicação da empresa de sumos, sublinha que o continente africano é o principal destino do volume de vendas e, em 2013, 42% da produção já foi destinada aos mercados internacionais.
Angola é o maior mercado da Sumol+Compal, mas teve um “crescimento moderado”. Questionado sobre o projecto de construção de uma unidade naquele país, José Paulo Machado adianta que esta é uma das “prioridades estratégicas”. “Continuamos empenhados em ter a funcionar em Angola uma unidade industrial no mais curto prazo que nos for possível”, disse ao PÚBLICO, em respostas enviadas por email.
Em Moçambique, os sumos e néctares produzidos abastecem não só este mercado mas também outros países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC na sigla inglesa). E as vendas cresceram “apesar do comportamento adverso do rand que afectou negativamente a actividade de exportação para os países da SADC”, diz o director de comunicação.
Os mercados internacionais e a estratégia de redução de preços em Portugal ajudaram a empresa a mais do que quadruplicar os lucros, de 900 mil euros para 4,4 milhões de euros. O volume de negócios também cresceu 2% para um total de 301 milhões de euros.
Em Portugal, as vendas caíram de 203 milhões de euros para 202 milhões. E, em volume, registou-se um acréscimo de 1% para 247,4 milhões de litros, graças à redução de preços, nomeadamente nos néctares e às promoções nos refrigerantes.
Sem a “estratégia de preços não teria sido possível a recuperação de vendas no segundo semestre e, muito provavelmente, não teríamos obtido o reforço da liderança da Sumol+Compal no universo de bebidas não alcoólicas”, admite José Paulo Machado. A quota de mercado, em valor, chegou em 2013 aos 25,6%, mais 0,6 pontos percentuais face a 2012. “Um máximo histórico”, afirma.
 

Banco de Portugal propõe mudanças nas comissões das contas à ordem

 

O supervisor bancário lançou hoje uma série de recomendações sobre boas práticas no comissionamento de contas de depósito à ordem, considerando que, por exemplo, a anuidade do cartão de débito deve ser englobada na comissão da conta à ordem.
"O Banco de Portugal reconhece que é legítimo as instituições cobrarem uma comissão de manutenção de conta de depósito à ordem, na medida em que constituiu uma retribuição por serviços prestados", lê-se num comunicado divulgado pela entidade.
Porém, o supervisor "entende que estes serviços devem incluir a disponibilização de instrumentos para movimentação dos depósitos, pela essencialidade que revestem nas contas de depósito à ordem".
Assim, a instituição liderada por Carlos Costa "recomenda que a comissão de manutenção da conta de depósito à ordem englobe a anuidade do cartão de débito e a realização de, no mínimo, três levantamentos mensais ao balcão".
O Banco de Portugal considerou ainda "inadequada a prática comercial de fazer variar o montante da comissão de manutenção em função de saldos médios das contas de depósito à ordem".
A entidade realçou que "está ciente de que as recomendações expressas (...) podem implicar ajustamentos consideráveis por parte das instituições de crédito", mas exortou-as a "adoptar essas recomendações com a maior celeridade".

11-03-2014- resume do Feicho de Mercado


11-03-2014- PSI 20 atinge nível mais elevado desde Maio de 2011

Banca voltou a concentrar pressão compradora, perante queda do risco do país.
O PSI 20, o principal índice português, avançou hoje 0,98% para os 7.641,78 pontos, atingindo o nível mais elevado desde Maio de 2011, um mês depois do pedido de ajuda financeira aos parceiros internacionais.
Os juros nacionais registam hoje nova jornada de alívio, tendência que se mantém há uma semana, com a taxa a 10 anos a negociar abaixo de 4,5%. Com isto, o sector da banca, o mais sensível a variações no risco do soberano, foi que o mais valorizou hoje: o BCP disparou outra vez para cotar nos 0,2345 euros e o Banif somou outros 3,3%.
"O BCP continua imparável, a fazer novos máximos consecutivamente, este ano. A acção do BCP reage sempre com mais intensidade às notícias, uma vez que tem um beta elevado, sejam elas positivas ou negativas", referiu Carla Santos, gestora da XTB Portugal.
A gestora de activos acrescentou que: "As notícias sobre Portugal e sobre o sector bancário têm sido bastante favoráveis e têm conduzido ao bom desempenho da acção. Hoje a notícia de que a banca está a reduzir a dependência face ao BCE e a revisão em alta do PIB português, está a ser bem percepcionada pelos investidores e a levar a novo impulso no activo."
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB nacional subiu 0,6% no quarto trimestre face aos três meses anteriores e 1,7% em relação ao trimestre homólogo, valores que foram revistos em alta face às primeiras estimativas.
Com a crise na Ucrânia a dominar atenções, os mercados europeus pouco beneficiaram dos bons dados das exportações da Alemanha, o motor da economia do euro. O DAX 30 de Frankfurt ganhou 0,35%, enquanto o CAC 40 de Paris perdeu 0,53%.
O parlamento da Crimeia declarou a indepência da região, numa altura em que o governo ucraniano mobilizou as tropas para defender as fronteiras do país. O presidente deposto alertou para o risco de uma guerra civil na Ucrânia, enquanto que a Rússia enfrenta possíveis sanções da parte da União Europeia.

Rabobank compra dívida a contar com descida do risco

(15:30H)

Alívio dos juros continua pela quinta sessão, animando banca do PSI 20. Euro deprecia com redução da volatilidade cambial. 
  
BCP 0,235€ (5,52%)
A queda do risco de Portugal continua a beneficiar o sector da banca em particular e o PSI 20 no geral. A bolsa nacional atinge hoje o nível mais elevado desde Maio de 2011, negociando em linha com as pares europeias. No plano empresarial, nota ainda para as acções da Mota-Engil e da REN - esta última sobe após apresentar uma descida ligeira do lucro no ano passado para os 121 milhões de euros.

DAX 30 (1,09%)O importante índice alemão é dos que mais valoriza hoje no Velho Continente, animado pelo crescimento das exportações no motor da economia do euro acima do esperado. Mas os investidores europeus continuam apreensivos com o evoluir dos acontecimentos na Crimeia e do conflito em torno da Ucrânia. As acções do Unicredit aceleravam, pois apesar dos prejuízos recorde o banco italiano vai aumentar o dividendo e conta regressar aos lucros este ano.

S&P 500 (0,7%)O influente índice S&P 500 crescia hoje acima do recorde de fecho, perante os dados mais positivos da economia norte-americana - foram criados mais postos de trabalho que o esperado em Fevereiro, produção manufactureira expandiu-se a um ritmo mais acelerado e o consumo das famílias mantém melhorias.

Taxa a 5 anos 3,306% (-0,063)O risco da dívida portuguesa cai há cinco sessões e a expectativa do mercado aponta para um progressivo alívio nos juros (valorizando os títulos de dívida). Neste cenário, o holandês Rabobank revelou hoje que comprou dívida portuguesa a cinco anos perante a estimativa de queda do risco associado a Portugal. Os analistas do banco consideram mesmo que Portugal se encontra melhor posicionado do que estava a Irlanda antes de dispensar um cautelar.

Euro 1,387$ (-0,06%)A moeda única deprecia hoje face às principais divisas mundiais, numa sessão em que os principais indicadores de volatilidade cambial deslizam para mínimos de 15 meses. O euro perde depois de Vítor Constâncio, vice do Banco Central Europeu, ter dito que o mercado ainda não compreendeu totalmente a comunicação feita por Mario Draghi na reunião da semana passada.

Cacau 3024$ (1,34%)As matérias-primas agrícolas são as que mais sobem hoje no mercado das commodites, com destaque para o café, o trigo e o cacau (em toneladas métricas). No caso da matéria-prima base dos chocolates, a subida deve-se à melhoria das previsões de crescimento da chocolateira Lindt & Spruengli, deixando antecipar maior consumo de cacau. Nos metais, o dia é de recuperação.

Acções aceleram e risco alivia após revisão em alta do PIB

(12:30)

Retomada a negociação, a bolsa portuguesa apresenta-se com um dos melhores desempenhos na Europa. 
  
PSI 20 7.614,13 pontos (+0,61%)Depois de cerca de uma hora com negociação suspensa devido a problemas técnicos, Lisboa retomou a negociação com saldo positivo. O PSI 20 mantém um dos melhores desempenhos na Europa depois de o INE ter revisto em alta ligeira o crescimento do PIB no quarto trimestre.

DAX 9.288,06 (+0,24%)Dados acima do esperado nas exportações alemãs e a performance da Volkswagen - depois de confirmada a sua marca Audi como líder nas vendas do segmento premium - levam Frankfurt de regresso aos ganhos após dois dias de quedas.

Taxa a dez anos 4,393% (-0,058%)Entre os periféricos do Sul da Europa, Portugal é o país onde as 'yields' da dívida mais aliviam - a 10 e 5 anos os juros estão em mínimos de Abril de 2010. Segundo analistas esta evolução está na base da forte pressão compradora sobre as acções do BCP.

S&P 500 (-0,085%)Desde os mínimos atingidos há cinco anos, o índice mais representativo dos EUA já valorizou 177%. A falta de uma solução no curto prazo para a Crimeia - com o primeiro-ministro ucraniano a enviar 20 mil pessoas para proteger as fronteira do país - e dados decepcionantes nas empresas do sector do retalho devem pressionar o S&P 500 para uma abertura abaixo da linha de água em Nova Iorque.

Euro 1,3849$ (-0,19%)A moeda única abrandou a desvalorização face ao dólar, depois de declarações de Vítor Constâncio no sentido de que o BCE poderá continuar a cortar taxas de juro. A tensão na Crimeia empurra o rublo para perto de mínimos históricos, com a desvalorização a afectar já os rácios de capital dos bancos russos e com o banco central a se preparar para adoptar medidas regulatórias que evitem riscos sistémicos.

Café 205,60$ (2,20%)A seca no Brasil continua a levar os preços do café para valores que já não se viam há dois anos - desde Janeiro o preço pulou mais de 82%. Ainda nas matérias-primas agrícolas, o cacau é das que mais valoriza, negociando em preços máximos de Setembro de 2011 por tonelada.

BCP dispara 5% e isola Lisboa das perdas europeias

(10:30H)

Praça portuguesa numa sessão em que a Ucrânia volta a condicionar o apetite por risco. 
  
BCP 0,234€ (5,07%)O banco liderado por Nuno Amado volta hoje a liderar os ganhos na bolsa portuguesa e está a negociar em máximos de Julho de 2010. Alguns analistas associam esta pressão compradora à descida das ‘yields' nacionais e também à eventual possibilidade de conversão de impostos diferidos em créditos fiscais, o que ajudaria ao reembolso da ajuda estatal.

VSTOXX 19,65 (-2,34%)O índice do medo na Europa continua a aliviar, mas não recuperou ainda do pico registado no início da semana passada, despoletado pela crise ucraniana. Kiev parece estar hoje de novo a travar o apetite por risco entre os investidores, com especial efeito nas acções mais cíclicas. Depois dos ganhos iniciais alimentados pelo crescimento das exportações alemãs, as principais bolsas europeias provam agora perdas ligeiras.

Taxa a dez anos 4,399% (-0,052%)As ‘yields' nacionais seguem em baixa em mercado secundário no dia seguinte a Portugal ter sido alvo de novos elogios em Bruxelas - o presidente do Eurogrupo disse ontem que a economia está a recuperar acima do previsto e que o pós-troika começará a ser discutido em Abril. A taxa espanhola a 10 anos mantém-se em mínimos de Janeiro de 2006 num dia em que Madrid colocou bilhetes com sucesso.

Euro 1,3844$ (-0,23%)A moeda única corrige hoje dos ganhos que a conduziram nos últimos dias a um novo máximo anual contra a nota verde. Uma análise da agência Bloomberg associa essa apreciação do euro com a intervenção de Pequim sobre o ‘yuan' e à maior diversificação das reservas chinesas de moeda estrangeira. Muito peritos continuam contudo a relacionar a pressão compradora sobre o euro com a revisão em alta das estimativas do BCE para a inflação.

Brent 108,67$ (0,55%)O mercado petrolífero evolui ao sabor da expectativa de que o Departamento de Energia norte-americano poderá anunciar amanhã um aumento das reservas do país. A contrabalançar esse efeito estão os dados que dão conta de um aumento de dois dígitos nas importações chinesas de crude em Fevereiro.

Juro a 10 anos desce até 4,41%

(09:39H)

Principais indicadores de risco da dívida portuguesa continuam a aliviar.
As taxas de juro associadas em mercado secundário às obrigações do Tesouro português recuam hoje em todas as maturidades. A ‘yield' a 10 anos, o prazo de referência, cede pela sétima sessão consecutiva para 4,432%, o nível mais baixo desde Abril de 2010. Em Janeiro de 2012 este indicador de risco chegou a cotar nos 18,289%.

A evolução das ‘yields' em mercado secundário é uma variável determinante na definição do pós-troika, que começará a ser discutida no próximo Eurogrupo, em Abril. O Presidente da República assumiu este fim-de-semana preferir a "rede de segurança" de um programa cautelar, mas o Governo mantém que todos os cenários estão em aberto.

Outro indicador bastante influente entre investidores é o prémio de risco para a dívida alemã. O diferencial de juros entre as obrigações nacionais a 10 anos e os títulos germânicos comparáveis alivia hoje para 279 pontos base, um mínimo de Agosto de 2010.

A par dos sinais de recuperação económica, a diminuição do risco da dívida portuguesa tem também sido muito associado a uma estabilização mais lata dos mercados financeiros que levou as ‘yields' italianas e espanholas para mínimos de oito anos.

Consumo das famílias aumenta pela primeira vez desde 2010 e PIB cresce mais do que o esperado

O PIB português cresceu 1,7% nos últimos três meses do ano, um valor que revê em alta o inicialmente reportado. As famílias aumentaram o seu consumo pela primeira vez desde 2010.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta terça-feira, 11 de Março, que o produto interno bruto (PIB) cresceu 1,7% nos últimos três meses do ano, quando comparado com igual período de 2012, o que supera a leitura inicial que apontava para uma expansão de 1,6%.

A contribuir para este comportamento do PIB esteve a procura interna, ao crescer 0,1%, depois de, no trimestre anterior ter contraído 1,5%. O destaque vai para o consumo privado, que registou um aumento de 0,6% neste período. E neste segmento, o consumo das famílias aumentou 0,7%, o que corresponde ao primeiro aumento do consumo das famílias desde o último trimestre de 2010.

O consumo público também aumentou 0,1%, contribuindo igualmente para a melhoria da procura interna.

O INE adianta que, em termos de volume, o consumo público registou um crescimento de 0,1%, “associado, em parte, ao impacto do aumento da duração do período normal de trabalho na Administração Pública de 35 para 40 horas semanais, que se traduziu numa redução do deflator da componente de remunerações e, consequentemente, num efeito positivo em volume.”

Já o investimento caiu 1,8% no quarto trimestre, segundo a mesma fonte. Contudo, o ritmo de queda foi menor do que a verificada nos últimos trimestres. A queda do investimento foi de 4,4% no terceiro trimestre do ano e de 2,4% nos últimos três meses de 2012.

No âmbito da 11ª avaliação ao programa de ajustamento de Portugal, o Governo e a troika reviram em alta as estimativas para o crescimento de Portugal este ano, antecipando agora uma expansão de 1,2% em 2014, quando antes antevia um crescimento de 0,8%.
 

Exportações e consumo travam queda do PIB em 2013



O consumo interno registou a menor queda dos últimos anos e as exportações cresceram ao ritmo mais célere desde 2011, factores que contribuíram para que o produto interno bruto tenha abrandado a sua quebra em 2013 para 1,4%. No último trimestre do ano a economia cresceu 1,7%, mais do que o valor inicialmente revelado.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta terça-feira, 11 de Março, que o PIB português contraiu 1,4% no acumulado do ano passado, em linha com o que tinha reportado a 14 de Fevereiro. Já no último trimestre, os dados hoje revelado apontam para uma expansão de 1,7%, o que supera a primeira leitura que apontava para um aumento de 1,6%.

O PIB registou assim uma forte travagem na queda, depois de em 2012 a economia ter registado uma contracção de 3,2%.

A contribuir para esta travagem estiveram as exportações, que cresceram 6,1% em 2013, acelerando o ritmo face ao ano anterior (3,2%), bem como a procura interna, que apesar de cair 2,6%, registou uma melhoria face ao ano anterior, período em que contraiu 6,6%.

Já as importações voltaram a aumentar, o que já não acontecia desde 2010. Este segmento cresceu 2,8% em 2013, adianta os dados do INE.

BEI financia operações no valor de 970 milhões em Portugal em 2013



O Banco Europeu de Investimento (BEI) financiou operações em Portugal no valor de 970 milhões de euros em 2013, o que representa mais 11,4% que no ano anterior, segundo dados facilitados à Lusa pela instituição.
Os dados do BEI referem que a grande fatia desse investimento, 82% ou 795 milhões de euros, se destinou a apoiar Pequenas e Médias Empresa (PME), com 11% para transportes e telecomunicações 100 milhões de euros), 5% para o sector energético (50 milhões de euros) e 2% ou 15 milhões de euros para indústria, serviços e agricultura.

Globalmente e entre 2009 e 2013, o BEI injectou em Portugal 11.107 milhões, o que representa 3,3% do valor total de operações financiadas pela instituição nesse período, que ascendeu a 335.740 milhões de euros.

Em 2013, o apoio a Portugal representa 1,4% do apoio total do banco (que ascendeu a 71.736 milhões de euros).

Portugal foi assim o 12.º maior destino de investimentos do BEI na União Europeia (UE) em 2013 e o 7.º no período entre 2009 e 2013.

De referir que o apoio do BEI foi particularmente significativo em 2009, quando ascendeu a 3.748 milhões de euros, respondendo à estratégia de apoio reforçado no arranque da crise, tendo vindo a decrescer nos anos seguintes.

Assim, em 2010 o BEI canalizou para Portugal 3.413 milhões de euros, em 2011 canalizou 2.106 milhões de euros e em 2012 financiou 871 milhões de euros.

Entre os principais destinos dos fundos canalizados para Portugal destacam-se, em 2013, linhas de crédito para PME, financiadas através da banca portuguesa.

De referir que um dos pontos centrais para a estratégia em Portugal tem sido o acordo assinado em Dezembro de 2012, e que começou a vigorar no ano passado, que prevê um portfólio de até seis mil milhões de euros durante sete anos.

No final de 2013 este portfólio, uma parceira entre o BEI, a banca portuguesa e o Estado, tinha já empréstimos no valor total de 800 milhões de euros.

De referir que, globalmente, Espanha foi em 2013 o maior beneficiário de empréstimos do BEI (10.656 milhões de euros), sendo igualmente líder no período entre 2009 e 2013, com 47.764 milhões de euros (14,2% do total).

Quase 1.500 alunos com pais devedores receberam bolsa de acção social




Desde que dívidas familiares deixaram de contar para a atribuição de bolsas, 1.500 alunos já viram ser aceites os seus pedidos.
Perto de 1.500 alunos do ensino superior que viram o seu pedido de apoio social no início do ano lectivo ser rejeitado por causa das dívidas dos pais passaram a ter direito a esse apoio depois da alteração das regras de atribuição de bolsas de acção social.

A informação foi avançada esta terça-feira pelo “DN” que cita o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes. O governante frisa que este número representa apenas 3% do total de 60 mil bolseiros, “um número pequeno, mas importante”.

Até Janeiro, as dívidas do agregado familiar impediam os alunos de receberem apoios do Estado. A regra foi contestada pelos estudantes, através das suas associações, pelos partidos da oposição e até pelo Provedor da Justiça. O Governo acabou por alterar o regulamento.

Assim, os estudantes que tinham visto o apoio ser recusado receberão a bolsa com retroactivos e quem não se tinha candidatado pôde fazê-lo no início do ano.

Programa de ajustamento afinal termina a 19 de Maio




Afinal o programa de ajustamento português não termina a 17 nem a 18 de Maio, mas sim a 19 desse mesmo mês.
A data oficial para o fim do programa de ajustamento português é 19 de Maio de 2014. A notícia está a ser avançada esta manhã pela “TSF”, que cita a carta do Governo português para a troika, escrita no final da 11ª avaliação.

Na conferência de imprensa em que apresentou, ao lado da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, os resultados da 11ª avaliação, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas afirmou que “a data contratual, entre Portugal e a troika, para o fim do programa, é 17 de Maio”. Mas na carta redigida à troika, o Governo escreveu 19 de Maio. O acerto na data deve-se ao facto de 17 e 18 serem um sábado e um domingo e só ser possível, segundo a “TSF”, encerrar estes programas a dias úteis.

A data surge no parágrafo em que o Governo português explica o pedido de extensão técnica do programa até final de Junho, uma exigência do FMI que a TSF revelou há semanas.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ronaldo destrona Messi como o jogador mais rico do mundo

Capitão da selecção nacional supera Messi com uma fortuna avaliada em 148 milhões de euros.
   
Cristiano Ronaldo é o futebolista mais rico do mundo, de acordo com uma lista publicada anualmente pelo site goal.com. O jogador do Real Madrid supera assim o argentino Lionel Messi, do FC Barcelona.

O "capitão" da seleção portuguesa tem um património estimado de 148 milhões de euros, após um ano em que aumentou a sua influência no Real Madrid e na equipa das "quinas", tendo conquistado a Bola de Ouro da FIFA e assinado um novo contrato milionário de cinco anos com os "merengues".

O argentino Lionel Messi é o segundo da lista, com apenas menos dois milhões de euros do que Ronaldo, num "ranking" efetuado por um grupo de analistas e que tem em conta todas as fontes de rendimento dos jogadores ao longo da sua carreira.

Ronaldo sucede ao inglês David Beckham, que era o mais rico em 2013, mas terminou a carreira em Maio. O camaronês do Chelsea Samuel Eto'o é o terceiro da lista, seguido do inglês Wayne Rooney, que subiu a quarto, depois de ter renovado com o Manchester United.

O brasileiro Neymar ascendeu ao sexto lugar, num valor que tem em conta os 40 milhões pagos aos seus pais na polémica transferência do Santos para o FC Barcelona.~

- Lista dos futebolistas mais ricos:

1. Cristiano Ronaldo, Por (Real Madrid/Esp), 148 milhões de euros.
2. Lionel Messi, Arg (FC Barcelona/Esp), 146.
3. Samuel Eto'o, Cam (Chelsea/Ing), 85.
4. Wayne Rooney, Ing (Manchester United/Ing), 84.
5. Kaká, Bra (AC Milan/Ita), 82.
6. Neymar e família, Bra (FC Barcelona/Esp), 80.
7. Ronaldinho, Bra (Atlético Mineiro/Bra), 78.
8. Zlatan Ibrahimovic, Sue (Paris Saint-Germain/Fra), 69.
9. Gianluigi Buffon, Ita (Juventus/Ita), 63.
10. Thierry Henry, Fra (New York Red Bulls/EUA), 57.

BCP sobe mais de 5% e leva bolsa para novo máximo de 2011

A bolsa nacional fechou o dia a subir mais de 1%, atingindo um novo máximo de Junho de 2011, numa sessão marcada pelo ganho acentuado do BCP, que também tocou em novos máximos. EDP, Portucel e REN também negociaram em valores recorde.
O PSI-20 subiu 1,24% para 7.567,99 pontos, com 10 acções em alta e nove em queda. O principal índice nacional voltou assim a tocar em níveis de Junho de 2011.

Entre os congéneres europeus a tendência foi de queda, com os investidores a penalizarem as bolsas depois de ter sido conhecido que as exportações chinesas registaram uma queda de 18%, quando se previa que aumentassem.

A subida acentuada das acções do BCP foi determinante para os ganhos da bolsa. O BCP avançou 5,60% para 22,27 cêntimos, tendo tocado nos 22,46 cêntimos, o que corresponde ao valor mais elevado desde Julho de 2011.

Este comportamento foi partilhado pelo BES, que avançou 2,19% para 1,446 euros, pelo BPI, que cresceu 1,33% para 1,747 euros e pelo Banif, que avançou 1,71% para 1,19 cêntimos.

E isto num dia em que as taxas de juro implícitas nas obrigações portuguesas tocaram em novos mínimos de 2010, numa altura em que a pressão sobre os países periféricos continua a diminuir e em que já se discute a forma de Portugal sair do programa de resgate.

Em destaque estiveram também as acções da EDP, que avançaram 0,62% para 3,255 euros, tendo tocado nos 3,265 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Setembro de 2008. Em alta estiveram também as acções da EDP Renováveis, ao subirem 1,10% para 4,609 euros.

Ainda no sector da energia, a REN terminou o dia a cair 0,38% para 2,87 euros, tendo chegado a tocar nos 2,90 euros, o que representa o valor mais alto desde Abril de 2010, no dia em que foram conhecidos os resultados referentes a 2013. Contudo, os números só foram revelados já depois do fecho do mercado.

Em máximos esteve também a Portucel, desta feita, em máximos históricos ao tocar nos 3,235 euros. As acções da empresa fecharam a sessão a subir 0,28% para 3,234 euros.

Do lado oposto e a travar maiores ganhos esteve a Mota-Engil, ao perder 2,16% para 4,98 euros e a Altri, ao recuar 3,30% para 2,784 euros.

No sector das telecomunicações o sentimento não foi definido, com a Portugal Telecom a subir 1,42% para 3,296 euros e a Zon Optimus a descer 1,99% para 5,464 euros. A Sonaecom, que saiu do PSI-20 depois da OPA lançada pela Sonae SGPS, avançou 1,35% para 2,25 euros.
 

BCP atinge novo máximo de 2011




Os títulos do Banco Comercial Português chegaram a valorizar mais de 6,5%, tendo negociado no valor mais elevado desde Julho de 2011: 22,46 cêntimos.
Nas últimas 12 sessões, as acções do banco liderado por Nuno Amado só caíram em três delas, tendo acumulado neste período uma valorização de 16,29%.

Na sessão desta segunda-feira, 10 de Março, o BCP subiu um máximo de 6,51% para negociar nos 22,46 cêntimos. Este é o valor mais elevado desde Julho de 2011.

As acções fecharam a subir 5,60% para negociar nos 22,27 cêntimos, tendo sido negociados 300 milhões de títulos, o que compara com a média diária de 141 milhões verificada nos últimos seis meses. Desde o início do ano, os títulos do banco já valorizaram 33,85%.

A 3 de Fevereiro, o BCP apresentou um prejuízo de 740,5 milhões de euros referente a 2013, cerca de 39% abaixo do resultado líquido negativo de 1.219,1 milhões, registado um ano antes.

O valor do prejuízo foi superior ao antecipado pelo consenso dos analistas, embora tenha sido melhor do que o esperado pela casa de investimento do BPI.

Ainda assim, na sessão seguinte após à apresentação dos números de 2013, as acções do banco dispararam mais de 9% animadas pelo facto de Nuno Amado ter anunciado que a instituição pretende regressar aos lucros na segunda metade deste ano e de revelar que a operação na Roménia está a conquistar interesse de investidores.

Nesse dia, o BESI elevou a recomendação do banco de "neutral" para "comprar".

Entretanto, a 19 de Fevereiro, o banco realizou a primeira emissão de dívida não garantida pelo Estado desde Janeiro de 2010. O BCP emitiu dívida a três anos, tendo pago uma taxa de 3,375%. A procura "excedeu em mais de 450% o montante da emissão".

"A procura angariada, que excedeu em mais de 450% o montante da emissão, e a rapidez de resposta, com expressão de procura excedentária praticamente desde o momento do anúncio público da operação, demonstraram de forma inequívoca a confiança do mercado no banco e a sua plena capacidade em aceder a esta importante fonte de financiamento", referiu, na altura, o BCP em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Lucro da REN recuou 1,8% em 2013




A empresa ainda presidida por Rui Cartaxo fechou 2013 com um lucro de 121,3 milhões de euros, e com um novo agravamento do resultado financeiro, apesar de uma redução da dívida líquida face a 2012.
A REN – Redes Energéticas Nacionais obteve em 2013 um resultado líquido positivo de 121,3 milhões de euros, menos 1,8% do que no ano anterior, informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em base recorrente, o lucro da REN ficou em 120,7 milhões de euros em 2013, mais 0,4% do que no anterior. As diferenças, em termos de factores extraordinários, estão essencialmente numa verba recebida em 2013 de juros do défice tarifário e num ganho obtido em 2012 ainda relacionado com os custos do processo com a Amorim Energia.

No ano passado a REN teve um EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 521,5 milhões de euros, que ficou 1,9% acima do alcançado em 2012. Contudo, o resultado financeiro deteriorou-se em 4,6%, cifrando-se em 142,2 milhões de euros negativos.

O agravamento do resultado financeiro ocorreu num ano em que a dívida líquida da REN até desceu, tendo sido reduzida em 4,4%, para 2,4 mil milhões de euros. No entanto, o reembolso de um empréstimo obrigacionista com juros especialmente elevados face ao custo médio da dívida da REN acabou por penalizar o resultado financeiro da empresa. O custo médio da dívida da REN fixou-se em 2013 em 5,54%.

Em 2013 a empresa, ainda presidida por Rui Cartaxo, realizou um investimento de 187,8 milhões de euros, que ficou abaixo da referência de 200 milhões de euros de “capex” anual que estavam previstos. O investimento de 2013 ficou 6,6% aquém dos 201,1 milhões investidos em 2012.

No ano passado os activos regulados da REN, que constituem a base a partir da qual a empresa é remunerada, apresentaram um valor médio de 3,49 mil milhões de euros, mais 3,2% do que o valor médio da base de activos regulados de 2012.

PSI 20 acelera 1% no melhor desempenho europeu

Bolsas europeias cederam com sinais de abrandamento da China. A praça nacional escapou ao pessimismo geral.
O PSI 20, o principal índice português, acelerou hoje 1,24% para 7.567,99 pontos, renovando máximos de Junho de 2011, apesar de o sentimento europeu ter sido fortemente abalado hoje com a quebra de 18% das exportações chineses, num sinal de que a segunda maior economia do mundo pode estar a travar.
Em termos empresariais, as acções do BCP dispararam 5,55% para os 0,2227 euros. As acções dos títulos financeiros, muito associados ao nível do risco soberano de Portugal, apareceram hoje no primeiro plano dos investidores (BES ganhou 1,7% e BPI somou 0,93%) perante a descida dos juros nacionais em mercado secundário. A REN também caiu 0,56% no dia em que presta contas ao mercado.
"O PSI 20 continua o movimento de melhor performance na periferia, face ao core da Europa", referiu Albino Oliveira, analista da Fincor, à Reuters.
"A banca continua a destacar-se e a reagir de forma muito positiva à recuperação da economia não só portuguesa, mas também de Espanha e Itália, beneficiando ainda da queda recente das yields", acrescentou o analista.
Lisboa foi das poucas praças europeias que fecharam o dia com ganhos. Isto porque os investidores manifestaram a sua preocupação com os sinais de abrandamento da economia chinesa, que tem sido o motor mundial nos últimos anos. Com isso, o DAX 30 de Frankfurt caiu 0,9%.
Do outro lado do Atlântico, os mercados americanos também recuam com a incerteza em relação à economia chinesa.
Este factor adicionou também pressão vendedora no mercado das commodities, onde os metais, como o alumínio, cobre ou níquel corrigiam de forma acentuada.

Matérias-primas afundam com incerteza chinesa

(15:30H)

Bolsa nacional é das poucas que sobe hoje, impulsionada pela banca. Mas o sentimento geral é de pessimismo com o travão chinês.
PSI 20 (1,03%)A bolsa nacional renova máximos de Junho de 2011, com a sessão de hoje a ser dominada pelo sector da banca (impulsionada pelo alívio do risco soberano). O BCP, um dos bancos mais castigados durante a crise, acelerava, arrastando consigo os outros títulos da praça. A REN, onde Rui Cartaxo está de saída, cede ligeiramente no dia em que presta contas ao mercado.

DAX 30 (-1,05%)O sector mineiro é dos que mais recuam no panorama europeu, ofuscando o ‘rally' da Iliad (depois de a Bouygues anunciar conversações para vender parte dos seus activos nas comunicações móveis à operadora francesa) e da Rolls Royce (após a Daimler ter dito que vai vender 50% da joint venture do negócio nos motores à companhia britânica). Na frente macroeconómica, a queda das exportações da China em Fevereiro penaliza o sentimento geral nos índices accionistas.

S&P 500 (-0,37%)Os mercados norte-americanos continuam a negociar em queda no arranque de sessão, com o influente índice S&P 500 a recuar de máximos históricos. A queda das acções do sector mineiro (tal como na Europa), em virtude do recuo das exportações chinesas, acentua a pressão vendedora do lado americano. A Boeing também afunda depois de um avião fornecido por si à Malaysia Airlines ter desaparecido com 239 passageiros a bordo quando seguia para Pequim.

Taxa a 10 anos 4,462% (-0,115)Há quatro sessões que o risco português cai em mercado secundário, com o juro da dívida a dez anos a quebrar a barreira "Machete" dos 4,5%, considerada pelo ministro como o nível abaixo do qual Portugal poderia dispensar um segundo resgate.

Euro 1,387$ (-0,06%)A moeda única chegou hoje a superar os 1,39 dólares, seguindo agora praticamente inalterada face à nota verde. O dólar australiano cai pelo segundo dia depois de a China ter registado o maior défice comercial em dois anos, arrefecendo a procura por activos com maior risco. O yuan chinês também depreciava depois de o banco central do país ter baixado a taxa de juro de referência da moeda para o nível mais baixo em ano e meio.

Alumínio 1765$ (-1,73%)O mercado das matérias-primas sucumbe com a forte queda das exportações da China em Fevereiro, sinalizando que a segunda maior economia do mundo pode estar a abrandar, o que originará pressões do lado da procura (China é um dos maiores consumidores mundiais de matérias-primas). O alumínio (medido em toneladas métricas) é o activo que mais cede, mas petróleo e outros metais, como o níquel ou o cobre, também corrigem de forma acentuada.

PSI 20 já ganha mais de 15% em 2014

(12:33H)

A bolsa nacional regista, a par da bolsa grega, o melhor desempenho europeu desde o início do ano.
PSI 20 7.545,22 (+0,94%)A bolsa nacional regista hoje a maior subida entre as principais praças europeias, apoiada pelo desempenho positivo da banca. Com os ganhos desta sessão, o PSI 20 acumula já uma valorização de 15% desde o início do ano, o que, a par com a bolsa grega, é o melhor desempenho do Velho Continente.

DAX 9.324,92 (-0,28%)Nas restantes bolsas europeias, a praça alemã é a única a dar sinais de fraqueza. Os analistas explicam a descida com o facto das cotadas germânicas terem uma elevada exposição à China e à Europa Central. Já a bolsa francesa e londrina estão a valorizar após terem sido anunciados negócios empresariais a envolver os dois mercados. A francesa Bouygues vai vender alguns dos seus activos e a Rolls-Royce está em negociações para comprar uma participação de um negócio detido pela Daimler.

Futuros S&P 500 1.876 (-0,11%)As bolsas norte-americanas poderão abrir em baixa, tendo em conta o desempenho dos futuros do S&P 500. O índice norte-americano tem batido sucessivos recordes o que tem levantado a questão sobre se as acções dos EUA ainda são atractivas em termos de avaliação. Os dados negativos divulgados na China também poderão condicionar a sessão nas bolsas norte-americanas.

Euro 1,3877$ (-0,01%)A moeda única está praticamente inalterada face ao dólar, numa sessão que está a ser marcada pela descida do yuan e do dólar australiano. Os dados da queda das exportações chinesas levaram os investidores a jogar mais à defesa, evitando divisas com um maior perfil de risco.
Prata 21,01$ (+0,48%)As matérias-primas estão em queda devido às maiores preocupações sobre a economia chinesa. Uma das excepções a essa descida é a prata. O ouro segue praticamente inalterado, enquanto o gás natural e o café continuam a acumular ganhos. Do lado das descidas, os mais pressionados estão a ser o cobre, que negoceia em mínimos de oito meses, e o alumínio. Os preços do petróleo também estão em queda. O crude negociado em Nova Iorque cai mais de 1% e o ‘brent' desce mais de 0,8%.

Juro a 10 anos abaixo da ‘taxa Machete'

(11:45H)

A taxa das obrigações nacionais a 10 anos diminuiu hoje abaixo de 4,5%, o nível apontado no ano passado por Rui Machete como sendo necessário para evitar um segundo resgate.
As taxas das obrigações portuguesas a dez anos passaram hoje abaixo da fasquia dos 4,5% pela primeira vez desde meados de 2010. A ‘yield' desceu de 4,577% para 4,498% e negoceia abaixo do valor definido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Rui Machete referiu em Novembro que a taxa deveria estar abaixo de 4,5% para que Portugal conseguisse reconquistar o acesso total aos mercados. Nessa data, os juros implícitos situavam-se perto dos 6%.
A descida das taxas poderá permitir ao Estado regressar aos leilões regulares de obrigações. Apesar de já ter feito duas operações sindicadas a cinco e a dez anos em Janeiro e Fevereiro, o País precisa de fazer leilões regulares de dívida de médio e longo prazo para provar que reconquistou o acesso pleno aos mercados.
O presidente do IGCP, João Moreira Rato, referiu no final da semana passada, numa entrevista à Bloomberg, que tencionava avançar para esses leilões, mas que estava à espera que as condições de mercado se tornassem mais estáveis.
Desde o início do ano, as taxas da dívida portuguesa a dez anos descem de 6,13% para 4,498%. As obrigações nacionais têm beneficiado de um maior apetite do mercado por risco e da procura por rentabilidade por parte dos investidores num cenário de taxas de juro globais baixas.



Euribor sobem em todas as frentes

Taxas reagem à manutenção da política monetária e à menor possibilidade de redução de juros no curto prazo.
As taxas Euribor, que servem de indexantes ao crédito em Portugal, subiram hoje nas principais maturidades depois da decisão do Banco Central Europeu de manter a taxa de referência em 0,25%. Mario Draghi reafirmou, na passada quinta-feira, a existência de uma "recuperação moderada" na economia da zona euro, afastando para já a necessidade de novas medidas de estímulo.

PSI 20 lidera subidas na Europa com BCP a brilhar

(10:46h)

BCP 0,2196€ (+4,13%)As acções da banca lideram os ganhos no PSI 20 com os quatro títulos do sector a protagonizarem as quatro maiores subidas do mundo. O BCP é o que mais sobe, mas o Banif e o BES também conseguem ganhos avultados. Isto a poucas horas de se iniciar a reunião do Eurogrupo em que será discutido o mecanismo único de resolução, um procedimento fundamental para o progresso da União Bancária. As acções estão ainda a reagir positivamente à notícia avançada pelo Económico de que o governo está a estudar formas de retirar activos mais problemáticos dos balanços dos bancos.
PSI 20 7558,98 pontos (+1,12%)O índice de referência da bolsa nacional está a negociar em alta e regista a maior subida entre as principais praças europeias. Além da banca, também a EDP Renováveis, a Galp, a EDP e a Portugal Telecom estão a dar um contributo positivo ao PSI 20. Do lado das descidas, destaques negativos para a Altri, a Cofina e a Jerónimo Martins.
Obrigações a dez anos 4,554% (-2,3 pontos base)A taxa de rentabilidade da dívida portuguesa regista uma descida ligeira no mercado secundário. Na maturidade a dez anos, a ‘yield' está cada vez mais próxima dos 4,5% definidos por Rui Machete como a taxa mínima que o País poderia suportar de forma a evitar mais apoio dos parceiros europeus. Os juros implícitos da dívida espanhola e italiana também estão a descer.
Euro 1,3875$ (-0,02%)A moeda única está praticamente inalterada face ao dólar norte-americano e ao iene. Os destaques negativos da sessão estão a ser o dólar australiano e o yuan chinês. Estas duas divisas foram afectadas pelos dados económicos negativos divulgados na segunda maior economia do mundo. No caso da moeda chinesa, o valor foi influenciado pela decisão do banco central em cortar o valor da divisa como forma de responder à quebra nas exportações.
Cobre 6782$ (-3,80%)As preocupações sobre a economia chinesa estão a provocar uma desvalorização de quase todas as matérias-primas. O cobre regista as maiores descidas. A escapar às quedas está apenas o café, com o preço desta matéria-prima a dar continuidade às subidas recentes. O preço desta mercadoria no mercado leva já uma valorização de quase 80% desde o início do ano.

Bolsas resistem a travão nas exportações chinesas

(09:03h)


A maior parte das praças do Velho Continente negoceia no verde após uma sessão negativa para os mercados asiáticos.
As bolsas europeias recuperaram das perdas do início da sessão. As acções do Velho Continente estão a resistir à divulgação de uma quebra inesperada nas exportações chinesas, que conduziu a uma sessão negativa nos mercados asiáticos.

O mercado nacional também acompanha os ganhos, com o PSI 20 a subir 0,45% para 7508,43, o valor mais alto desde Junho de 2011. Madrid e Milão também negoceiam em alta, com ganhos de quase 0,5%. Paris avança 0,56% e Londres ganha 0,09%.

A bolsa alemã é das poucas que não conseguem acompanhar os ganhos. O DAX cede 0,31%, penalizado pelas notícias negativas vindas de alguns dos mercados para os quais as empresas alemãs mais exportam.

"Os números da China, em conjunto com novas notícias de tensões renovadas na Crimeia, colocaram os mercados accionistas na defensiva. A Alemanha está a ser mais penalizada porque é uma nação exportadora com vastos interesses tanto na Europa Central como na China", referiu, citado pela Reuters, o responsável pela área de ‘research' do BNP Paribas Fortis, Philipe Gijsels.

As exportações chinesas tiveram uma quebra de 18% em Fevereiro, o que compara com as estimativas de crescimento de 7% que o mercado estava a incorporar. Estes dados aumentaram os receios sobre a segunda maior economia do mundo e provocaram descidas acentuadas das bolsas asiáticas. O índice que reúne as 300 maiores empresas chinesas, o CSI 300, cedeu mais de 3% e fechou no nível mais baixo desde Fevereiro de 2009. As quedas estenderam-se ainda à bolsa japonesa, que cedeu mais de 1%.

Eurogrupo na mira dos investidores
Além de terem de digerir os dados negativos vindos da Ásia, os investidores europeus estarão atentos aos desenvolvimentos dos mercados europeus. Hoje serão divulgados os índices de produção industrial de Espanha, Itália e França. E, além disso, a reunião do Eurogrupo marcada para o início da tarde também está a concentrar atenções.

No encontro dos ministros das Finanças da zona euro deverão ser discutidos temas como o mecanismo único de resolução dos bancos e também a situação financeira e económica na Grécia. Antes da reunião, os títulos do sector bancário dão sinais positivos. O índice europeu do sector avança 0,52%, com os bancos da periferia a registarem as maiores subidas. O espanhol Banco Popular avança 3,53% e o Unicredit ganha 2,56%. A banca portuguesa também está em destaque, com o BES a avançar 1,84% e o BCP a ganhar 1,33%.

As acções destes dois bancos são as que mais sobem no PSI 20 e compensam a descida de quase 1% da Jerónimo Martins e de 0,25% da EDP. Além da banca, também a Galp está a dar força ao índice. A petrolífera avança 0,41%. Já a REN sobe 0,14% antes de mostrar resultados, agendados para depois do fecho da sessão.
 

Air Malaysia afunda em bolsa após acidente misterioso

Acções da Malaysia Airlines caem a pique devido ao desaparecimento de um avião que seguia para Pequim. 
  
Os títulos da companhia aérea fecharam a perder 10% para os 22,5 sem mas chegaram a tombar 18% no mercado de Kuala Lumpur. A pressão vendedora foi acompanhada de forte liquidez.

Esta foi a reacção dos investidores ao desaparecimento sexta-feira de um Boeing 777 que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim com 239 pessoas a bordo.

Manchas de combustível encontradas no Sul do Vietname sinalizaram que o avião se terá despenhado. Ao mesmo tempo, o facto de dois dos passageiros terem embarcado com passaportes falsos levantou suspeitas de terrorismo.

Até agora, as investigações, que envolvem já nove países, não chegaram ainda a conclusões.

Entre os mistérios por esclarecer está a possibilidade de o avião ter dado meia volta antes de desaparecer e também o facto de a companhia aérea ter removido a bagagem de cinco passageiros que não embarcaram, mesmo depois de ter concretizado o ‘check in'.

OCDE estima que défice orçamental português de 2013 fique nos 5,1% do PIB




O secretário-geral adjunto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estimou hoje que o défice orçamental para 2013 fique nos 5,1% do PIB e defendeu que é importante permitir um desvio das metas orçamentais.
Numa declaração enviada à agência Lusa, Yves Leterme considerou que o défice orçamental de 2013 deverá ficar nos 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo da meta de 5,5% acordada com os credores internacionais para esse ano.

"Os dados recentes da economia portuguesa têm sido, na sua maioria, encorajadores, nomeadamente quanto às melhorias na produção industrial, nas exportações, na balança corrente e no desemprego. O desempenho orçamental também mostrou sinais positivos, com o défice orçamental de 2013 estimado nos 5,1%, abaixo do objectivo do programa", afirmou o secretário-geral adjunto da OCDE.

No entanto, Yves Leterme alertou que, "como a economia continua fraca, é importante permitir que as metas de défice orçamental se desviem dos objectivos [do programa], caso o crescimento fique abaixo do esperado, para evitar uma espiral negativa entre as condições macroeconómicas e os objectivos orçamentais".

O valor do défice para 2013 será divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística no fim de Março, mas no fim de Janeiro, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou no Parlamento que, excluindo todos os efeitos extraordinários, o défice orçamental em 2013 será de 5,2%, o que representa uma diferença de 0,6 pontos percentuais face a 2012.

"Expurgados todos os efeitos extraordinários em 2012 e 2013, tivemos um défice em 2012 de 5,8% e em 2013 de 5,2%. Expurgados todos os efeitos extraordinários, temos, portanto, uma diferença de 0,6 pontos", afirmou a governante.

Na última revisão da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), as previsões para o crescimento económico em 2014 foram melhoradas, esperando-se agora um aumento de 1,2% do PIB (contra os 0,8% anteriormente previstos).

Cavaco Silva: "É estranhíssimo que Portugal seja o País da Europa onde o diálogo entre as forças políticas é mais difícil"



O Presidente da República voltou esta segunda-feira a apelar a um compromisso político de médio prazo entre os partidos do arco da governação. Criticou quem fala do pós-troika "mesmo não sabendo nada" sobre a questão e, sem se manifestar a favor ou contra um programa cautelar, afirmou que o mais importante agora é "estudar os problemas" e explicar aos portugueses o que significa o pós-troika.
O Presidente da República voltou esta segunda-feira a apelar a um compromisso político de médio prazo entre os partidos do arco da governação. Criticou quem fala do pós-troika "mesmo não sabendo nada" sobre a questão e, sem se manifestar a favor ou contra um programa cautelar, afirmou que o mais importante agora é "estudar os problemas" e explicar aos portugueses o que significa o pós-troika.

"O pós-troika será um período decisivo para o futuro do País. Por isso, decidi analisar de forma rigorosa, aprofundada e por escrito essa fase da vida de Portugal para a poder explicar aos portugueses", afirmou Cavaco Silva a propósito do prefácio do "Roteiros VIII" – livro onde reúne as intervenções do ano anterior. Neste texto, intitulado "O período pós-troika", Cavaco Silva defende que "os portugueses devem ser esclarecidos e estar bem conscientes das novas regras europeias de disciplina orçamental, já que elas irão condicionar, de forma profunda, a vida nacional nos próximos anos".

Esta tarde, durante uma visita à fábrica da Nestlé, o Chefe de Estado criticou os que falam sobre o pós-troika "mesmo não sabendo nada sobre as questões". "Falar qualquer um pode falar mas escrever e assinar por baixo só pode fazer quem estudou bem os problemas", disse Cavaco Silva.
 

Sem se manifestar a favor, ou contra, um programa cautelar, Cavaco Silva afirmou apenas que o "mais importante agora é estudar os problemas" e explicar a "todos os portugueses" o que significa o pós-troika. O Presidente da República deixou, no entanto, claro, no prefácio do seu novo livro, que é adepto de um programa cautelar. "Em termos gerais, para um país que conclua com sucesso um programa de assistência financeira, é possível que um programa cautelar seja preferível a uma saída dita 'à irlandesa'".

Durante a visita à fábrica da Nestlé, Cavaco Silva sublinhou, mais uma vez, a "importância de um compromisso político de médio prazo" entre os partidos do arco da governação. Para o Chefe de Estado é importante que os portugueses tenham consciência do que "perdem em termos de emprego, de salários e de justiça de rendimentos se não existir um compromisso político entre as forças políticas".

Cavaco Silva apelou assim aos portugueses "que se comportem em conformidade e ajudem os políticos a dar o passo decisivo" no sentido de um compromisso político. "É estranhíssimo que Portugal seja o País da Europa onde o diálogo é mais difícil entre as forças políticas", acrescentou o Presidente da República.

No prefácio do "Roteiros VIII", o Presidente da República alertou que "ficando inteiramente à mercê da volatilidade e das contingências típicas dos mercados [ou seja, sem um programa cautelar] um país pode incorrer em custos de regressão elevados, sobretudo se as principais forças políticas não revelarem uma forme convicção no sentido de garantir, de forma concertada e a médio prazo, uma trajectória de sustentabilidade das finanças públicas e a prossecução de uma política de reformas para a melhoria da competitividade das empresas".     

Sonae financia-se em 240 milhões de euros



A Sonae financiou-se em 240 milhões de euros, no âmbito do programa de refinanciamento da dívida que vence até 2015.
“A Sonae informa que concretizou, directamente e através das suas participadas, um conjunto de operações de financiamento de longo prazo no montante de 240 milhões de euros, com diversas instituições financeiras. As operações realizadas têm maturidades entre 5 e 7 anos”, revelou a empresa em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Estas operações permitem antecipar com condições favoráveis uma parte significativa do programa de refinanciamento da dívida de médio e longo prazo que se vence até final de 2015.”

A empresa não revela qual o custo associado a este financiamento, mas diz que estas operações permitem optimizar os custos da dívida e aumentar a maturidade média da mesma. Além disso, “reforça a estrutura de capitais e diversifica as suas fontes de financiamento, garantindo assim os fundos estruturais necessários para a prossecução dos seus objectivos estratégicos.”
 

domingo, 9 de março de 2014

Banca ao máximo

Sabe quais são as ações do PSI 20 que estão a dar mais dinheiro aos investidores desde o arranque do ano? Os bancos.
A bonança parece, finalmente, ter dado lugar à tempestade da crise e hoje os títulos do BPI, do BES e do BCP surgem no top. Se no caso dos dois primeiros os títulos valorizam mais de 40% em 2014, as ações do BCP apresentam uma subida de quase 30%.
No entanto, os papéis do banco liderado por Nuno Amado poderão juntar-se aos rivais, tendo em conta que esta semana tocaram em máximos de julho de 2011, ao superarem a barreira dos 21 cêntimos, e poderão manter esta tendência na próxima semana.

Ajuda Externa: Bruxelas mantém supervisão em Lisboa até 2037

Portugal vai continuar a ser supervisionado por Bruxelas "pelo menos até 2026", uma fiscalização que poderá ir "até 2036 ou 2037", havendo missões regulares a cada seis meses, disseram à Lusa dois analistas de mercado.
As regras europeias determinam que, quando um país termina um programa de assistência financeira, a vigilância pós-programa mantém-se até que o país em causa pague pelo menos 75% do montante recebido, havendo missões duas vezes por ano, independentemente da forma como venha a sair do programa.

"De acordo com uma maioria simples, com a previsão do escalonamento de dívida que ainda temos para pagar e sabendo que os prazos [de maturidade dos empréstimos de Bruxelas] são de 19,5 anos, em média, diria que teremos uma supervisão até 2036 ou 2037, por aí", afirmou João Pereira Leite, analista do Banco Carregosa, em entrevista à agência Lusa.
No entanto, para João Pereira Leite, a maior dificuldade que Portugal enfrenta "são os próximos cinco anos", período em que haverá "mais certezas sobre o que vai ser o escalonamento do pagamento da dívida portuguesa", o que estará dependente sobretudo da capacidade de a economia crescer.
"Se temos falta de visibilidade para os próximos cinco anos, para os próximos 25... É muito difícil ter visibilidade sobre 2036. Que seguramente vamos ser vigiados nos próximos 20 anos, não tenho dúvidas; se o pagamento da dívida vai ser feito como nós hoje conseguimos escalonar para os próximos anos, acho que ninguém sabe com certeza se vai ser assim ou ligeiramente diferente ou muito diferente", resumiu o analista.
 
Já segundo o presidente da Informação de Mercados Financeiros (IMF), Filipe Garcia, Portugal estará "seguramente sob vigilância" da União Europeia (UE) "pelo menos até 2026", mas o analista admite que o país só pague 75% do empréstimo europeu "pela década de 2030".
"Pelo menos até essa altura [2026], em que ainda não pagamos nada, estaremos seguramente sob vigilância", afirmou, sublinhando que só a partir desse ano está previsto, conforme o perfil de dívida está atualmente negociado, que Portugal comece a amortizar o empréstimo concedido pela União.
Relativamente à eventualidade de Portugal ter que vir novamente a reescalonar a dívida, Filipe Garcia recordou que só se estima que o país reembolse 75% do empréstimo "pela década de 2030", pelo que, "seguramente, as coisas se alterarão até lá".
"Há que ter a noção que é um tipo de dívida que já foi reescalonada e que é reescalonável", afirmou, salientando que "não só os mercados sabem isto, como o consideram saudável para a sustentabilidade da dívida".
Para o analista da IMF, a "vigilância" europeia manifestar-se-á "sobretudo sob a forma de influência política": "Estamos aqui sobretudo num jogo político, de influência mútua, em que Portugal vai tentar fazer passar a mensagem de que não pode ajustar de forma demasiadamente rápida, porque isso não trará sustentabilidade à dívida, e a Europa tentará sempre fazer com que Portugal não fuja dos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento, sob a ameaça velada de retirar esse apoio futuro".
No caso de Portugal, dos 79,4 mil milhões de euros recebidos no âmbito do resgate financeiro, 27,4 mil milhões vêm do Fundo Monetário Internacional (FMI) e os restantes 52 mil milhões vêm de Bruxelas. Segundo as regras europeias, os parceiros europeus vão continuar a realizar avaliações regulares no país até que 75% deste valor seja reembolsado.
O IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, disponibiliza uma simulação do calendário de amortização da dívida de médio e longo prazo, que não inclui a extensão de maturidades, uma vez que o prazo de pagamento final dos empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) não está ainda definido e vai ser operacionalizado apenas perto da respetiva data de amortização original.

sábado, 8 de março de 2014

Juros da dívida Portuguesa a dez anos estão nos 4,5 por cento

Juros portugueses recuam para novos mínimos de 2010



As taxas de juros implícitas nas obrigações portuguesas estão a descer e a renovar mínimos de Maio de 2010, nos prazos a cinco e 10 anos.
A taxa de juro implícita nas obrigações a dois anos está a descer 4,1 pontos base para 1,672%, de acordo com as taxas de juro genéricas fornecidas pela Bloomberg.

Já as taxas de maior prazo estão a recuar para mínimos de 2010. A “yield” a cinco anos recua 10,8 pontos para 3,450% e a taxa a 10 anos cede 11,2 pontos para 4,576%, em ambos os casos recuando assim para níveis de Maio de 2010.

Esta descida surge num dia em que o Goldman Sachs emitiu uma nota onde revela que considera que as obrigações portuguesas estão mais atractivas do que as irlandesas.

As taxas de juro mantêm assim a tendência de queda registada nos últimos dias e acompanha a evolução que se verifica entre os países periféricos.

A descida dos juros aponta para uma normalização do mercado de dívida, depois de um início de semana conturbado devido à crise na Ucrânia. Na segunda-feira, 3 de Março, as taxas de juro subiram e as bolsas mundiais afundaram.

Com o acalmar dos ânimos, a negociação bolsista regressou à normalidade. 

07-02-2014- Ações perdem valor pela primeira vez em quato sessões.

Pressão vendedora sobre as acções europeias condicionou a evolução da bolsa nacional.
O principal índice accionista português terminou a última sessão da semana a cair 0,53% para 7.475,07 pontos, influenciado sobretudo pela pressão vendedora que dominou as cotações europeias.
A Cofina, que ontem apresentou resultados anuais, foi uma das poucas excepções ao subir 1,89% para 0,64 euros, o melhor desempenho no PSI 20.

A REN, que a partir de Abril terá Rui Vilar como CEO, avançou 1,27% para 2,88 euros no dia em que o Diário Económico noticiou que os últimos 11% que o Estado detém na eléctrica devem ser vendidos em bolsa no segundo trimestre.

Apesar do deslize de hoje o saldo final da semana é positivo para o PSI 20 em 1,29% - foi a quinta semana consecutiva a valorizar.

A maioria dos principais índices de acções europeus fechou a cair mais de 1%, castigada sobretudo pelo mau desempenho do sector de cuidados de saúde.

Nem o novo máximo intradiário do S&P 500 nem a criação de emprego nos EUA acima do previsto conseguiram animar as acções europeias.

Outro factor muito citado pelos traders para explicar a aversão ao risco é o receio que a Rússia corte o fornecimento de gás à Ucrânia.