segunda-feira, 3 de março de 2014

Acções afundam mais de 2% com sinais de guerra fria

Ucrânia domina atenções nos mercados financeiros. Investidores fogem do risco e procuram refúgio nas obrigações e matérias-primas.
PSI 20 7.224,66 pontos (-2,1%)
A praça nacional vive a segunda pior sessão do ano, pressionada pelo clima de aversão ao risco imposto pela crise da Crimeia. Apesar da fraca exposição das cotadas portuguesas a Kiev, apenas a Semana conseguia ganhos ligeiros numa sessão também marcada por forte liquidez.
Euro Stoxx 50 (-2,30%)Os investidores continuam a fugir das acções na reacção ao escalar da tensão na Ucrânia e a descontar o efeito negativo que esse conflito pode ter no lucro das empresas. Todos os sectores de actividade perdem valor, com destaque para as companhias de maior exposição à Rússia, caso da Carlsberg, e para as cotadas mais cíclicas, como os bancos.

S&P 500 (-0,94%)Nova Iorque também despertou fragilizada pelos ecos de uma guerra fria que se julgava terminada. O nervosismo quanto ao evoluir da posição russa relegou para segundo plano a divulgação de alguns indicadores macroeconómicos.

Taxa a dez anos 4,874% (+0,024)A tensão geopolítica no Mar Negro está a motivar uma corrida aos activos de refúgio, como as obrigações governamentais. As ‘yields' associadas aos títulos japoneses, norte-americanos e alemães, três históricos portos de abrigo durante crises financeiras e políticas, baixam perante forte procura. No caso das taxas de juro associadas a Portugal a tendência dominante é de alta ligeira.

Rublo 42,754$ (-1,7%)O mercado de cambial é palco do clássico movimento de fuga para a qualidade, que beneficia sobretudo o iene e o franco suíço. O rublo russo, que já tocou mínimos históricos contra o dólar norte-americano, continua sob intensa pressão vendedora mesmo depois de o banco central ter subido juros.

Brent 111,50$ (+2,23%)Ora por serem vistas como um activo de refúgio, ora por receios de perturbação na oferta, a maioria das matérias-primas negoceia hoje em máximos de seis meses. Pela Rússia ser o maior exportador mundial de energia e por pela Ucrânia passarem 313 mil barris de crude todos os dias, há motivos suficientes para agitação no mercado de ‘commodities'.

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