Uma análise da Bloomberg mostra que os investidores estão a preferir a dívida portuguesa face à espanhola. Nos últimos três meses, os títulos nacionais ofereceram o dobro da rendibilidade dos títulos de dívida do país vizinho.
Os investidores estão a vender dívida espanhola, por considerarem que a queda, registada no último ano, nos custos de financiamento do país vizinho já não deixa margem para grandes rendibilidades na dívida espanhola. A conclusão é de uma análise realizada pela Bloomberg ao investimento no mercado de obrigações dos países periféricos.
A BlackRock Inc., a maior gestora de activos mundial, está a reduzir o investimento em dívida espanhola por considerar que os títulos estão sobrevalorizados, escreve a Bloomberg. Já o JPMorgan Asset Management está a vender dívida de todos os países periféricos e a Sturgeon Capital Ltd. está a alterar o seu foco para Portugal e Itália.
“O jogo está praticamente perdido para Espanha face às ‘bunds’ alemãs”, explica o gestor de activos Yannick Naud, da Sturgeon Capital, citado pela Bloomberg. “A partir de agora, estamos a falar de ganhos marginais comparando com aquilo que Portugal e Itália ainda oferecem”.
A dívida espanhola gerou uma rendibilidade de 5% nos últimos três meses, metade da rendibilidade oferecida pela dívida portuguesa, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg. Portugal ainda paga mais 130 pontos-base do que Espanha para se financiar a 10 anos, o que compara com um ‘spread’ de apenas oito pontos-base na primeira década da união monetária.
“Ainda temos pequenas posições em Espanha, mas muito menores do que já tivemos no passado”, afirma Scott Thiel, da BlackRock, citado pela Bloomberg. “A avaliação mudou e, agora, preferimos dívida portuguesa”.
Apesar de Espanha nunca ter perdido acesso aos mercados financeiros, como Portugal no âmbito do programa de assistência financeira, a sua taxa de desemprego é ainda a segunda maior da União Europeia. Excluindo a ajuda à banca, o défice orçamental permaneceu quase inalterado no ano passado, relativamente a 2012, e a Comissão Europeia estima que vá falhar a meta de 6,5% do PIB.
A BlackRock Inc., a maior gestora de activos mundial, está a reduzir o investimento em dívida espanhola por considerar que os títulos estão sobrevalorizados, escreve a Bloomberg. Já o JPMorgan Asset Management está a vender dívida de todos os países periféricos e a Sturgeon Capital Ltd. está a alterar o seu foco para Portugal e Itália.
“O jogo está praticamente perdido para Espanha face às ‘bunds’ alemãs”, explica o gestor de activos Yannick Naud, da Sturgeon Capital, citado pela Bloomberg. “A partir de agora, estamos a falar de ganhos marginais comparando com aquilo que Portugal e Itália ainda oferecem”.
A dívida espanhola gerou uma rendibilidade de 5% nos últimos três meses, metade da rendibilidade oferecida pela dívida portuguesa, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg. Portugal ainda paga mais 130 pontos-base do que Espanha para se financiar a 10 anos, o que compara com um ‘spread’ de apenas oito pontos-base na primeira década da união monetária.
“Ainda temos pequenas posições em Espanha, mas muito menores do que já tivemos no passado”, afirma Scott Thiel, da BlackRock, citado pela Bloomberg. “A avaliação mudou e, agora, preferimos dívida portuguesa”.
Apesar de Espanha nunca ter perdido acesso aos mercados financeiros, como Portugal no âmbito do programa de assistência financeira, a sua taxa de desemprego é ainda a segunda maior da União Europeia. Excluindo a ajuda à banca, o défice orçamental permaneceu quase inalterado no ano passado, relativamente a 2012, e a Comissão Europeia estima que vá falhar a meta de 6,5% do PIB.
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