A saída limpa do programa de resgate está ao alcance de Portugal, à semelhança do que aconteceu na Irlanda, defende ontem o presidente da Comissão Europeia.
“Claro que um programa cautelar dá sempre mais garantias e segurança, mas se Portugal estiver em condições de dispensar um programa cautelar, melhor para todos”, considerou Durão Barroso, em Bruxelas.
Para Bruxelas a saída limpa é uma hipótese real, mas só com um consenso político alargado entre PSD, CDS e PS será possível uma saída à irlandesa. “Eu estou convencido de que será possível ter uma saída em boas condições, mas isso será facilitado se houver um consenso que ultrapasse o Governo, pois é importante perceber que agora se trata de definir um programa de médio prazo que vai para além deste Governo e, se calhar, até, do próximo Governo”, disse.
A hipótese de consenso parece ser, no entanto, uma miragem, com o PS a rejeitar qualquer acordo nos atuais moldes. “Esse consenso pelo empobrecimento é aquilo que Durão Barroso vem defender”, disse o socialista Carlos Zorrinho. “Em relação a esse consenso, o Governo não conta, naturalmente, com o apoio do PS”, sublinhou.
Terceira hipótese em abertoA discussão em Portugal sobre o período pós-troika tem girado à volta do programa cautelar ou da saída limpa, mas pode haver uma terceira alternativa. A hipótese é avançada por Marcelo Rebelo de Sousa. Nos “sectores económicos” está a ser desenhada uma terceira alternativa híbrida - com o nome de MAR (Mecanismo de Acompanhamento Reforçado) -, a meio caminho entre a saída limpa e o programa cautelar, revelou.
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