Responsável do Ministério das Finanças da Alemanha diz que Portugal tem "uma boa oportunidade" para uma saída limpa do resgate.
"Portugal está perto do fim da missão da 'troika', o que significa que há uma boa oportunidade para uma saída limpa do programa", afirmou Kampeter em declarações à agência Lusa à margem do seminário "Only a united Europe will be a strong Europe", no Porto, onde participou como orador.
Embora admitindo que "o futuro está em aberto" e que a decisão sobre a saída do programa de ajustamento depende da "vontade política", o governante alemão disse ter "a expectativa clara que a 'troika' fará uma avaliação positiva a Portugal".
"Acho que há uma hipótese de saída limpa e vejo-a como uma boa oportunidade para melhorar, ainda mais, a credibilidade e as virtudes das medidas tomadas pelo país para se manter no curso certo", sustentou.
Na opinião de Steffen Kampeter, o exemplo irlandês demonstra que "um compromisso assumido com uma saída limpa contribui para aumentar a credibilidade dessa saída", e a "percepção dos mercados financeiros relativamente à Irlanda" prova-o.
"Espero que, no futuro, essa percepção seja também positiva relativamente a Portugal e não tenho dúvida que as medidas tomadas no país vão dar um sinal positivo para os mercados", acrescentou.
Segundo Kampeter, "ao longo do último ano assistiu-se com grande sucesso ao reforço da competitividade da economia portuguesa" e a saída do programa de ajustamento "não significa o fim da solidariedade europeia".
"Temos uma forte e intensa cooperação com as autoridades portuguesas que continuará no futuro", garantiu, afirmando haver "ainda muito trabalho a fazer", nomeadamente a nível do relacionamento bilateral Portugal/Alemanha, sendo prioritário apostar em linhas de crédito para pequenas e médias empresas e dinamizar as actividades do Banco Europeu de Investimento (BEI) para os países com elevado desemprego jovem.
Para o secretário de Estado alemão, "os desenvolvimentos dos últimos dois ou três anos revelam que só uma Europa unida e forte pode ajudar os países em dificuldades", devendo depois estes "trabalhar afincadamente" para "continuar a manter as coisas em ordem".
"Têm que trabalhar fortemente para manter a disciplina orçamental e aumentar a competitividade, mas isto não se aplica apenas a Portugal ou aos países com programas de ajustamento, é um desafio europeu que também inclui a Alemanha, França e Itália", disse.
É que, sustentou, o desafio que a Europa enfrenta "não é apenas a integração europeia", mas também o "levantado por países com baixos custos energéticos, como os EUA, ou pelos países emergentes, como a China e o Brasil".
Convicto que no caso português "não havia alternativa realista à consolidação fiscal e às reformas estruturais", Steffen Kampeter recordou que, "há cerca de 10 anos, a Alemanha era o país doente do Euro", dada a sua "falta de flexibilidade no mercado laboral e de disciplina fiscal e a ausência de perspectivas de aumento da competitividade".
"Então, fizemos reformas radicais e, agora, as perspectivas económicas da Alemanha são relativamente positivas quando comparadas com os principais parceiros europeus, o que demonstra que, se mudarem o vosso país, estão a investir no futuro e, se se mantiverem no curso, sentirão os benefícios e não apenas no curto prazo", concluiu.
"Portugal está perto do fim da missão da 'troika', o que significa que há uma boa oportunidade para uma saída limpa do programa", afirmou Kampeter em declarações à agência Lusa à margem do seminário "Only a united Europe will be a strong Europe", no Porto, onde participou como orador.
Embora admitindo que "o futuro está em aberto" e que a decisão sobre a saída do programa de ajustamento depende da "vontade política", o governante alemão disse ter "a expectativa clara que a 'troika' fará uma avaliação positiva a Portugal".
"Acho que há uma hipótese de saída limpa e vejo-a como uma boa oportunidade para melhorar, ainda mais, a credibilidade e as virtudes das medidas tomadas pelo país para se manter no curso certo", sustentou.
Na opinião de Steffen Kampeter, o exemplo irlandês demonstra que "um compromisso assumido com uma saída limpa contribui para aumentar a credibilidade dessa saída", e a "percepção dos mercados financeiros relativamente à Irlanda" prova-o.
"Espero que, no futuro, essa percepção seja também positiva relativamente a Portugal e não tenho dúvida que as medidas tomadas no país vão dar um sinal positivo para os mercados", acrescentou.
Segundo Kampeter, "ao longo do último ano assistiu-se com grande sucesso ao reforço da competitividade da economia portuguesa" e a saída do programa de ajustamento "não significa o fim da solidariedade europeia".
"Temos uma forte e intensa cooperação com as autoridades portuguesas que continuará no futuro", garantiu, afirmando haver "ainda muito trabalho a fazer", nomeadamente a nível do relacionamento bilateral Portugal/Alemanha, sendo prioritário apostar em linhas de crédito para pequenas e médias empresas e dinamizar as actividades do Banco Europeu de Investimento (BEI) para os países com elevado desemprego jovem.
Para o secretário de Estado alemão, "os desenvolvimentos dos últimos dois ou três anos revelam que só uma Europa unida e forte pode ajudar os países em dificuldades", devendo depois estes "trabalhar afincadamente" para "continuar a manter as coisas em ordem".
"Têm que trabalhar fortemente para manter a disciplina orçamental e aumentar a competitividade, mas isto não se aplica apenas a Portugal ou aos países com programas de ajustamento, é um desafio europeu que também inclui a Alemanha, França e Itália", disse.
É que, sustentou, o desafio que a Europa enfrenta "não é apenas a integração europeia", mas também o "levantado por países com baixos custos energéticos, como os EUA, ou pelos países emergentes, como a China e o Brasil".
Convicto que no caso português "não havia alternativa realista à consolidação fiscal e às reformas estruturais", Steffen Kampeter recordou que, "há cerca de 10 anos, a Alemanha era o país doente do Euro", dada a sua "falta de flexibilidade no mercado laboral e de disciplina fiscal e a ausência de perspectivas de aumento da competitividade".
"Então, fizemos reformas radicais e, agora, as perspectivas económicas da Alemanha são relativamente positivas quando comparadas com os principais parceiros europeus, o que demonstra que, se mudarem o vosso país, estão a investir no futuro e, se se mantiverem no curso, sentirão os benefícios e não apenas no curto prazo", concluiu.
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