sábado, 8 de março de 2014

06-03-2014- BCP sobe mais de 7% e fixa máximos de 2011



O BCP quebrou hoje uma barreira importante, ao superar, pela primeira vez desde 2011, os 20 cêntimos por acção. Desde os mínimos, atingidos em 2012, as acções já recuperaram mais de 300%.
As acções do BCP subiram 7,09% para 21,13 euros, tendo chegado a disparar mais de 10% para 21,79 cêntimos, o que já não acontecia desde Julho de 2011.

Esta é a terceira sessão consecutiva de ganhos, tendo neste período o banco acumulado um ganho de 11,8%.

O banco liderado por Nuno Amado tem vindo a acumular valor, continuando a recuperar das perdas originadas pela crise financeira e pelos problemas que assolaram a instituição. Já no ano passado o valor dos títulos mais do que duplicou e este ano a toada de ganhos mantém-se. Desde o início do ano, as acções do BCP já acumulam um ganho de quase 27%. E desde o mínimo histórico, atingido a 6 de Junho de 2012 (4,7 cêntimos), as acções já sobem 349%.

E a subida das acções tem sido acompanhada de um aumento do volume negociado. Em 2012 o volume médio negociado foi de 92,07 milhões de acções. No ano passado este valor subiu para 134 milhões. E este ano, apesar de terem passado pouco mais de dois meses, o volume ascende a 169 milhões, sendo que apenas nesta sessão de quinta-feira trocaram de mãos 451 milhões de títulos.

O BCP foi um dos bancos que recorreu à ajuda estatal, quer através de emissões garantidas quer através de financiamento através dos chamados CoCos – instrumentos de dívida convertíveis em acções – depois de ter ficado “fora” dos mercados de financiamento devido à crise financeira e posterior crise de dívida que levou a que Portugal tivesse de pedir ajuda externa.

Já este ano, o banco conseguiu regressar ao mercado de financiamento, tendo sido a primeira emissão de dívida não garantida pelo Estado desde Janeiro de 2010. O BCP conseguiu financiar-se em 500 milhões de euros, tendo pago uma taxa de juro de 3,375%, numa operação cuja procura superou em 450% a oferta.

Em termos de resultados, o banco tem conseguido igualmente melhorar os seus números. Depois de três anos de prejuízos, o BCP prevê em 2014 regressar aos lucros. Durante a apresentação dos resultados, a 3 de Fevereiro, Nuno Amado anunciou que espera regressar aos lucros na segunda metade do ano. Antes disso, o banco planeia reembolsar 400 milhões de euros da ajuda que recebeu do Estado na forma de obrigações convertíveis contingentes ("CoCos").
 

Sem comentários:

Enviar um comentário