segunda-feira, 10 de março de 2014

Juro a 10 anos abaixo da ‘taxa Machete'

(11:45H)

A taxa das obrigações nacionais a 10 anos diminuiu hoje abaixo de 4,5%, o nível apontado no ano passado por Rui Machete como sendo necessário para evitar um segundo resgate.
As taxas das obrigações portuguesas a dez anos passaram hoje abaixo da fasquia dos 4,5% pela primeira vez desde meados de 2010. A ‘yield' desceu de 4,577% para 4,498% e negoceia abaixo do valor definido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Rui Machete referiu em Novembro que a taxa deveria estar abaixo de 4,5% para que Portugal conseguisse reconquistar o acesso total aos mercados. Nessa data, os juros implícitos situavam-se perto dos 6%.
A descida das taxas poderá permitir ao Estado regressar aos leilões regulares de obrigações. Apesar de já ter feito duas operações sindicadas a cinco e a dez anos em Janeiro e Fevereiro, o País precisa de fazer leilões regulares de dívida de médio e longo prazo para provar que reconquistou o acesso pleno aos mercados.
O presidente do IGCP, João Moreira Rato, referiu no final da semana passada, numa entrevista à Bloomberg, que tencionava avançar para esses leilões, mas que estava à espera que as condições de mercado se tornassem mais estáveis.
Desde o início do ano, as taxas da dívida portuguesa a dez anos descem de 6,13% para 4,498%. As obrigações nacionais têm beneficiado de um maior apetite do mercado por risco e da procura por rentabilidade por parte dos investidores num cenário de taxas de juro globais baixas.



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