quinta-feira, 12 de junho de 2014

BCP cai 6% após notícia de que está a preparar aumento de capital até 2.000 milhões

O Banco Comercial Português estará a preparar um aumento de capital até dois mil milhões de euros, de acordo com a Bloomberg. JPMorgan e Deustsche Bank estarão já a trabalhar com a instituição liderada por Nuno Amado. Acções fecharam a cair mais de 6%.
As acções do BCP fecharam a cair 6,14% para 17,88 cêntimos, isto depois terem estado a perder 6,61% para 17,79 cêntimos. Durante a sessão desta quinta-feira, os títulos do banco liderado por Nuno Amado chegaram a avançar mais de 3,5%. No entanto, as acções começaram a aliviar dos ganhos às 15h29m, hora a que a Bloomberg publicou a notícia de que o banco liderado por Nuno Amado estaria a preparar um aumento de capital. No entanto, fonte oficial da instituição disse ao Negócios que o banco "não tomou qualquer decisão sobre aumento de capital".

Às 15h34 desta quinta-feira os títulos do BCP entraram em terreno negativo, tendo chegado a perder um máximo de 8,14%.

Na sessão de hoje trocaram de mãos 282 milhões de acções quando, a média dos últimos seis meses, é de 166 milhões de acções.

Esta evolução das acções teve lugar num dia em que a agência norte-americana Bloomberg avançou que o Banco Comercial Português (BCP) pode estar a preparar um aumento de capital – através da venda de acções – até dois mil milhões de euros

De acordo com a agência Bloomberg, que cita duas pessoas com conhecimento da operação, a instituição liderada por Nuno Amado está já a trabalhar com o JPMorgan e com o Deutsche Bank para angariar entre 1,5 mil milhões de euros e 2,0 mil milhões de euros através de uma venda de acções que poderá ainda ocorrer este mês de Junho.

No entanto, fonte oficial do BCP disse ao Negócios que a instituição "não tomou qualquer decisão sobre aumento de capital", no entanto, admite que o banco está sempre a "estudar alternativas para criar valor aos seus accionistas.

Esta operação deverá ter como principal propósito que o banco possa reembolsar a ajuda pública que recebeu, o que permite que o Estado saia da instituição. Aliás, no passado dia 27 de Maio, o BCP começou já este processo de reembolso, ao pagar 400 milhões de euros ao Estado, pela ajuda financeira concedida através de instrumentos de capital contingente ("Cocos") emitidos pelo banco para cumprir as exigências de solvabilidade do Banco de Portugal.

A notícia ainda não foi confirmada pelo banco. Ainda assim, no passado dia 2 de Junho - três dias antes da aprovação do regime fiscal que permite às instituições converter impostos diferidos em créditos fiscais -, Nuno Amado dizia a instituição não tinha tomado qualquer decisão sobre um aumento de capital nem tinha em curso nenhum processo com vista a realizar essa mesma operação.

Este eventual aumento de capital tem lugar, assim, alguns dias depois de o Governo português ter aprovado um regime fiscal que permite às instituições financeiras converter os impostos diferidos em créditos fiscais, uma medida que permitirá libertar capital dos bancos. Ainda que, com esta medida - aprovada a 5 de Junho em Conselho de Ministros - toda a banca vá beneficiar deste regime, a instituição que mais beneficia é o BCP. Segundo os cálculos do Caixa BI, a conversão dos impostos diferidos terá um impacto para a instituição que oscila entre 1,2 e 1,4 mil milhões de euros, facilitando o reembolso das obrigações de capital contingente (Cocos) ao Estado.

Na sexta-feira, dia 6 de Junho, e 24 horas após a aprovação desta medida, os analistas partilhavam de uma mesma opinião. Os especialistas de bancos de investimento nacionais apontavam que depois de o Governo ter desbloqueado a questão dos impostos deferidos, era mais provável que o BCP avançasse com um aumento de capital para antecipar o reembolso ao Estado.

Por outro lado, esta operação que o BCP deverá realizar tem lugar também numa altura em que os testes de stress à banca realizados pelo Banco Central Europeu (BCE) estão a ser realizados.

Ontem, dia 11 de Junho, foi revelado que aumento de capital de 1.045 milhões de euros do Banco Espírito Santo BES foi totalmente subscrito, com a procura de acções a superar a oferta disponível em 79%, confirmou esta quarta-feira o banco liderado por Ricardo Salgado.

Mercados em Zoom: BCP tomba 6% com reforço de capital à vista

A bolsa portuguesa acabou por inverter a tendência positiva com que negociou até ao início da tarde e fechou no vermelho, fortemente pressionada pelos títulos do BCP.
BCP 0,17€ (-6,14%)O BCP, que chegou a liderar os ganhos no PSI 20 durante a manhã, encerrou com perdas pesadas, após ter sido conhecido que o banco se prepara para realizar um aumento de capital entre 1,5 e dois mil milhões de euros. A notícia avançada pela Bloomberg, que cita fontes não identificadas, afirma que a operação terá lugar ainda durante o mês de Junho. A notícia acabou por pressionar todos os títulos da banca e o PSI 20 encerrou mesmo com perdas, depois de ter estado a liderar os ganhos na Europa durante a manhã.

Euro Stoxx 600 347,83 pontos (+0,03%)As principais praças europeias acabaram por encerrar em terreno negativo e o índice de referência seguiu a tendência e fechou com perdas ligeiras. O fecho da sessão na Europa foi pressionado pelos dados macroeconómicos divulgados ao início da tarde nos EUA, que saíram abaixo das previsões dos analistas e reacenderam receios quanto à fragilidade da recuperação da maior economia do mundo.

S&P 500 1.938,49 pontos (-0,28%)O mercado norte-americano segue a negociar no vermelho, após ter sido conhecido que as vendas a retalho em Maio ficaram aquém do estimado, um sinal de fraqueza do consumo norte-americano. Além disso, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego voltaram a aumentar, também acima das estimativas do mercado.

'Yield' nacional a dez anos 3,348% (+0,025) As ‘yields' da dívida nacional reforçaram as subidas, principalmente nos prazos mais longos, depois da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter anunciado que o Governo prescindiu da última ‘tranche' da troika por não conseguir cumprir as condicionalidades previstas dentro dos prazos acordados.

Euro 1,3556$ (+0,18%)O euro sobe face ao dólar pela primeira vez em quatro sessões, principalmente devido à fraqueza da moeda norte-americana que reage assim aos dados económicos libertados nos EUA. A moeda única esteve hoje prestes a quebrar a importante barreira dos 1,35 dólares, mas acabou por inverter a tendência da manhã.

Brent 112,12$ (+1,97%)O preço do barril de petróleo para a Europa segue em máximos de seis meses, enquanto o crude, que serve de referência para o mercado norte-americano, bate máximos de quase nove meses. A escalada da tensão no Iraque, onde um grupo de militantes islâmicos tomou a segunda maior cidade do país, está a alimentar a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 11h00, 14h45 e 16h35.

Portugal na linha da frente das subidas da produção industrial na UE



A produção industrial em Portugal cresceu 5,8% em Abril face ao mesmo mês de 2013, sendo que a média da UE foi de um avanço de 2,1%. Na comparação mensal, Portugal é mesmo o país que lidera o aumento do volume produzido.
Portugal está entre os países da União Europeia que registou a maior subida da produção industrial em Abril. Tanto na comparação com o mês anterior como com Abril de 2013, a evolução do volume de produção para a indústria foi mais positiva em Portugal do que na grande maioria dos restantes países do espaço comunitário.

"Em Abril de 2014, comparado com Abril de 2013, a produção industrial cresceu 1,4% na Zona Euro e 2,1% na União Europeia", de acordo com o comunicado publicado esta quinta-feira 12 de Junho pelo gabinete de estatísticas Eurostat.

A Irlanda foi o país que mais contribui para esta evolução, com um avanço de 15%, seguido da Hungria e República Checa. Seguiu-se Portugal, cujo volume produzido na indústria somou 5,8%. O INE tinha já divulgado o crescimento da produção industrial em Abril, o maior deste ano, o que se confirma também segundo a metodologia de cálculo do Eurostat. Em Março, tinha havido até uma quebra de 0,5% do índice.

Malta, Países Baixos e Grécia foram os países europeus em que a indústria produziu menos volume em Abril em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A nível europeu, os bens de consumo não duradouro (como os alimentares) verificaram o maior aumento na produção. A energia foi o segmento que impediu um maior ganho na produção industrial na região.

Portugal número um na comparação mensal
 
Na comparação em cadeia, Portugal apresentou o melhor desempenho. O crescimento de 6,7% foi o mais elevado, acima da Lituânia, Países Baixos e Hungria. Em contraponto encontram-se Malta, Croácia e Dinamarca.

Na União Europeia, a média ficou-se pelos 0,7% enquanto na Zona Euro o avanço em Abril da produção industrial ascendeu a 0,8%. Aqui, a energia já teve uma evolução positiva, tendo em conta que teve um melhor comportamento que em Março.
 

S&P reafirma “rating” da China em AA-


 
A agência de notação financeira reiterou a classificação atribuída à dívida de longo prazo da China, mantendo também o "outlook" estável.
A Standard & Poor’s reiterou o "rating" da China em AA-, que é o quarto nível da categoria de investimento.

A justificar a decisão estão "as perspectivas de crescimento robusto, a sólida posição dos activos externos e o perfil orçamental relativamente saudável", que são "os principais factores de sustentação da qualidade creditícia" da dívida soberana chinesa.

Quanto às perspectivas para a dívida da China, a agência de notação mantém-nas em "estáveis".

Flexibilidade é um dos maiores trunfos da indústria de engenharia portuguesa

A flexibilidade é um dos principais trunfos das empresas portuguesas da indústria de engenharia, cujo desempenho está "ao nível do que melhor se faz internacionalmente", mas o sector investe "pouco" em I&D, revela um estudo a que a Lusa teve acesso.
Segundo as conclusões do Inquérito Internacional de Estratégias de Produção (IMSS) - realizado a 843 empresas de todo o mundo, 34 das quais portuguesas, para avaliar as melhores práticas no sector industrial - as três principais vantagens comparativas da indústria de engenharia portuguesa são a flexibilidade (enquanto capacidade de resposta a prazos de entrega curtos e/ou a quantidades de produção pequenas), a qualidade, a entrega e o custo/produtividade.

Desenvolvido em Portugal pela Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto, o trabalho - realizado de quatro em quatro anos desde 1992 - "surpreendeu" os investigadores nacionais pelo "balanço muito positivo dos resultados".

"Medimos quatro dimensões que cobrem o espectro da performance industrial e, em todas elas, Portugal estava ao nível do que de melhor se faz em todo o mundo. Ficámos surpreendidos com os resultados porque, por exemplo, em comparação com o inquérito anterior, o estudo revelou em Portugal não só um desempenho ao nível (se não melhor) do que se faz internacionalmente, mas também "níveis de desempenho muito elevados" em relação à Europa, afirmou à Lusa o responsável pelo estudo nacional, Rui Sousa.

Esta edição do inquérito contou com a participação de empresas de 19 países da Europa, América e Ásia e abrangeu empresas dos sectores metalomecânico e de electrónica.

Outra "nota positiva", disse o investigador, é que, e "contrastando um bocadinho com o passado, as empresas portuguesas têm um grau de adopção das melhores práticas industriais também muito elevado e, curiosamente, com uma taxa de melhoria muito mais forte do que a amostra internacional".

"Ou seja - acrescentou - não só hoje as empresas portuguesas têm uma performance muito boa, como esta performance deu um salto grande nos últimos três anos maior do que no resto do mundo".

Para além da flexibilidade, também o baixo custo surge como uma vantagem competitiva da indústria portuguesa, determinante para a atracção de encomendas, mas sobretudo no contexto europeu.

"Face a outros países europeus, o custo da produção em Portugal aparece como um factor muito importante, mas a nível global já não é assim, porque [numa escolha] entre a China e Portugal ninguém vem para cá por causa do custo", explicou Rui Sousa.

Assim, continuou, "a flexibilidade, mais do que o custo, é um factor diferenciador de Portugal para ganhar encomendas, mas, a nível da atracção de investimento, o factor custo ainda é importante na escolha de Portugal como país para localizar fábricas".

Pela negativa, o investigador da Católica diz que o inquérito evidenciou um "'gap' muito grande (e até algo surpreendente) entre Portugal e o resto do mundo relativamente ao investimento feito em percentagem das vendas".

De acordo com Rui Sousa, as empresas portuguesas investem cerca de 4% do valor das suas vendas em Investigação & Desenvolvimento (I&D), quando a média global é de 7%.

Para o docente, a questão que se coloca é se se trata de uma situação "conjuntural", decorrente da actual crise e da falta de crédito - "e, se for assim, menos mal" - ou se esta tem um carácter estrutural.

"Se isto é algo que se vai prolongar no futuro, então, a longo prazo, pode colocar as empresas portuguesas em desvantagens importantes face às suas congéneres que estão a investir muito mais, em percentagem das vendas, do que as portuguesas", considerou, alertando que "este baixo nível de investimento não deve ser prolongado no tempo, sob pena de Portugal se colocar em situação competitiva muito frágil".

Realizado durante o segundo semestre de 2013 por 45 escolas de negócios e universidades de todo o mundo, o IMSS é dirigido a empresas da indústria metalomecânica e electrónica seleccionadas "pela sua excelência na produção", inquirindo-as sobre as respectivas práticas industriais, desempenho e estratégias, de forma a "apanhar o que de melhor se faz em cada país".

quarta-feira, 11 de junho de 2014

GES prepara aumento de mil milhões de euros na Rioforte

Operação destinada a institucionais terá lugar nos próximos três meses. Rioforte poderá retirar a ESFG de bolsa.
O Grupo Espírito Santo (GES) vai realizar nos próximos três meses um aumento de capital de mil milhões de euros na sua holding não-financeira Rioforte, disse ao Económico o presidente-executivo do Banco Espírito Santo (BES).

"A primeira fase foi concluída com o aumento de capital do BES. A segunda fase, nos próximos três meses, será o aumento de capital da Rioforte, no valor de 1000 milhões de euros aberto a novos investidores institucionais e em mais do que uma tranche", disse Ricardo Salgado no dia em que o banco concluiu com sucesso o aumento de capital de 1.045 milhões de euros que lhe permitiu reforçar o rácio ‘core Tier 1' de acordo com as regras de Basileia 3 para 10,5%.

"O processo de aumento de capital da Rioforte vai dar entrada, em breve, na CMVM", adiantou o banqueiro, referindo que a operação deverá contemplar a emissão de acções preferenciais e ordinárias.

Questionado pelo Económico, Ricardo Salgado não quis comentar o tema da sua sucessão, nem sobre o tema da sua sucessão à frente do BES nem sobre eventuais alterações na administração, em resultado das mudanças na estrutura accionista decorrentes do aumento de capital. Recorde-se que, com esta operação, o Espírito Santo Financial Group reduziu a sua posição para 25% do BES e o seu antigo parceiro estratégico Crédit Agricole reduziu para 15%, o que levou à perda de controlo do núcleo duro que dominava o banco.

Explicou ainda que a Rioforte está a estudar a retirada de bolsa da Espírito Santo Financial Group (ESFG), casa-mãe do BES, no âmbito da reestruturação em curso no grupo. Esta saída de bolsa, sabe o Económico, poderá ter lugar através de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre os 51% do capital da holding que estão dispersos no mercado.

Mercados em Zoom: Lufthansa sofre maior queda desde o 11 de Setembro

Mercados em Zoom: Lufthansa sofre maior queda desde o 11 de Setembro


Revisão em baixa das estimativas do Banco Mundial arrefeceu o apetite por risco. Na Europa o tombo da Lufthansa acabou por marcar a sessão. Lisboa fechou com saldo negativo pela primeira vez em seis sessões.
PSI 20 7.318,53 pontos (-1,7%)
Numa sessão marcada pela tomada de mais-valias, sobretudo nas horas finais de negociação, o PSI 20 corrigiu dos ganhos alcançados nas cinco sessões anteriores. Essa tomada de lucros atingiu com especial intensidade os títulos do BES, que concluiu um aumento de capital de mil milhões de euros a um preço bastante inferior à cotação actual.

Lufthansa 17,03€ (-14,47%)A Lufthansa chegou a cair mais de 16% durante a sessão, o maior tombo intradiário desde o 11 de Setembro, depois de ter revisto em baixa as suas previsões para o lucro operacional este ano e em 2015. O negócio da companhia aérea germânica está cada vez mais pressionado pela concorrência das rivais do Golfo.

Apple 94,221$ (-0,03%)Os títulos da Apple seguiam praticamente inalterados no dia em que a Comissão Europeia abriu uma investigação à empresa devido a suspeitas de subvalorização do lucro tributável nas operações irlandesas. A Amazon é outro dos alvos de Bruxelas, mas a cotação do gigante do comércio online não foi, por agora, afectada.

Taxa nacional a dez anos 3,329% (-0,006)As ‘yields' soberanas nacionais oscilam entre subidas e descidas ligeiras num dia em que Portugal concretizou o primeiro leilão de obrigações a 10 anos desde o fim do programa de ajustamento. Os estímulos do BCE continuam a comprimir o risco associado aos periféricos europeus - o ‘spread' entre as dívidas espanhola e alemã a 10 anos encolheu hoje até mínimos de quatro anos.

Euro 0,806£ (-0,30%)A libra esterlina caminha para o maior ciclo de subidas contra o euro em nove meses. Uma evolução justificada por boas notícias nos últimos indicadores económicos - hoje foi divulgada uma queda superior ao esperado do desemprego no trimestre terminado em Abril -, e pela especulação de que o Banco de Inglaterra vai adiar uma subida de juros.

Ouro 1.261,83 pontos (+0,15%)A revisão em baixa das estimativas de crescimento do Banco Mundial para a economia global aumentaram a procura por activos de refúgio, o que faz apreciar as onças de ouro e de prata.

O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 11h00, 14h45 e 16h35.

Economia cria 32 mil empregos e salários no privado aceleram em 2014



As projecções do Banco de Portugal apontam para uma "redução gradual da taxa de desemprego" até 2016 e uma "aceleração moderada dos salários do sector privado". Já a evolução dos preços deverá estagnar.
O Banco de Portugal conta com uma melhoria no mercado de trabalho em Portugal este ano, através da criação de emprego e subida de salários. Isto no sector privado, pois no público continuará a haver destruição de emprego.

As projecções do Banco de Portugal apontam para que o emprego aumente 0,7% este ano. Tendo em conta que segundo o INE existiam 4,513 milhões de pessoas empregadas em Portugal em 2013, as estimativas do Banco de Portugal apontam para que este ano sejam criados cerce de 32 mil empregos.  
A confirmar-se esta estimativa, 2014 marcará a inversão da tendência de forte destruição de emprego em Portugal nos últimos anos. O Banco de Portugal destaca que esta inversão deve-se ao sector privado, onde o emprego deve crescer 1,3% este ano, já que no sector público o emprego deverá continuar em queda, embora menor que a verificada em 2013.

Tendo em conta esta projecção, o Banco de Portugal antecipa "a continuação da redução gradual da taxa de desemprego ao longo do horizonte de projecção", ou seja, até 2016. Os últimos dados do Eurostat, referentes a Março, mostram que a taxa de desemprego em Portugal atingiu um mínimo de 27 meses nos 14,6%.

O Banco de Portugal antecipa que em 2015 e 2016 o emprego no sector privado continue a recuperar "a um ritmo inferior ao da actividade económica, determinando um aumento da produtividade aparente do trabalho no sector privado de cerca de 1% em termos médios anuais". O banco central estima que o PIB cresça 1,5% em 2015 e 1,7% em 2016. Quanto ao emprego público, deve voltar a diminuir em 2015 e estabilizar em 2016.

Aceleração moderada dos salários do sector privado

No Boletim Económico de Junho, hoje publicado, além da melhoria no mercado de trabalho, o Banco de Portugal antecipa "uma aceleração moderada dos salários do sector privado".

Esta evolução contribuirá para "um aumento relativamente reduzido dos respectivos custos unitários do trabalho", escreve o banco central, que antecipa uma estagnação os preços em Portugal este ano.

"Após a pronunciada desaceleração dos preços observada em 2013 que reflectiu, em grande medida, a dissipação do impacto das medidas de consolidação orçamental implementadas em 2012, nomeadamente o aumento da tributação indirecta e dos preços de alguns bens e serviços sujeitos a regulação, projecta-se uma relativa estabilização da inflação em 2014", refere o Banco de Portugal. Para este ano o banco central antecipa uma inflação de 0,2%, abaixo dos 0,4% em 2013.

"Num quadro de baixa inflação, a referida evolução dos custos unitários do trabalho no sector privado, aliada a um crescimento diminuto do deflator das importações excluindo bens energéticos, traduz-se em variações pouco expressivas das margens de lucro unitárias das empresas ao longo do horizonte de projecção", acrescenta

73,6% dos lares portugueses já aderiram a subscrições de televisão paga



Quase 3 em cada 4 lares portugueses já aderiu ao serviço de televisão paga. O número tem vindo a subir ao longo dos últimos oito anos.
Há cerca de três milhões de lares portugueses com subscrições de televisão paga, revela o mais recente Barómetro de Telecomunicações da Marktest. O estudo contabiliza 2,977 milhões de habitações com adesão a este tipo de serviços, representando 73,6% dos lares portugueses.

A introdução deste tipo de serviço tem vindo a crescer ao longo dos últimos oito anos, passando dos 46,4% em 2006 para os 73.6% nos primeiros quatro meses de 2014. O ano passado fechou com 71,6% dos lares portugueses a posssuirem subscrição de canais pagos.

Segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest, este tipo de serviço é mais frequente nos lares onde a idade do indivíduo com maior rendimento se situa abaixo dos 65 anos, na região da Grande Lisboa ou entre os lares das classes mais elevadas.

PIB aumenta mais de 2,5% com novo sistema de contas



O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em alta os impactos do novo Sistema Europeu de Contas (SEC2010) na economia portuguesa, estimando que o PIB aumente mais de 2,5%, variação acima da estimativa mais alta do Eurostat.
Num encontro com jornalistas sobre as alterações introduzidas ao Sistema Europeu de Contas (SEC2010), que vão entrar em vigor a partir de Setembro deste ano, o director das Contas Públicas do INE, Pedro Oliveira, disse existir a "expectativa de uma revisão em alta do nível do PIB acima dos 2,5%" para o ano base, ou seja, 2011.

No início do ano, as estimativas do INE apontavam para um crescimento do PIB entre 1 e 2% - um valor semelhante ao previsto pelo Eurostat naquela altura.

A cerca de dois meses e meio da entrada em vigor do SEC2010, os responsáveis pelas contas públicas do INE admitem que o PIB aumente mais de 2,5% com a nova metodologia.

Para o aumento do PIB, o INE considerara principalmente a reclassificação das despesas de investigação e desenvolvimento (I&D) como investimento.
 

Volume de negócios nos serviços cai 0,3% em Abril

O índice de volume de negócios nos serviços registou uma evolução homóloga menos negativa em Abril do que no mês anterior. Depois de em Março ter caído 2%, em Abril contraiu apenas 0,3%.
Em Abril o índice de volume de negócios nos serviços registou uma variação homóloga nominal menos negativa do que a verificada no mês anterior. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a variação homóloga do volume de negócios foi de -0,3% em Abril, o que representa uma evolução homóloga menos negativa quando comparada com a contracção de 2% registada em Março.

O INE refere que esta evolução menos negativa resulta, essencialmente, do desempenho da secção de comércio por grosso, manutenção e reparação de automóveis e motociclos, cujo índice apresentou uma variação homóloga de -0,4% em Abril face à variação homóloga de -2,2% verificada em Março.

Em termos mensais o índice de volume de negócios acabou por apresentar uma variação de 1,6%, contra os 2,4% registados em Março.

Também os índices de emprego, das remunerações brutas e das horas trabalhadas ajustadas registaram evoluções homólogas negativas de -0,1%, -1% e -0,1%, respectivamente.

O índice de emprego nos serviços teve uma variação homóloga de -0,1% em Abril , face aos -0,5% em Março. Em relação ao mês anterior este índice cresceu 1,3% em Abril.

Já o índice de remunerações nos serviços teve uma queda homóloga de 1%, que compara com a evolução homóloga positiva de 1% verificada em Março. Comparativamente com o mês de Março, ainda assim, este índice teve um aumento de 0,7% em Abril.

Por fim, em Abril as horas trabalhadas também registaram uma evolução homóloga negativa de 0,1%, que compara com a queda de 2,2% em Março. A variação mensal foi de 2,8%. 

Portugal emite mais do que o previsto e baixa juros para mínimos de 2005 em leilão a 10 anos



O primeiro leilão de dívida de longo prazo após o final do programa da troika contou com procura forte. O IGCP optou por exceder os 750 milhões de euros previstos e emitiu 975 milhões. A taxa desceu para 3,25%
O Tesouro português emitiu 975 milhões de euros em dívida a vencer em 2024, no primeiro leilão de obrigações desde o final do programa da troika e a segunda emissão de dívida de longo prazo deste ano sem o apoio de um sindicato bancário.

Os títulos foram colocados a um preço que pressupõe uma rendibilidade de 3,2524%, abaixo dos 3,5752% suportados na última emissão a 10 anos feita pelo IGCP, a 23 de Abril. Em termos de taxa absoluta, trata-se da emissão a 10 anos com o custo mais baixo, pelo menos, desde 2005.

O intervalo previsto era de 500 a 750 milhões de euros, pelo que o IGCP excedeu o máximo pretendido em 30%.Apesar disso, a procura superou o montante colocado em 2,43 vezes, algo que os analistas já previam tendo em conta o forte apetite dos investidores por dívida dos países do Sul da Europa sobretudo desde que o BCE anunciou o pacote de medidas de estímulos a 5 de Junho.

"BCE tardou, mas cumpriu"

O impacto das medidas anunciadas pelo BCE é vasto, disseram os analistas antes desta operação. Desde o reiterar das taxas de juro baixas por mais tempo até às operações de refinanciamento a quatro anos, a taxa fixa, que serão realizadas no final do ano, "o BCE excedeu as elevadas expectativas do mercado", diz Michael Michaelides. "Tardou, mas finalmente anunciou as medidas que um banco central deve tomar", afirma o especialista.

A perspectiva de que a inflação está longe de se tornar um perigo para os investidores em obrigações e a promessa do BCE de "mais medidas, se for preciso" (leia-se, compra generalizada de activos e expansão monetária) estão a ser "música para os ouvidos" dos investidores.

Os juros de todos os países do Sul da Europa têm caído em todos os prazos, o que está a criar uma "janela" - aproveitada esta quarta-feira pelo IGCP - para avançar com os respectivos programas de financiamento. Primeiro leilão sem o "chapéu" formal da troika? Chumbos de medidas de redução da despesa pública pelo Governo? "Nada disso tem um impacto comparável" às implicações das mudanças históricas na política monetária do BCE, disse Lefteris Farmakis, analista do Nomura, na segunda-feira.
 

Procura no aumento de capital do BES supera oferta em 79%



BES confirmou que o aumento de capital de 1.045 milhões de euros foi totalmente subscrito, com os pedidos suplementares de acções a superarem mais de mil milhões de títulos.
O aumento de capital de 1.045 milhões de euros do Banco Espírito Santo foi totalmente subscrito, com a procura de acções a superar a oferta disponível em 79%, confirmou esta quarta-feira o banco liderado por Ricardo Salgado.

Em comunicado o BES adianta que no exercício de direitos de preferência na subscrição foram subscritas 1.598.143.842 acções, representativas de 99,45% do total de acções a emitir.

As restantes 8.889.370 acções foram atribuídas em resultado de pedidos suplementares de acções, sendo que estes pedidos suplementares totalizaram 1.269.595.458 acções.

Desta forma, a procura no aumento de capital totalizou 2.876.628.670 acções, o que se situa 79% acima das 1.607.033.212 disponíveis na oferta.

O Negócios já tinha noticiado hoje, citando fonte do sindicato bancário, que a procura por novas acções "superou largamente" a oferta disponível.

O interesse dos investidores, sobretudo institucionais, permitiu levantar no mercado o valor total da operação, 1.045 milhões de euros, evitando accionar a tomada firme que tinha sido contratada junto de diversos bancos de investimento internacionais para garantir o sucesso da oferta. Pela primeira vez desde a privatização do BES, os accionistas de referência do banco não garantiram a sua participação na operação.

Ao que o Negócios apurou, além do Espírito Santo Financial Group e do grupo francês, que reduziram as suas posições de 27,4% para 25% e de 20,12% para menos de 15%, respectivamente, também o banco Bradesco terá diluído a sua participação. Antes do aumento de capital o grupo brasileiro tinha 4,8% do BES, posição que terá diminuído apesar de o Bradesco ter participado na operação.

Entre o núcleo duro de investidores, apenas a Portugal Telecom terá acompanhado na íntegra o reforço de capitais. Assim, o grupo de telecomunicações, em processo de fusão com a brasileira Oi, terá mantido uma participação de 2,1% no banco. A decisão da empresa não terá sido alheia ao facto de o BES ter participado no recente aumento de capital da empresa brasileira, investindo 75 milhões de euros.

A redução do peso dos três maiores accionistas no capital do banco foi compensada com um reforço do peso dos investidores institucionais, que antes da operação controlavam cerca de 37% do capital. De acordo com fonte do sindicato bancário, os fundos de investimento, bancos e seguradoras terão aumentado a sua influência na estrutura accionista para perto de 50%.

Alguns dos gestores de fundos que antes da operação tinham participações qualificadas - BlackRock (5,12%), Silchester (4,93%) e Capital Research (3,07%) - terão reforçado posições, enquanto outras sociedades de gestão de activos terão aproveitado a oferta para entrar no título.

 

Prostituição passa a ser contabilizada para o PIB e poderá valer 1,1 mil milhões

O INE vai, esta quarta-feira, esclarecer a forma de incluir actividades paralelas como a prostituição, no PIB. Segundo o Correio da Manhã, este negócio poderá valer 0,6% do produto interno bruto nacional.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai esclarecer, em conferência de imprensa, a forma de incluir no cálculo do PIB as estimativas de receitas paralelas, como o tráfico de drogas e prostituição. Cálculos que já são incluídos em países como Itália, Reino Unido e Irlanda.

Segundo o Correio da Manhã, o negócio da prostituição em Portugal movimenta cerca de 1,1 mil milhões de euros por ano, ou seja, 0,6% do PIB o que, em caso de legalização poderia render aos cofres portugueses mais de 500 milhões de euros.

 

Toyota alarga lista de carros chamados à revisão devido a problemas no airbag

A marca de automóveis japonesa acrescentou 650 mil unidades à lista de veículos que deverão ser sujeitos a revisão em virtude de problemas verificados com os airbags. São cerca de 2,27 milhões os veículos afectados por esta situação.
Esta quarta-feira a marca de automóveis nipónica Toyota juntou mais 650 mil veículos aos agora cerca de 2,27 milhões de automóveis desta marca que, por todo o mundo, foram chamados à revisão devido a falhas detectadas nos airbags da marca Takata.

A decisão da Toyota faz desta a primeira marca japonesa, incluindo a Honda e a Nissan, a alargar a lista de carros chamados à revisão depois de no ano passado ter sido detectado risco de incêndio nos airbags Takata, que equipam vários modelos destas marcas. A Takata revelou entretanto aos seus clientes japoneses que seriam necessários reparações adicionais aos airbags.

Segundo o porta-voz da Toyota, Shino Yamada, permanece em causa um total de 2,27 milhões de veículos afectados por esta situação, o que se deve ao facto de muitos dos automóveis chamados à revisão no ano passado não terem sido objecto de qualquer reparação.
 

Médicos só declaram 8 dos 28 milhões doados por laboratórios



A indústria farmacêutica declarou apoios e subsídios muito superiores aos declarados pelos profissionais de Saúde, avança o Público.
Segundo o jornal referido, em pouco mais de cinco meses, de Janeiro até 9 de Junho, a indústria farmacêutica concedeu apoios de mais de 28,6 milhões de euros a profissionais e organizações do sector da Saúde. No entanto, foram comunicados apenas 8,4 milhões de euros dos laboratórios.

No trabalho de investigação efectuada por uma empresa especializada no processamento de dados provenientes da Internet, são analisados os dados disponibilizados na plataforma informática da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), o chamado "portal da transparência", criado para divulgar os apoios da indústria farmacêutica a profissionais e organizações do sector, associações de doentes e sociedades médicas incluídas.

O sistema albergava quase 35 mil declarações de doações, mas pouco mais de 5.400 comunicações de recebimentos, no início desta semana. E, no conjunto só havia um par que correspondia, não sendo possível, de resto, encontrar "compatibilidades" entre o que foi doado e o que foi recebido.

Ainda segundo o Público, a Ordem dos Médicos vai divulgar um parecer jurídico que esclarece que clínicos têm que comunicar donativos, como manda a lei em vigor desde 2013. Além disso, admite que muitos se esquecem, mas que "não é por mal".
 

Bank of America arrisca multa de 17 mil milhões de dólares nos EUA




O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pretende que o Bank of America pague mais que os 12 mil milhões de dólares propostos pelo banco norte-americano para selar um acordo.
O Bank of America arrisca uma multa de 17 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de dólares) para fechar uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ao procedimento do banco na concessão de crédito à habitação antes da crise financeira que iniciou em 2008.

A notícia é avançada pelo "New York Times", que dá conta que as negociações entre o banco e o Departamento de Justiça foram suspensas sem que um acordo tivesse sido alcançado, pois o Bank of America pretende pagar apenas 12 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros).
As autoridades norte-americanas estão nesta altura a finalizar o processo contra o banco norte-americano, acusando o banco de vender produtos financeiros relacionados com crédito à habitação que resultaram em perdas de milhares de milhões de dólares, refere o jornal, citado pela Bloomberg.

A acusação contra o Bank of America faz parte de uma investigação do Departamento de Justiça às práticas dos bancos norte-americanos que foram a origem da crise financeira que colocou a maior economia do mundo em forte recessão. São pelo menos oito os bancos que estão a ser investigados por terem enganado os investidores na venda de títulos de dívida numa altura em que os preços das casas estavam em forte queda.

O JPMorgan já aceitou pagar uma multa de 13 mil milhões de dólares (9,5 mil milhões de dólares) relacionada com este processo e o BNP Paribas está a ser pressionado a aceitar um acordo para pagar 16 mil milhões de dólares (11,8 mil milhões de dólares). 

Investidores japoneses reduzem exposição à dívida portuguesa e apostam na espanhola



Portugal é a excepção à aposta dos investidores japoneses na dívida dos países periféricos. Nos primeiros quatro meses deste ano venderam 28 biliões de ienes (201 milhões de euros) em títulos de dívida portuguesa.
Os investidores japoneses continuam a apostar forte nos títulos de dívida pública dos países periféricos do euro, sendo que Portugal foi a excepção neste movimento.

Dados do Ministério das Finanças do Japão, citados pela Bloomberg, dão conta que os investidores japoneses reduziram a exposição aos títulos de dívida pública portuguesa em 28 biliões de ienes (201 milhões de euros) nos primeiros quatro meses do ano.

Ao invés, no mesmo período, investiram 109,6 biliões (789 milhões de euros) em dívida pública espanhola, o que representa o maior investimento nos primeiros quatro meses do ano desde 2011.

Na dívida italiana os investidores japoneses aumentaram a exposição líquida em 343 biliões de ienes (2,47 mil milhões de euros) e na dívida grega o investimento líquido foi de 8,3 biliões de ienes (59,7 milhões de euros), o que representa a maior aposta desde 2008.

Apesar de terem desinvestido na dívida portuguesa, os retornos gerados pelos títulos portugueses foram os segundos mais elevados do mundo entre a dívida soberana. De acordo com a Bloomberg a rendibilidade acumulada este ano é de 17,2%, um desempenho que só é superado pela dívida grega (31,5%).

Portugal realiza esta quarta-feira o segundo leilão de dívida pública de longo prazo sem o apoio de um sindicato bancário desde que o país pediu assistência financeira internacional.

Banco Mundial corta previsões de crescimento para a economia mundial



As economias mais ricas estão a ganhar força, apesar de os Estados Unidos sofrerem uma redução da sua estimativa de expansão para 2014. Os países em desenvolvimento, como a China, também crescerão menos que o previsto.
O Banco Mundial reduziu as previsões de crescimento para a economia mundial em 2014. O mau tempo que se viveu nos Estados Unidos no arranque do ano justifica parte deste comportamento, sendo que também a China contribui para este desempenho.

A nova previsão de crescimento da economia mundial para 2014 é de 2,8%, seguida de avanços de 3,4% e 3,5% nos anos seguintes, de acordo com o comunicado de imprensa relativo ao "Global Economic Prospects" divulgado esta quarta-feira, 11 de Junho.

Em Janeiro, altura da última estimativa, a previsão tinha sido revista em alta de 3% para 3,2%. Agora, é cortada. "As economias mais ricas vão contribuir com cerca de metade do crescimento global em 2015 e 2016, o que compara com uma percentagem inferior a 40% em 2013". No ano passado, o crescimento mundial foi de 2,4%.

A economia norte-americana é uma das que se destaca pelo corte de previsões. Depois da contracção no início do ano, afectada pelo mau tempo que se viveu no país, a expansão esperada para os EUA fica-se pelos 2,1% este ano, abaixo da anterior previsão de 2,8%.

Ainda assim, a "recuperação dos países mais ricos está a ganhar força", diz o Banco Mundial, entidade que pretende reduzir a pobreza e ajudar o desenvolvimento dos países mais pobres. A Zona Euro, em que se insere Portugal, manteve a estimativa de 1,1% para 2014.

"A aceleração das economias mais ricas vai ser um impacto importante para os países em desenvolvimento. Espera-se que injectem mais 6,3 biliões de dólares (4,6 biliões de euros) para a procura global ao longo dos próximos três anos, o que é significativamente mais do que o aumento de 3,9 biliões de dólares (2,9 biliões de euros) dos últimos três anos", indica a entidade liderada por Jim Yong Kim (na foto).

As economias em desenvolvimento estão a caminhar para um ano de crescimento desapontante, o terceiro consecutivo com uma taxa inferior a 5%. A expectativa é de 4,8%, quando em Janeiro a estimativa avançada era de 5,3%. Em Junho, a taxa esperada estava em 5,6%.

Há um conjunto de razões que justifica esta expectativa mais pessimista: "Mau tempo nos EUA, crise na Ucrânia, reequilíbrio na China, conflitos políticos em economias de médio rendimento, progresso lento nas reformas estruturais e limitações de capacidade".

No caso da China, a expectativa é de uma expansão de 7,6%, abaixo dos 7,7% anteriores e dos 8% estimados em Junho. O Brasil deverá crescer 1,5%, abaixo dos 2,4% previstos em Janeiro.

"As taxas de crescimento do mundo em desenvolvimento continuam muito modestas para que possam criar o tipo de empregos que precisamos para melhorar a vida dos 40% da população mais pobres", diz o presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim, no comunicado de imprensa.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mercados em Zoom: Telecoms e Jerónimo Martins levam Lisboa a máximos de mais de um mês

Mercados em Zoom: Telecoms e Jerónimo Martins levam Lisboa a máximos de mais de um mês


PSI 20 a caminho do 7.500 pontos, impulsionado pelos ganhos da Portugal Telecom, Zon Optimus e Jerónimo Martins. A um dia do primeiro leilão a 10 anos pós-'troika', o risco associado à dívida nacional continua a aliviar.
PSI 20 7.445,36 pontos (+0,75%)Os ganhos das telecoms PT e Zon Optimus e da generalidade dos pesos-pesados (onde se destacou também a Jerónimo Martins) levaram a bolsa de Lisboa a fechar em máximos de mais de um mês. Com máximos da mesma ordem está a Portugal Telecom, com cada título da empresa próximo de valer 3 euros. Destaque ainda para os papéis do BES, que valorizaram 1% um dia antes de se conhecerem os resultados do aumento de capital. Já os títulos do BCP continuam a corrigir dos fortes ganhos do final da semana passada.
Eurostoxx 600 349,39 pontos (0,22)Os mercados europeus fecharam a sessão sem tendência comum, com Madrid penalizada pelos títulos da energia e tecnologias e Londres pelos papéis da British Telecom e da IAG (dona da Iberia). Ainda assim, as acções europeias sustentam-se em máximos de quase seis anos e meio, graças aos desempenhos hoje das empresas de bebidas SAB Miller e Anheuser-Busch e da portuguesa PT.
S&P 500 1949.72 (-0.08%)Depois de quatro sessões consecutivas a subir e a bater recordes, o S&P 500 - índice mais transversal de Nova Iorque - está agora em terreno ligeiramente negativo, com os investidores a aproveitarem para fazer mais-valias com as altas dos últimos dias. As acções do eBay estão entre as que mais recuam, após se ter sabido que o CEO da PayPal (empresa do grupo) está de saída para o Facebook.
Dívida de Portugal a 10 anos 3,330% (-0,039)Na véspera de Portugal regressar às emissões de longo prazo pela primeira vez desde a saída da ‘troika', o risco da dívida nacional abranda mas apenas nas maturidades mais longas - a 10 anos continua em mínimos de final de 2005. Nos EUA, os juros associados às ‘treasuries' a três anos avançam para máximos de mais de quase um mês, no dia em que o país pretende levantar mais de 60 mil milhões de dólares em obrigações.
Yuan 0,16066$ (0,26%)O iene tem a maior valorização num mês face ao euro enquanto se especula que o Banco do Japão possa avançar estímulos à economia. A grívnia ucraniana está em máximos de mais de um mês, depois de o presidente Petro Poroshenko ter ordenado a criação de corredores humanitários para receber refugiados dos confrontos no leste do país. O yuan chinês experimenta o maior ganho em três dias desde Janeiro de 2012 após o banco central de Pequim ter elevado a taxa de referência.
Alumínio 1911,00$ (1,70%)A possibilidade de os ‘stocks' de petróleo terem recuado pela segunda semana nos EUA leva o preço do barril de crude para o valor mais elevado em três meses. A ausência de oferta para responder à procura leva o preço da tonelada métrica de alumínio para máximos de quase dez meses, liderando as valorizações nas commodities.
O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 11h00, 14h45 e 16h35.

Queiroz Pereira é o gestor mais bem pago em Portugal

Em 2013, os cinco gestores mais bem pagos das empresas que integram o índice PSI 20 encaixaram 8,8 milhões de euros. Pedro Queiroz Pereira, que preside à Portucel e à Semapa, liderou.

Pedro Queiroz Pereira, presidente da Portucel e da Semapa liderou a tabela dos presidentes de empresas cotadas na Bolsa portuguesa mais bem pagos em 2013. Somando as remunerações pelos cargos que desempenha naquelas duas empresas Queiroz Pereira encaixou 3,8 milhões de euros.

Na segunda posição surge Manuel Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, com 1,6 milhões de euros; seguido de Paulo Azevedo, presidente da Sonae, com 1,3 milhões de euros.

Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom, ganhou um milhão de euros pelo cargo que desempenhou até 4 de junho de 2013 e, na quinta posição, António Mexia, presidente da EDP, com uma remuneração de 989 mil euros.

Nos Estados Unidos, os cinco gestores mais bem pagos em 2013, auferiram a soma de 193 milhões de euros.

A lista naquele país é liderada pelo presidente da Oracle, Lawrence J. Ellison, que ganhou 56,4 milhões de euros, menos 18,7% que no ano anterior.


 

Espanha bate Alemanha e Brasil e é agora a equipa mais valiosa na Copa do Mundo


Ainda antes da bola começar a rolar nos relvados brasileiros, a seleção espanhola já está a provocar estragos nos adversários. A equipa treinada por Vicente del Bosque vai ser a mais valiosa em campo na Copa do Mundo no Brasil, 674 milhões de euros. Andrés Iniesta do Barcelona é o jogador mais valioso, 60 milhões de euros.
Este valor corresponde a 10% do valor total das equipas em campo, sete mil milhões de euros, segundo as contas do site dedicado à estatística Transfermarkt.
A "La Roja" bate assim a Alemanha, com 609 milhões de euros, sendo Mario Gotze do Bayern Munich o mais valorizado, com 60 milhões de euros.
A anfitriã Brasil surge na terceira posição, valendo "apenas" 506 milhões, Neymar do Barcelona é o jogador mais caro, com um preço de 65 milhões.
Portugal surge na nona posição com um valor total de mercado de 322 milhões de euros. O capitão Cristiano Ronaldo é o mais valioso da seleção das quinas: 108 milhões.
A Argentina de Lionel Messi surge na 5ª posição. A seleção das Pampas tem um valor total de 424 milhões de euros, com Lionel Messi a ser o mais valorizado: 130 milhões.
A Austrália e as Honduras são as equipas menos valiosas, 22 milhões cada, onde figuram jogadores desconhecidos para a maioria do público, como Mathew Ryan ou Emilio Izaguirre. Ambas as equipas correspondem apenas a 0,7% do valor total das equipas.
O Bayern de Munique vai ser a equipa com mais jogadores no Brasil, 15 no total, com a maioria a representar a Alemanha. O Manchester United vai ter 14 jogadores em campo, enquanto o Barcelona vai ter 13.
As ligas mais representadas vão ser a Premier League britânica (105 jogadores), a Serie A italiana (81) e a Bundesliga alemã (73). A Liga portuguesa vai ter 22 jogadores em terras de Vera Cruz.

Prestação da casa vai continuar a cair até dezembro

Pela primeira vez na história do euro, o Banco Central Europeu (BCE) colocou a taxa de juro de referência perto de 0%. A autoridade monetária cortou os juros para 0,15% e colocou a taxa dos depósitos em terreno negativo (-0,1%). No mercado de futuros da Euribor a três meses, os investidores já estão a antecipar uma descida das taxas interbancárias. Uma boa notícia para as famílias portuguesas com crédito à habitação.
O mercado espera que a Euribor - principal indexante utilizado no crédito à habitação - continue em queda até ao final do ano. A descida deverá ser ligeira mas significa que as taxas Euribor deverão permanecer baixas, permitindo dar alguma folga aos orçamentos dos portugueses.
"Em princípio, o máximo do ano já foi observado nas taxas Euribor mais utilizadas como indexantes (três meses e seis meses) no final de abril. As famílias deverão beneficiar de uma redução ligeira das prestações face aos níveis atuais ao longo do ano, mas essa dinâmica depende da indexação de cada contrato (estamos a falar de médias)", explicou o economista Filipe Garcia, da consultora Informação de Mercados Financeiros (IMF), ao DN/Dinheiro Vivo.
Desta forma, uma família com um crédito à habitação indexado à Euribor a três meses, ainda vai beneficiar de mais duas revisões este ano que, no conjunto, podem representar uma poupança de pouco mais de seus euros
Os futuros da Euribor a três meses apontam para que esta se situe, em dezembro, nos 0,195%. Isto quando a média mensal desta taxa a três meses, em maio, ficou em 0,325%.
De acordo com os cálculos do DN/Dinheiro Vivo, uma família com um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, com um spread (taxa que representa a margem de lucro do banco) de 1% indexado à Euribor a três meses tem atualmente uma prestação de 337 euros.
Com a descida da Euribor a três meses em dezembro, o mesmo empréstimo passa a ter uma prestação de 331 euros. Contas feitas, traduz-se numa queda da prestação de cerca de seis euros.
Esta descida deverá, no entanto, ser faseada. Ou seja, a próxima revisão do empréstimo deverá traduzir-se numa maior descida. Com o abrandamento do ciclo de descida da Euribor as revisões seguintes já deverão ter uma quebra menos expressiva.

Mercados em Zoom: Portugal emite dívida amanhã com juros em mínimos de nove anos (14:50H)

Mercados em Zoom: Portugal emite dívida amanhã com juros em mínimos de nove anos


Telecoms brilham na bolsa nacional. Risco soberano mantém-se em mínimos de 2005. Wall Street corrige de sucessivos máximos históricos.
Portugal Telecom 2,97€ (+3,66%)A praça nacional mantém-se em alta numa sessão com destaque positivo para as telecoms - PT e Zon Optimus valorizam mais de 3% num dia negativo para o sector europeu. Ao fim de cinco subidas consecutivas, o PSI 20 negoceia no nível mais elevado do último mês e caminha rumo à barreira psicológica dos 7.500 pontos.

Micex 1.485,48 pontos (-0,6%)O principal índice accionista da Rússia provava perdas ligeiras depois de Moscovo e Kiev terem anunciado que não foi alcançado um acordo sobre a disputa do gás. De acordo com a Comissão Europeia, que actuou como mediadora, as conversações poderão ser retomadas amanhã. As acções da Gazprom, que reclama dívidas de 4,5 mil milhões de dólares à Ucrânia, desvalorizavam pela primeira vez em três sessões.

S&P 500 1.949,54 pontos (-0,09%)Wall Street acordou com perdas ligeiras, reflexo sobretudo de uma tomada de mais-valias que acontece depois de S&P 500 e Dow Jones terem atingido recordes históricos. Os títulos do EBay escorregam após a contratação de David Marcus, que liderava o PayPal, pelo Facebook.

Taxa nacional a dez anos 3,376% (+0,008)O risco associado à dívida pública portuguesa em mercado secundário segue pouco alterado em todas as maturidades. Amanhã, quando o IGCP abrir os livros para leiloar 750 milhões de euros em obrigações a 10 anos, as ‘yields' soberanas vão estar em mínimos de nove anos. Uma situação em muito justificada pelo expansionismo monetário do BCE.

Euro 1,3547$ (-0,35%)A artilharia monetária disparada pelo BCE na quinta-feira passada continua a enfraquecer o euro, que deprecia hoje contra o dólar norte-americano pela terceira sessão consecutiva. A divisa comunitária também perde valor contra a libra esterlina, uma reacção ao crescimento da produção industrial no Reino Unido.
Ouro 1.260,48$ (+0,65%)
A onça de ouro aprecia pela primeira vez em três sessões, a beneficiar de alguma correcção nos mercados accionistas. O metal amarelo sofreu em Maio a maior queda mensal de 2014, devido sobretudo à maior acalmia na tensão entre Rússia e Ucrânia.
O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 11h00, 14h45 e 16h35.

PSI20 continua a subir (14:00H)

O índice português é segundo que mais valoriza neste dia 10 de junho, ficando apenas atrás do índice suíço.
O PSI20 sobe 0.84% para os 7451.98 pontos, impulsionado pelas subidas da Altri de 4.4% para os 2.42€, da PT que sobe 3.13% para os 2.96€, da Jerónimo Martins de 1.2% para os  12.67€. Pela ZONOTIMUS que sobe mais de 2% e pelas subiads de 1% do BES, EDP e da SEMAPA

Goldman corta avaliação da EDP Renováveis para 5,10 euros



A casa de investimento reviu em baixa as estimativas de resultados para os próximos anos, o que teve impacto na avaliação da empresa de energias renováveis. O novo preço-alvo está 4% abaixo do actual valor das acções.
O Goldman Sachs reviu em baixa a avaliação da EDP Renováveis de 5,30 euros para 5,10 euros, um valor que corresponde a um potencial de desvalorização de 4,37% face ao actual preço das acções (5,333 euros), de acordo com uma nota de research a que o Negócios teve acesso. A recomendação foi mantida em "neutral".

"As nossas estimativas de resultados por acções para 2016-2018 foram cortadas em 16%, 15% e 14%", revela o analista Manuel Losa na nota de análise.

"O nosso preço-alvo é baseado numa combinação de 50:50 da avaliação da soma das partes, de 4,90 euros, e da avaliação do múltiplo de EV/EBITDA [valor da empresa sobre o EBITDA] de 5,40 euros", explica a nota. A avaliação da soma das partes "inclui 1,7 mil milhões de euros de vendas a um prémio de 30% face a avaliação" da casa de investimento, o que fica "em linha com o histórico da EDP Renováveis".

A casa de investimento adianta que, do lado dos riscos "positivos" estão alienações a um prémio superior à avaliação feita pela Goldman Sachs. Já do lado oposto está "nova intervenção do Governo", bem como alienações a um valor mais baixo do que o avaliado.

As acções da empresa liderada por Manso Neto (na foto) seguem a perder 0,50% para 5,333 euros.
 

Le Monde descreve Portugal como “o novo Eldorado para os aposentados europeus”



O jornal francês detalha o processo de mudança da residência fiscal para Portugal, destacando as suas vantagens e limitações. Desde 2013, 2.200 famílias francesas já aderiram ao regime de residente não habitual.
O "Le Monde" classifica Portugal como um paraíso fiscal para os reformados franceses. "O novo Eldorado para os aposentados europeus", define esta segunda-feira, 9 de Junho, o jornal francês no seu ‘site’.

Portugal espera atrair cerca de 200 mil aposentados estrangeiros, tendo introduzido um sistema fiscal que "simplifica o procedimento de obtenção do estatuto de residente não habitual (RNH)", conta a publicação aos seus leitores.

O estatuto de RNH garante "durante 10 anos, isenção total de impostos sobre as pensões privadas de fontes estrangeiras" recebidos pelos aposentados estrangeiros a viver em Portugal. Contudo, os contribuintes franceses devem contribuir para o imposto português sobre rendimentos, que conta actualmente com cinco parcelas, refere o diário.

Para se qualificarem a este nível, têm de estabeler o endereço fiscal em Portugal – residindo nele, no mínimo, 183 dias por ano – e não ter vivido no país nos cinco anos anteriores ao pedido. É também precisa autorização das autoridades fiscais francesas: se o aposentado possuir património imobiliário em França, o processo poderá ficar condicionado.

A decisão tem ainda implicações legais, nomeadamente no que diz respeito aos direitos de família e sucessório, "o que não tem desencorajado os franceses", revela o "Le Monde".

Citando dados da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, o jornal informa que, desde 1 de Janeiro de 2013, já se estabeleceram em Portugal 2.200 famílias francesas. A publicação esclarece que os emigrantes portugueses em França na década de 1970 representam uma minoria neste universo grisalho em busca de "paraísos fiscais mais quentes".

O consultores imobiliários consultados pelo diário revelam que três quartos dos franceses optam por se estabelecer na região de Lisboa e Algarve. Na capital, tendem a fixar-se nas zonas do Chiado, Baixa ou Castelo, onde o metro quadrado das habituações pode variar entre os 3500 e os 4000 euros. As casas típicas restauradas e quintas estão nas preferências daqueles que decidem vir viver em Portugal.

Olli Rehn: Portugal tem de continuar a tomar decisões duras



O comissário europeu dos Assuntos Económicos elogiou esta terça-feira as "decisões difíceis que tiveram de ser tomadas" em Portugal nos últimos três anos, defendendo que, para consolidar aquilo que foi alcançado, será necessário continuar a tomar "decisões duras".
Rehn, que falava no Fórum Económico de Bruxelas, no qual participa também a ministra das Finanças, dirigiu-se durante a sua intervenção a Maria Luís Albuquerque para dar conta da sua "grande admiração pelas muitas decisões difíceis que tiveram de ser tomadas, e pelos esforços feitos pelo povo português, ao longo dos últimos três anos, de forma a 'dar a volta' à economia" do país.

Com base nas melhorias registadas ao nível da competitividade, estabilidade financeira e finanças públicas, sustentou, "Portugal experimenta hoje uma retoma económica moderada e descida do desemprego".

"Estamos todos conscientes de que segurar e desenvolver estes feitos continuará a envolver decisões duras", advertiu.

O Fórum Económico que decorre esta terça-feira, 10 de Junho, em Bruxelas, organizado pela Comissão Europeia, discute as lições retiradas da crise económica e financeira.

Governo "pode ponderar" prescindir do último cheque da troika

Governo



A ministra das Finanças admitiu hoje, em Bruxelas, que o Governo "pode ponderar a hipótese" de prescindir da última tranche dos empréstimos concedidos no âmbito do resgate.
Em declarações à imprensa portuguesa, à margem de um "Fórum Económico" na capital belga, Maria Luís Albuquerque, questionada sobre se Portugal pode passar sem o último "cheque" da 'troika' - em suspenso até à adopção de medidas alternativas àquelas chumbadas pelo Tribunal Constitucional -, admitiu que sim e que é uma possibilidade que pode ser ponderada pelo Governo.
"Poder, pode... Podemos ponderar essa hipótese, mas não há decisões ainda, ainda estamos a ponderar o que fazer", disse, apontando por diversas vezes que o Governo desconhece ainda "a dimensão do problema" que tem para resolver.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu que o Governo não tenciona reabrir o programa de assistência económica e financeira, que ficou concluído a 17 de maio, apontado que aquilo que está em causa é apenas o pagamento da última tranche de empréstimos que deveriam ter sido canalizados para Portugal na sequência da 12.ª avaliação, tendo Maria Luís Albuquerque especificado hoje que em causa estão "pouco mais de 2 mil milhões de euros".
A ministra das Finanças insistiu hoje que não existem negociações concretas em curso com a 'troika' sobre medidas alternativas, pois, insistiu, o Governo desconhece ainda a dimensão das consequências dos chumbos do Tribunal.
"Nós não estamos a negociar nada. Nós estamos a ponderar o que é que pode ser feito em termos de programa. Mas, como já foi dito, nós ainda não conhecemos a dimensão do problema para podermos encontrar uma solução. Portanto, nesse sentido, não podemos negociar solução nenhuma", disse, reforçando que "não há nenhuma solução em cima da mesa".
A ministra sublinhou que, independentemente do programa de assistência financeira, há outros compromissos que o país deve respeitar, pelo que terá sempre de encontrar medidas compensatórias.
"Os nossos compromissos em termos de metas não são só no âmbito do programa, são também no âmbito do tratado orçamental", que é "independente do programa", realçou.

Jardim, o político há mais tempo no poder desde que existe républica em Portugal

Jardim, o político há mais tempo no poder desde 1910


 
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, é, a partir de hoje, o político português com maior longevidade no poder desde 1910, com 36 anos e 85 dias de governação, mais um dia que Oliveira Salazar.
Jardim completa hoje 13.310 dias de poder desde que assumiu a presidência do Governo Regional, a 17 de Março de 1978. Torna-se, assim, o político português há mais tempo em funções desde a instauração do regime republicano em Portugal.
Então, ao despedir-se dos leitores do Jornal da Madeira, de que foi director, escrevia na "Tribuna Livre" não ver na naquele dia de tomada de posse "qualquer sentido de triunfo pessoal", recordando o que já havia escrito na sua primeira crónica, a 29 de Outubro de 1974, segundo a qual "só se merece a vida quando ela é empenho permanente naquilo em que se acredita".
Esta longevidade assenta na sua nomeação como presidente do Governo Regional, sempre na sequência dos resultados de eleições para a Assembleia Legislativa, com Alberto João Jardim a vencer, desde 1976, dez eleições regionais consecutivas.
Segundo o governante madeirense a data de hoje não lhe diz "nada de especial", embora reconheça que tem de "agradecer à população" a confiança que nele depositou.
"Enquanto o dr. Salazar estava numa posição ditatorial, eu estive sempre eleito pelo povo. Estou mais legitimado que o dr. Salazar", disse Alberto João Jardim à agência Lusa.
Fundador do Estado Novo, António de Oliveira Salazar presidiu ao Governo de Portugal durante 36 anos e 84 dias, entre 5 de Julho de 1932 e 27 de Setembro de 1968.
Questionado como vê a forma como o país olha para a sua actividade política, Jardim responde ao seu jeito: "Portugal, dê atenção, ou não dê atenção, eu tenho é de resolver os problemas da Madeira".
Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim nasceu no Funchal em 1943, é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo sido professor nos ensinos técnico e secundário.
Foi director do Centro de Formação Profissional da Madeira, assim ingressando na Função Pública a cujos Quadros pertence.
Foi também jornalista profissional, tendo sido director do diário Jornal da Madeira.
Cofundador na Madeira do PSD, é presidente da sua Comissão Política Regional e vem sendo, desde 1976, eleito deputado à Assembleia da República e à Assembleia Legislativa da Madeira, onde esteve um ano e meio como líder da bancada social-democrata.
É membro do Conselho de Estado, do Conselho Superior de Defesa Nacional e do Conselho Superior de Segurança Interna, bem como do Comité das Regiões da União Europeia, do qual foi já Vice-Presidente (2000 e 2001).
O "arquitecto"
Alberto João Jardim é, para muitos madeirenses, o "arquitecto" da região autónoma do pós-25 de Abril de 1974, principalmente ao nível das grandes obras e infra-estruturas.
Foi durante os seus mandatos que a região abriu túneis, ergueu viadutos e pontes, concretizou vias rápidas que hoje tornam mais fáceis, seguras e céleres as ligações rodoviárias entre o sul e o norte ou o leste e o oeste da ilha.
A construção de centros de saúde, escolas e outras infra-estruturas colectivas em cada um dos 11 concelhos do arquipélago, a expansão do aeroporto, ou o aumento do Produto Interno Bruto 'per capita' na Madeira, são outros pontos que merecem os aplausos no arquipélago.
A par dos elogios, surgem também as críticas, com muitos a acusarem Alberto João Jardim de ter empreendido um desenvolvimento económico assente na "política do betão" e de favorecimento ao 'lobby' da construção, descurando os restantes sectores produtivos.
O governante madeirense, que continua a reivindicar mais competências legislativas para a Região, defendendo a autonomia fiscal e uma solução federalista para a Madeira, é também responsabilizado por a ter colocado debaixo de um plano de austeridade ditado por um Programa de Ajustamento Económico e Financeiro devido a uma dívida regional de 6,3 mil milhões de euros, da qual diz não se arrepender e que foi feita "na altura certa, porque hoje não há dinheiro".
A governação de Alberto João Jardim, por outro lado, foi marcada ao longo dos anos por alguns momentos de crispação no relacionamento com Lisboa no âmbito daquilo que o próprio designa por "contencioso das autonomias".
A esse nível, e por causa de questões financeiras, nunca se retraiu nas adjectivações a alguns responsáveis governamentais nacionais, como quando qualificou António Guterres de "mula da cooperativa", considerou José Sócrates o "pior primeiro-ministro que Portugal já conheceu" e apelidou de "senhor Silva" o actual Presidente da República.

Mercados em Zoom: Juros tocam mínimos de 2005 na véspera do leilão (11:10H)

Mercados em Zoom: Juros tocam mínimos de 2005 na véspera do leilão                


 
Efeito BCE continua a aliviar a percepção de risco dos investidores em relação à dívida portuguesa. Uma evolução que pode ajudar os custos da emissão de obrigações a dez anos agendada para amanhã.
 
PSI 20 7.423,53 pontos (+0,45%)A bolsa nacional anulou as perdas iniciais e encaminha-se agora para a quinta valorização consecutiva. O PSI 20 está a negociar em máximos de um mês, hoje muito ajudado pelas subidas da Portugal Telecom (PT), BES e Jerónimo Martins.

Euro Stoxx 50 3.310,56 pontos (+0,16%)Os principais índices europeus de acções apresentam-se em alta ligeira, mantendo-se nos níveis mais elevados em seis anos. A sustentar o apetite por risco estão sobretudo os relatórios sobre a evolução da produção industrial em França e no Reino Unido, que ficaram em linha com as projecções dos economistas.

S&P 500 (-0,215%)Wall Street deverá abrir hoje a corrigir dos sucessivos máximos históricos das últimas sessões, que colocaram o Dow Jones perto dos 17 mil pontos e o S&P 500 a um pequeno passo da barreira dos dois mil pontos.

Taxa nacional a dez anos 3.238% (-0,13)O risco associado à dívida pública portuguesa a dez anos tocou hoje em mínimos de 2005 em mercado secundário. Uma evolução que acontece na véspera de o IGCP concretizar uma emissão de obrigações a dez anos em que espera levantar até 750 milhões de euros.

Euro 0,8069£ (-0,25%)A moeda única deprecia pela quinta sessão consecutiva contra a libra, perante os sinais de maior fulgor da economia britânica face à anémica retoma na zona euro. Uma diferença de ritmo patente no crescimento, em Abril, da produção industrial ao ritmo mais elevado desde 2011 no Reino Unido.

Brent 109,99$ Os preços do petróleo seguem pouco alterados, reflexo da expectativa de queda dos ‘stocks' norte-americanos e dos progressos identificados pela Ucrânia nas negociações com a Rússia.

O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 11h00, 14h45 e 16h35.

Euronext vai para a bolsa a valer entre 19 a 25 euros por acção

Euronext vai para a bolsa a valer entre 19 a 25 euros por acção
 
 
Intervalo de preços da oferta pública inicial avalia o grupo que gere a praça de Lisboa em 1,75 mil milhões de euros. A Euronext vai estar cotada em Lisboa até Setembro.
O grupo Intercontinental Exchange (ICE) vai alienar até 60,15% da Euronext numa oferta pública inicial (IPO), informou hoje em comunicado. O intervalo de preços foi fixado entre 19 e 25 euros, o que avalia a gestora dos mercados em Amesterdão, Paris, Bruxelas e Lisboa em 1,75 mil milhões de euros.

A operação direccionada para o retalho arranca hoje e termina a 18 de Junho. Em paralelo será vendida uma posição de 33,36% a um grupo de investidores institucionais - que inclui os portugueses BES (Avistar) e BPI (fundo de pensões). A oferta dirigida a institucionais expira a 19 de Junho.

O ICE prevê cotar a Euronext em Paris, Amesterdão e Bruxelas e, até Setembro, também em Lisboa.

Conheça as acções que podem vencer com o Mundial do Brasil

               

A bolsa brasileira e as empresas de sectores de retalho e de bens de consumo estão entre as que mais podem ganhar com o Mundial.
Apartir de 12 de Junho, os olhos de grande parte do Mundo vão estar virados para o Brasil. Nesse dia decorre o encontro inaugural do Mundial de Futebol do Brasil que coloca frente a frente a selecção canarinha e a croata. Trata-se do pontapé de saída para 32 dias de jogos em 12 cidades brasileiras que prometem animar os adeptos do futebol mas que também poderão conduzir a retornos positivos para quem estiver atento ao jogo dos mercados accionistas. O Brasil como País organizador e potencial vencedor é, à partida, o mercado que melhor partido poderá tirar da competição. Mas existem empresas cotadas noutras bolsas que poderão retirar retornos positivos, seja por estarem associadas à organização da prova ou por operarem em sectores cuja actividade tende a ser impulsionada por eventos desportivos. O Diário Económico reuniu e mostra-lhe algumas das empresas que podem ser vencedoras do Mundial no mercado das bolsas.
São várias as casas de investimento a antever que a bolsa brasileira seja uma das mais beneficiadas pelo evento. A Goldman Sachs é uma delas. À semelhança de outros mundiais, o banco de investimento publicou um estudo em que, com base numa análise estatística, antevê as selecções com maior probabilidade de saírem vencedoras, mas onde também antecipa que a nação ganhadora da Copa verá o seu mercado accionista impulsionado pelo menos nas semanas seguintes ao fim da prova. A análise da Goldman Sachs revela que as bolsas de todos os vencedores do Mundial desde 1974 (excepção do Brasil em 2002) superaram o desempenho das acções globais no mês seguinte à prova: em média, em 3,5%. Tendo em conta que a Goldman Sachs atribui ao Brasil a maior probabilidade de vitória (48,5%), à partida a bolsa canarinha sairá também vencedora. A Russel Investments faz o mesmo tipo de análise. "Os dois últimos anfitriões do Mundial de Futebol foram recompensados com mercados accionistas robustos um ano depois do evento. Com o mercado do Brasil, que a 27 de Maio estava perto de 20% abaixo face ao ano anterior, é de esperar que mude de sentido e dê seguimento a esta tendência", refere a Russel Investments numa nota. Já a Moddy's, apesar de alertar que o impacto positivo será de curta duração, salienta que a Copa ajudará a aumentar as receitas de sectores como alimentação e bebidas, hotelaria, aluguer de carros ou publicidade. Steven Santos, gestor da XTB Portugal, defende o mesmo ponto de vista e explica as razões para isso acontecer. "Grandes eventos desportivos como o Mundial de Futebol favorecem o consumo privado, o que aumenta as receitas nos sectores de retalho e de bens de grande consumo. Embora o efeito do Mundial dure apenas um mês, algumas empresas aproveitam esta janela de oportunidade para lançar novos produtos e reforçar as vendas", explica .
A Coca-Cola, a Adidas e McDonalds, que são patrocinadoras do Mundial do Brasil, figuram entre os títulos que mais proveito podem tirar do Mundial já que terão o monopólio das vendas em estádios, festivais e seus arredores, além de exclusividade nos produtos da Copa 2014. Mas existem outras. Até na praça lisboeta algumas cotadas podem ser favorecidas. "Em Portugal, o Mundial de Futebol deverá beneficiar empresas mais relacionadas com os bens de consumo, como a Ibersol, a Sonae SGPS e a Jerónimo Martins, refere Steven Santos.

Ao lado, conheça mais em pormenor algumas das empresas que podem vencer o Mundial do Brasil nas bolsas.
Acções que podem vencer
AdidasA marca é patrocinadora oficial da competição e promete ser uma das maiores vencedoras no mercado accionista. Deverá não só beneficiar da venda de réplicas de camisolas e de chuteiras de futebol, mas também do marketing associado à bola oficial da competição - a Brazuca -, e da maior visibilidade face às pares, acredita a JP Morgan. Perto de 70% das casas que acompanham o título têm uma recomendação de "comprar".
Coca-ColaÉ patrocinador oficial do Mundial e abrange um largo espectro geográfico, vendendo os seus produtos em mais de 200 países. Uma competição como esta poderá ajudar a impulsionar as vendas. No Mundial de 2006, na Alemanha, as vendas da Coca-Cola cresceram 15% no país anfitrião. A sua política de dividendos também é favorável. O ‘dividend-yield' é de 2,8%, acima da média de 1,91% da média do S&P 500.
McDonaldsÉ um dos principais patrocinadores do Mundial e poderá beneficiar de um aumento de vendas no país anfitrião. Existem 800 restaurantes McDonalds no Brasil de portas abertas para receber os adeptos em busca de refeições em conta. A empresa preparou mesmo menus inspirados na gastronomia de alguns dos países candidatos à vitória. Alguns especialistas também apreciam o título devido à atractiva política de distribuição de dividendos. O seu ‘dividend yields' é de 3,3%, acima da média de 1,91% das empresas do S&P 500.
Nike
A marca americana é patrocinadora de 10 das 32 selecções em jogo, incluindo a anfitriã e principal candidata à vitória: o Brasil. A expectativa é que a marca use a competição como rampa de lançamento de novos produtos. De salientar ainda que a Nike é líder na comercialização de botas/chuteiras de futebol em quase todos os maiores mercados do Mundo. Cerca de 60% das recomendações vão no sentido de comprar o título.
InBev
Cerveja e futebol, combinam na perfeição, razão pela qual a InBev poderá ser um dos títulos mais favorecidos pelo Mundial. A marca belga é o fornecedor exclusivo de cerveja (Budweiser) para o Campeonato do Mundo do Brasil. O Brasil ajudou a impulsionar as vendas da InBev no primeiro trimestre e a expectativa é que essa tendência se mantenha com o Mundial. O Citigroup destaca que a InBev dispõe de um dos mais elevados EPS (lucros por acção) do sector de consumo corrente.
Gol
A segunda maior transportadora aérea do País é um dos patrocinadores oficiais do Mundial do Brasil, que poderá também beneficiar do aumento substancial do trafego aéreo em Junho e Julho envolvendo as 12 cidades onde decorrem os jogos. São cerca de 600 mil os turistas estrangeiros aguardados no Brasil para essa altura.
Acções nacionaisEm Portugal, as empresas mais relacionadas com bens de consumo são as que mais partido poderão tirar do Mundial de Futebol. Mais em concreto, as retalhistas Sonae SGPS e Jerónimo Martins, que poderão ver as vendas das suas cadeias de supermercados aumentar. O mesmo poderá também acontecer com a Ibersol, grupo de restauração que detém marcas como a Pizza Hut e a KFC, que tendencialmente beneficiam de picos de vendas nos períodos em que decorrem eventos desportivos como o Mundial de futebol.