quarta-feira, 11 de junho de 2014

Banco Mundial corta previsões de crescimento para a economia mundial



As economias mais ricas estão a ganhar força, apesar de os Estados Unidos sofrerem uma redução da sua estimativa de expansão para 2014. Os países em desenvolvimento, como a China, também crescerão menos que o previsto.
O Banco Mundial reduziu as previsões de crescimento para a economia mundial em 2014. O mau tempo que se viveu nos Estados Unidos no arranque do ano justifica parte deste comportamento, sendo que também a China contribui para este desempenho.

A nova previsão de crescimento da economia mundial para 2014 é de 2,8%, seguida de avanços de 3,4% e 3,5% nos anos seguintes, de acordo com o comunicado de imprensa relativo ao "Global Economic Prospects" divulgado esta quarta-feira, 11 de Junho.

Em Janeiro, altura da última estimativa, a previsão tinha sido revista em alta de 3% para 3,2%. Agora, é cortada. "As economias mais ricas vão contribuir com cerca de metade do crescimento global em 2015 e 2016, o que compara com uma percentagem inferior a 40% em 2013". No ano passado, o crescimento mundial foi de 2,4%.

A economia norte-americana é uma das que se destaca pelo corte de previsões. Depois da contracção no início do ano, afectada pelo mau tempo que se viveu no país, a expansão esperada para os EUA fica-se pelos 2,1% este ano, abaixo da anterior previsão de 2,8%.

Ainda assim, a "recuperação dos países mais ricos está a ganhar força", diz o Banco Mundial, entidade que pretende reduzir a pobreza e ajudar o desenvolvimento dos países mais pobres. A Zona Euro, em que se insere Portugal, manteve a estimativa de 1,1% para 2014.

"A aceleração das economias mais ricas vai ser um impacto importante para os países em desenvolvimento. Espera-se que injectem mais 6,3 biliões de dólares (4,6 biliões de euros) para a procura global ao longo dos próximos três anos, o que é significativamente mais do que o aumento de 3,9 biliões de dólares (2,9 biliões de euros) dos últimos três anos", indica a entidade liderada por Jim Yong Kim (na foto).

As economias em desenvolvimento estão a caminhar para um ano de crescimento desapontante, o terceiro consecutivo com uma taxa inferior a 5%. A expectativa é de 4,8%, quando em Janeiro a estimativa avançada era de 5,3%. Em Junho, a taxa esperada estava em 5,6%.

Há um conjunto de razões que justifica esta expectativa mais pessimista: "Mau tempo nos EUA, crise na Ucrânia, reequilíbrio na China, conflitos políticos em economias de médio rendimento, progresso lento nas reformas estruturais e limitações de capacidade".

No caso da China, a expectativa é de uma expansão de 7,6%, abaixo dos 7,7% anteriores e dos 8% estimados em Junho. O Brasil deverá crescer 1,5%, abaixo dos 2,4% previstos em Janeiro.

"As taxas de crescimento do mundo em desenvolvimento continuam muito modestas para que possam criar o tipo de empregos que precisamos para melhorar a vida dos 40% da população mais pobres", diz o presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim, no comunicado de imprensa.

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