terça-feira, 10 de junho de 2014

Conheça as acções que podem vencer com o Mundial do Brasil

               

A bolsa brasileira e as empresas de sectores de retalho e de bens de consumo estão entre as que mais podem ganhar com o Mundial.
Apartir de 12 de Junho, os olhos de grande parte do Mundo vão estar virados para o Brasil. Nesse dia decorre o encontro inaugural do Mundial de Futebol do Brasil que coloca frente a frente a selecção canarinha e a croata. Trata-se do pontapé de saída para 32 dias de jogos em 12 cidades brasileiras que prometem animar os adeptos do futebol mas que também poderão conduzir a retornos positivos para quem estiver atento ao jogo dos mercados accionistas. O Brasil como País organizador e potencial vencedor é, à partida, o mercado que melhor partido poderá tirar da competição. Mas existem empresas cotadas noutras bolsas que poderão retirar retornos positivos, seja por estarem associadas à organização da prova ou por operarem em sectores cuja actividade tende a ser impulsionada por eventos desportivos. O Diário Económico reuniu e mostra-lhe algumas das empresas que podem ser vencedoras do Mundial no mercado das bolsas.
São várias as casas de investimento a antever que a bolsa brasileira seja uma das mais beneficiadas pelo evento. A Goldman Sachs é uma delas. À semelhança de outros mundiais, o banco de investimento publicou um estudo em que, com base numa análise estatística, antevê as selecções com maior probabilidade de saírem vencedoras, mas onde também antecipa que a nação ganhadora da Copa verá o seu mercado accionista impulsionado pelo menos nas semanas seguintes ao fim da prova. A análise da Goldman Sachs revela que as bolsas de todos os vencedores do Mundial desde 1974 (excepção do Brasil em 2002) superaram o desempenho das acções globais no mês seguinte à prova: em média, em 3,5%. Tendo em conta que a Goldman Sachs atribui ao Brasil a maior probabilidade de vitória (48,5%), à partida a bolsa canarinha sairá também vencedora. A Russel Investments faz o mesmo tipo de análise. "Os dois últimos anfitriões do Mundial de Futebol foram recompensados com mercados accionistas robustos um ano depois do evento. Com o mercado do Brasil, que a 27 de Maio estava perto de 20% abaixo face ao ano anterior, é de esperar que mude de sentido e dê seguimento a esta tendência", refere a Russel Investments numa nota. Já a Moddy's, apesar de alertar que o impacto positivo será de curta duração, salienta que a Copa ajudará a aumentar as receitas de sectores como alimentação e bebidas, hotelaria, aluguer de carros ou publicidade. Steven Santos, gestor da XTB Portugal, defende o mesmo ponto de vista e explica as razões para isso acontecer. "Grandes eventos desportivos como o Mundial de Futebol favorecem o consumo privado, o que aumenta as receitas nos sectores de retalho e de bens de grande consumo. Embora o efeito do Mundial dure apenas um mês, algumas empresas aproveitam esta janela de oportunidade para lançar novos produtos e reforçar as vendas", explica .
A Coca-Cola, a Adidas e McDonalds, que são patrocinadoras do Mundial do Brasil, figuram entre os títulos que mais proveito podem tirar do Mundial já que terão o monopólio das vendas em estádios, festivais e seus arredores, além de exclusividade nos produtos da Copa 2014. Mas existem outras. Até na praça lisboeta algumas cotadas podem ser favorecidas. "Em Portugal, o Mundial de Futebol deverá beneficiar empresas mais relacionadas com os bens de consumo, como a Ibersol, a Sonae SGPS e a Jerónimo Martins, refere Steven Santos.

Ao lado, conheça mais em pormenor algumas das empresas que podem vencer o Mundial do Brasil nas bolsas.
Acções que podem vencer
AdidasA marca é patrocinadora oficial da competição e promete ser uma das maiores vencedoras no mercado accionista. Deverá não só beneficiar da venda de réplicas de camisolas e de chuteiras de futebol, mas também do marketing associado à bola oficial da competição - a Brazuca -, e da maior visibilidade face às pares, acredita a JP Morgan. Perto de 70% das casas que acompanham o título têm uma recomendação de "comprar".
Coca-ColaÉ patrocinador oficial do Mundial e abrange um largo espectro geográfico, vendendo os seus produtos em mais de 200 países. Uma competição como esta poderá ajudar a impulsionar as vendas. No Mundial de 2006, na Alemanha, as vendas da Coca-Cola cresceram 15% no país anfitrião. A sua política de dividendos também é favorável. O ‘dividend-yield' é de 2,8%, acima da média de 1,91% da média do S&P 500.
McDonaldsÉ um dos principais patrocinadores do Mundial e poderá beneficiar de um aumento de vendas no país anfitrião. Existem 800 restaurantes McDonalds no Brasil de portas abertas para receber os adeptos em busca de refeições em conta. A empresa preparou mesmo menus inspirados na gastronomia de alguns dos países candidatos à vitória. Alguns especialistas também apreciam o título devido à atractiva política de distribuição de dividendos. O seu ‘dividend yields' é de 3,3%, acima da média de 1,91% das empresas do S&P 500.
Nike
A marca americana é patrocinadora de 10 das 32 selecções em jogo, incluindo a anfitriã e principal candidata à vitória: o Brasil. A expectativa é que a marca use a competição como rampa de lançamento de novos produtos. De salientar ainda que a Nike é líder na comercialização de botas/chuteiras de futebol em quase todos os maiores mercados do Mundo. Cerca de 60% das recomendações vão no sentido de comprar o título.
InBev
Cerveja e futebol, combinam na perfeição, razão pela qual a InBev poderá ser um dos títulos mais favorecidos pelo Mundial. A marca belga é o fornecedor exclusivo de cerveja (Budweiser) para o Campeonato do Mundo do Brasil. O Brasil ajudou a impulsionar as vendas da InBev no primeiro trimestre e a expectativa é que essa tendência se mantenha com o Mundial. O Citigroup destaca que a InBev dispõe de um dos mais elevados EPS (lucros por acção) do sector de consumo corrente.
Gol
A segunda maior transportadora aérea do País é um dos patrocinadores oficiais do Mundial do Brasil, que poderá também beneficiar do aumento substancial do trafego aéreo em Junho e Julho envolvendo as 12 cidades onde decorrem os jogos. São cerca de 600 mil os turistas estrangeiros aguardados no Brasil para essa altura.
Acções nacionaisEm Portugal, as empresas mais relacionadas com bens de consumo são as que mais partido poderão tirar do Mundial de Futebol. Mais em concreto, as retalhistas Sonae SGPS e Jerónimo Martins, que poderão ver as vendas das suas cadeias de supermercados aumentar. O mesmo poderá também acontecer com a Ibersol, grupo de restauração que detém marcas como a Pizza Hut e a KFC, que tendencialmente beneficiam de picos de vendas nos períodos em que decorrem eventos desportivos como o Mundial de futebol.

Sem comentários:

Enviar um comentário