sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PSI20 em fevereiro

Amanhã, dia 01-03-2014, será postada uma tabela com as empresas do PSI20, clubes de futebol (Benfica e Porto), empresas que subiram ao PSI20 e mais algumas. Com os resultados de: variação do mês de fevereiro, capitalização de mercado na ultima sessão de Fevereiro e o valor final do mês.

P.S: Respondam as perguntas feitas no nosso blog :) !

Troika prevê descida da taxa de desemprego para 15,7% em 2014



Nova estimativa divulgada hoje pelo Governo representa uma revisão em baixa face às últimas projecções, que tinham sido inscritas no Orçamento do Estado e apontavam para uma taxa de desemprego de 17,7%.
A taxa de desemprego em Portugal vai situar-se nos 15,7% este ano, o que compara com os 16,3% registados o ano passado, de acordo com as novas previsões da troika, divulgadas esta sexta-feira por Paulo Portas.

A nova previsão, revelada hoje pelo Governo no âmbito da 11ª avaliação ao programa de assistência económica e financeira, representa uma revisão em baixa de dois pontos percentuais face à anterior estimativa. E iguala o registado em 2012, quando a taxa de desemprego se situou em 15,7%.

No Orçamento do Estado para 2014 o Governo antevia uma taxa de desemprego de 17,7% para 2014, sendo que a previsão para 2013 ficou bem acima do registado.  

De acordo com os dados do INE, a taxa de desemprego média anual de 2013 fixou-se em 16,3%, acima dos 15,7% de 2012. No quarto trimestre, também de acordo como INE, a taxa de desemprego desceu para 15,3%.

Os dados do Eurostat hoje revelados mostram que a taxa de desemprego de Janeiro estabilizou em 15,3%, depois de 10 meses consecutivos de queda.

Desta forma, as previsões da troika e do Governo antecipam que a taxa de desemprego irá subir em 2014 face ao registado no final de 2013 e arranque deste ano.

PSI-20 já não subia tanto num só mês desde Novembro de 2002



O principal índice bolsista português registou o maior ganho mensal desde o final de 2002 no mês mais curto do ano. Os resultados das empresas relativos a 2013 levaram o PSI-20 a subir mais de 10% em Fevereiro, após sete meses consecutivos de valorizações.
Fevereiro é o mês mais curto do ano mas isso não impediu o PSI-20 de registar o melhor desempenho mensal desde Novembro de 2002, nesta sexta-feira.

O índice que é actualmente composto por 19 cotadas beneficiou das apresentações de resultados de várias cotadas e valorizou 10,2%. Foi a oitava valorização mensal consecutiva com 15 cotadas a ganharem território e quatro a perderem.

O sector da banca destacou-se no segundo mês do ano com o Banco Espírito Santo a valorizar 25,3% para 1,416 euros, ao passo que o BCP progrediu 18,80% para 0,1972 euros. O BPI ganhou 13,25% para 1,71 euros, enquanto o Banif depreciou 3,2% para 0,0115 euros. O Espírito Santo Financial Group foi outra das quatro cotadas que contrariaram maiores subidas, ao perder 2,9% para 4,849 euros.

A Zon Optimus valorizou 9,2% nesta sexta-feira e ampliou o ganho deste mês para 14,2%, encerrando nos 5,67 euros. A operadora renovou um máximo de Agosto de 2008 depois de ter divulgado os resultados do ano passado e com a gestão a apresentar o plano estratégico da cotada que resultou da fusão entre a Zon e a Optimus.

Em contraste com a operadora está a Jerónimo Martins, que perdeu 3,1% no mês em que apresentou os resultados do ano passado. A retalhista viu o seu ritmo de crescimento na Polónia abrandar e a margem do resultado antes de juros, impostos depreciações e amortizações (EBITDA) diminuir no país. Isto, numa altura em que a presença na Colômbia ainda tem um impacto limitado nos resultados. Ainda assim, o BPI reiterou a recomendação de "comprar" e diz que a cotada liderada por Pedro Soares dos Santos não é um "anjo-caído" numa nota publicada .

No sector da energia destacou-se a EDP, ao somar 12,71% para terminar o mês em 3,14 euros. A eléctrica também deu conta dos números relativos à actividade no último ano, em que viu os lucros diminuírem 1% para 1.005 milhões de euros. A companhia divulgou ainda orientações para os resultados deste ano, dizendo que o EBITDA deverá ser de cerca de 3,5 mil milhões de euros.

Já a EDP Renováveis ganhou 9,55% no mês e encerrou a sessão desta sexta-feira inalterada nos 4,681 euros. A REN progrediu 9,78% em Fevereiro e a petrolífera Galp Energia avançou 6,10% para 12,18 euros.

Resultados e plano estratégico levam Zon Optimus a máximo de Agosto de 2008



A operadora que resultou da fusão entre a Zon e a Optimus fixou máximos de cinco anos e meio. Os resultados de 2013 reflectem o ambiente adverso em Portugal mas as sinergias da integração devem chegar já no próximo trimestre.
As acções da Zon Optimus renovaram um máximo de fecho que remonta a 15 de Agosto de 2008, ao valorizarem 9,23% para 5,67 euros por acção. Os títulos encerraram no valor máximo em que negociaram esta sexta-feira e a última vez que estiveram acima deste nível foi a 18 de Agosto de 2008.

Depois da apresentação dos resultados de 2013, na quinta-feira após o fecho da sessão, os títulos ainda chegaram a negociar em baixa ligeira, ao descerem 0,02% para 5,19 euros. Contudo, o desempenho operacional e a apresentação do plano estratégico da cotada durante esta manhã terá impulsionado as acções.

As contas do último ano tiveram um impacto “amplamente neutral” na avaliação do Millennium IB para a tecnológica, segundo a nota de análise publicada esta manhã. Os números relativos ao quarto trimestre reflectem “um trimestre adverso para a Zon Optimus”, diz o Crédit Suisse.

As receitas da operadora caíram 3,7% face ao último trimestre de 2012 e o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) diminuiu 7,5%, com a margem do EBITDA a cair 1,4 pontos percentuais para 33,2%.

O BES Investimento explica que os resultados da Zon Optimus espelham as consequências da actual concorrência “agressiva” nos preços da oferta “triple-play”, que concentra as ofertas de televisão, Internet e telefone fixo. Contudo, o banco continua “convencido de que a empresa está em muito boa posição para aproveitar a sua forte vantagem competitiva.”

O Crédit Suisse concorda que o mercado residencial está a tornar-se “menos benigno” em Portugal, devido à concorrência mais agressiva das três operadoras nacionais. A Vodafone está a defender quota de mercado no segmento móvel, depois da Zon Optimus e da Portugal Telecom terem introduzido as respectivas ofertas convergentes com quatro serviços - Internet, televisão, telefone fixo e móvel.

“Os benefícios da redução de custos devem começar a fazer efeito no próximo trimestre” lê-se na nota do Crédit Suisse, assinada pelo analista Francisco Sanches. A operadora anunciou hoje a revisão da estimativa de sinergias em alta para 800 milhões de euros.

A empresa está a migrar os clientes para a plataforma de fibra óptica do grupo, o que deverá reduzir “imediatamente” os custos associados ao aluguer das linhas à Vodafone. Desta forma, a empresa irá conseguir compensar a deterioração das receitas que se verifica no período pós-fusão.

O Millennium IB nota que a Zon Optimus anunciou ter chegado às 300 mil unidades geradoras de receita na sua oferta convergente que junta televisão, Internet, telefone fixo e telefone móvel. Para o banco, o número de clientes é 60 mil. Em média, cada pacote quad-play conta com 5,1 serviços dos serviços incluídos no Zon 4i, explica a analista Alexandra Delgado.

Zon Optimus só decide em Março dividendo referente ao exercício de 2013




A Zon Optimus não revelou, esta sexta-feira, 28 de Fevereiro, a sua política de dividendos. E reserva para Março a comunicação da remuneração accionista referente ao exercício de 2013.
Os resultados de 2013 foram apresentados quinta-feira, 27 de Fevereiro, sem qualquer referência ao pagamento de dividendos do exercício.

Miguel Almeida, presidente executivo da Zon Optimus, revelou que o conselho de administração da empresa irá decidir sobre essa questão em Março, não avançando a proposta que será apresentada.

Na apresentação do plano estratégico, José Pedro Pereira da Costa admitiu que a Zon Optimus vai continuar a ter uma "política de remuneração interessante".

A Zon Optimus revelou, durante o dia, que pretende enfocar a sua estratégia no crescimento da sua quota de mercado em Portugal, para perto dos 30%. Vai também, revelou, expandir a sua rede, de cabo e de fibra, cobrindo mais 400 mil casas. Na componente internacional, a Zon Optimus admite expansão, mas não houve referência a mercados específicos.

28-02-2014- 9% de valorização da ZonOtimus leva o PSI20 ao fecho mais elevado desde o principio de Junho de 2011


Numa semana em que negociou quatro dias em terreno positivo, o PSI-20 fechou a sessão desta sexta-feira a subir mais de 1%. Destaca-se dos restantes mercados europeus com um ganho superior a 1% desde o início do ano.
O principal índice da bolsa nacional fechou a sessão de hoje a subir 1,04% para 7.379,76 pontos, com 10 cotadas em alta, seis em queda e três inalteradas.

Com um ganho desta sessão, o PSI-20 (que desde 24 de Fevereiro, e até 24 de Março, negoceia com apenas 19 cotadas devido à saída da Sonaecom) acumula um ganho semanal de 2,09% e fecha o mês de Fevereiro com uma subida de 10,20%, devido às fortes valorizações do BES (25%) e do BCP (18%).

O principal índice do mercado português destaca-se das restantes bolsas europeias ao registar desde o início do ano um ganho de 12,51%. O segundo mercado que mais ganha é o grego (9,94%), seguido pelo italiano (7,6%).

Na bolsa nacional, a sessão de hoje ficou marcada pelo forte ganho da Zon Optimus. No dia em que apresentou o seu plano estratégico, e revelou que as sinergias com a fusão podem atingir os 800 milhões de euros - acções fecharam a ganhar 9,23% e a negociar nos 5,67 euros.

Em forte alta encerrou ainda a Mota-Engil, ao registar um ganho de 4,78% para 5,134 euros.

No sector da energia, tanto a EDP como a Galp subiram mais de 1% para fechar nos 3,14 euros e 12,18 euros, respectivamente.

A eléctrica liderada por António Mexia revelou esta sexta-feira que estima resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) para 2014 no valor de 3,5 mil milhões de euros.

A eléctrica apresentou os resultados de 2013 na quinta-feira e deu conta de um EBITDA de 3,6 mil milhões de euros. Em conferência com os analistas, o presidente-executivo reiterou o compromisso de investir 1,7 mil milhões de euros em 2014.

Na banca, o Banco Espírito Santo subiu 1,14% para 1,416 euros e o Banco Comercial Português avançou 0,97% para 19,72 cêntimos. As duas cotadas foram as que mais valorizaram em Fevereiro ao ganharem, respectivamente, mais de 25% e mais de 18%.
 

Société Générale corta preço-alvo e recomendação da Galp


 
A equipa de “research” do banco francês prevê que a petrolífera demore mais dois anos do que o inicialmente previsto para voltar a ter um “cash flow” positivo.
O Société Générale (SG) reviu em baixa de 10,6% o “target” para as acções da Galp Energia, de 14,2 euros para 12,7 euros. Comparando com o valor de fecho de hoje, de 12,18 euros, a nova avaliação confere, ainda assim, um potencial de subida de 20,6% à petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira.

Os analistas do SG também cortaram a recomendação dos títulos da Galp, de “comprar” para “manter”.

O departamento de “research” do SG justifica estes cortes pelo facto de, na revisão da sua avaliação, ter adoptado uma visão mais negativa no que diz respeito à divisão de refinação e distribuição (que corresponde a 50% dos activos), em reflexo da evolução operacional e económica. “Isto leva a um corte material de 29,4% do lucro por acção em 2014-2015”, salienta a nota de análise.

Os analistas referem ainda que estimam que só em 2018 é que a Galp voltará a ter um “cash flow” positivo – dois anos mais tarde do que o anteriormente previsto e também mais tarde do que o próprio “guidance” da petrolífera aponta (2017).

Sonaecom perde 12% fora do PSI-20, Teixeira Duarte ganha 7% com anúncio de entrada



Uma semana depois do anúncio de que iam entrar em bolsa, a Teixeira Duarte e a Impresa ganharam terreno. Os CTT caíram ligeiramente, dado que já se esperava a sua ascensão. Por sua vez, a Sonaecom e a Sonae Indústria caíram com o sinal de saída do PSI-20. A Cofina avançou ligeiramente, dado que já se esperava a sua despromoção.
A Sonaecom perdeu 12% do seu valor na última semana, os cinco dias em que já negociou fora do principal índice da Bolsa de Lisboa.

A antiga proprietária da Optimus vai continuar cotada em bolsa, mas está menos exposta a investidores, dado que deixou de integrar o PSI-20. A gestora da praça nacional, a Euronext, optou por retirá-la do índice, tendo em conta que nas mãos de investidores particulares encontra-se menos de 10% do seu capital, depois da oferta pública de aquisição lançada pela própria Sonaecom aos títulos dispersos pelos minoritários.

A Sonaecom, que negociava nos 2,235 euros na semana passada, terminou a sessão desta sexta-feira nos 1,97 euros. A desvalorização é de 12% e empurra os títulos para cotações que não se verificavam desde Setembro de 2013.

A empresa já saiu do PSI-20 mas, a 21 de Março, outras duas empresas vão deixar o principal escalão do mercado bolsista nacional, conforme anunciou a Euronext na semana passada: a Sonae Indústria e a Cofina. A primeira, ligada a Belmiro de Azevedo, também recuou. Numa semana, passou dos 86,6 cêntimos para os 79,5 cêntimos. É um recuo de 8,2%. Os primeiros dois dias da semana foram os mais negativos, com deslizes superiores a 4% (foram, também, aqueles em que houve mais troca de acções entre investidores). Mas, das cinco sessões da semana, apenas um foi encerrado em alta.

A Cofina, pelo contrário, negociou sem grandes variações, tendo aliás acumulado um saldo ligeiramente positivo, já que o fecho nos 62,5 cêntimos compara com os 62,4 cêntimos da semana anterior. A saída do índice já era esperada desde que foram anunciadas as novas regras, ainda em 2013.

A empresa já saiu do PSI-20 mas, a 21 de Março, outras duas empresas vão deixar o principal escalão do mercado bolsista nacional, conforme anunciou a Euronext na semana passada: a Sonae Indústria e a Cofina. A primeira, ligada a Belmiro de Azevedo, também recuou. Numa semana, passou dos 86,6 cêntimos para os 79,5 cêntimos. É um recuo de 8,2%. Os primeiros dois dias da semana foram os mais negativos, com deslizes superiores a 4% (foram, também, aqueles em que houve mais troca de acções entre investidores). Mas, das cinco sessões da semana, apenas um foi encerrado em alta.

A Cofina, pelo contrário, negociou sem grandes variações, tendo aliás acumulado um saldo ligeiramente positivo, já que o fecho nos 62,5 cêntimos compara com os 62,4 cêntimos da semana anterior. A saída do índice já era esperada desde que foram anunciadas as novas regras, ainda em 2013.

Teixeira Duarte marca subida de 7%, Impresa em máximos de 2010

Em substituição destas empresas vão entrar outras três para o PSI-20, a 24 de Março (até lá, o índice negoceia com apenas 19 cotadas, já que a Sonaecom foi excluída logo nesta segunda-feira): os CTT, a Teixeira Duarte e a Impresa.

Os Correios de Portugal alcançaram, esta semana, a cotação mais elevada desde que se estrearam em bolsa, a 5 de Dezembro. Chegaram a tocar nos 7,49 euros. Contudo, o saldo final foi negativo. Se na sexta-feira passada tinham fechado nos 7,36 euros, esta sexta-feira a cotação final foi de 7,30 euros. Um deslize inferior a 1% que se justifica pelo facto de, desde que entraram para o mercado de capitais, os CTT serem apontados como candidatos à integração no PSI-20. Estar no índice é visto como positivo pelos operadores, tendo em conta que as empresas tornam-se mais visíveis e são, até, adquiridas por fundos que replicam os índices nacionais.

Por sua vez, a Teixeira Duarte já beneficiou do anúncio e ascendeu dos 1,02 aos 1,09 euros. A valorização, de 6,8%, foi consolidada logo na segunda-feira, tendo em conta que nesse dia ganhou 10%, uma valorização depois atenuada ao longo da semana.

A Impresa também retirou um momento positivo da indicação de que seria uma das 20 empresas do índice PSI-20. O ganho foi de 3,3% (de 1,52 para 1,57 euros) mas foi suficiente para que a dona da SIC tocasse nos valores mais elevados desde Setembro de 2010.

BlackRock detém mais de 2% dos CTT


 
Os CTT anunciaram esta sexta-feira, em comunicado à CMVM, que a gestora de activos superou os 2% de participação no dia 25 de Fevereiro.
A BlackRock detém uma participação qualificada superior a 2% nos CTT – Correios de Portugal, com a percentagem de direitos de voto a ser agora de 2,04% e com o número de direitos de voto a ascender a 3.059.021 (contabilizando acções e o instrumento financeiro CFD), depois de proceder a uma aquisição de acções no passado dia 25.

A gestora norte-americana, que comprou dívida pública de Portugal nas emissões de Janeiro passado, detém também posições noutras empresas portuguesas, como o BES e a Jerónimo Martins.

Na semana passada, a BlackRock anunciou que tinha reforçado a sua posição no BES para 5,12% do capital, face aos 2% detidos em Outubro, tornando-se o quarto maior accionista do banco.

A gestora de activos tem vindo a reforçar o interesse em activos portugueses nos últimos meses. É uma das entidades que mais investe nas cotadas portuguesas. De um conjunto de 114 gestoras com exposição às empresas portuguesas, a BlackRock era, logo a seguir ao fundo soberano norueguês Norges Bank, a entidade que detinha no passado mês de Dezembro mais investimentos em Portugal, em termos de valor de mercado, segundo os cálculos do Negócios.

Preço das portagens nas ex-scut vai baixar em 2014 em função da zona



O preço das portagens nas antigas Scut - vias Sem Custos para o Utilizador - vai baixar em 2014, mas vai ser cobrado desde o primeiro até ao último quilómetro sempre que haja alternativa, disse esta sexta-feira o secretário de Estado dos Transportes.
Sérgio Silva Monteiro, que presidiu esta tarde em Faro a uma sessão pública sobre o plano de infra-estruturas consideradas prioritárias para o desenvolvimento económico e social do país, assumiu que a redução do preço das portagens nas vias Sem Custos para o Utilizador (ex-scut) ia ser concretizado ainda este ano de 2014, mas escusou-se a concretizar a partir de que data.

"O preço médio por quilómetro deve ser reduzido em função da zona onde essa cobrança está a ser feita" e "sempre que haja uma alternativa, nós consideramos que deve ser cobrado do primeiro até ao último quilómetro da estrada e não apenas nos sítios onde estão os pórticos", declarou hoje o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, em Faro, no Algarve.

Afinal, a economia dos Estados Unidos só cresceu 2,4% no último trimestre de 2013

A segunda leitura do Departamento do Comércio dos Estados Unidos que o produto interno bruto do país cresceu 2,4% - e não 3,2% como indicavam os primeiros dados - nos últimos três meses de 2013.
O Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou esta sexta-feira, 27 de Fevereiro, que o produto interno bruto (PIB) do país cresceu 2,4% entre Setembro e Dezembro de 2013 e não 3,2% como apontavam os primeiro números oficiais.

A maior economia do mundo foi afectada nesses três meses pela paralisação parcial de alguns serviços públicos [que durou 16 dias em Outubro], e pelo abrandamento do consumo privado, dos inventários e das exportações.

A expansão registada no último trimestre do ano foi também ligeiramente inferior à antecipada pelos economistas contactados pela Bloomberg (2,5%).

De acordo com a agência noticiosa, a economia dos Estados Unidos registou um crescimento de 4,1% no terceiro trimestre de 2013 e de 1,9% no conjunto do ano.

As previsões indicam que o desempenho da economia norte-americana deverá melhorar em 2014, devido aos progressos que se têm registado no mercado laboral. Em Janeiro, a taxa de desemprego caiu para 6,6%, o nível mais baixo desde Outubro de 2008.
 

Depois de 10 meses em queda, taxa de desemprego em Portugal estabiliza nos 15,3%

A taxa de desemprego estabilizou em Portugal nos 15,3% em Janeiro, a mesma taxa de Dezembro. Contudo, a taxa de desemprego jovem subiu para 34,7%. Na Zona Euro, 12% da população activa está desempregada, tal como já antecipavam os economistas.
Portugal começou o ano com a manutenção da taxa de desemprego em 15,3%, seguindo a tendência da Zona Euro em Janeiro, onde não houve alterações em relação ao último mês do ano passado.

A taxa de desemprego portuguesa ficou, em Janeiro, nos 15,3%, idêntica à verificada em Dezembro. A taxa do último mês de 2013 foi revista em baixa de 15,4% para 15,3%, o que leva à manutenção da taxa em Janeiro, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, 28 de Fevereiro, pelo gabinete de estatísticas europeu.

Apesar de a relação entre o número de desempregados e a população activa se manter intacta em Janeiro, o número de desempregados deslizou ligeiramente. Havia 814 mil desempregados em Portugal no mês de Janeiro, menos mil do que em Dezembro.

É a primeira vez que a taxa de desemprego se mantém inalterada, na análise mensal, depois de 10 meses seguidos em queda. Com esta tendência, Portugal voltou a ficar como o quarto país da Zona Euro com maior taxa de desemprego. Chipre (16,8%), Espanha (25,8%) e Grécia (28%, valor de Novembro), afectados pela crise da dívida europeia, são os líderes no número de desempregados em relação à população activa (a que está a trabalhar ou que pretende ingressar no mercado de trabalho).

Na localização contrária da tabela do gabinete de estatísticas europeu encontra-se a Áustria (com 4,9% da população activa desempregada), a Alemanha (5%) e o Luxemburgo (6,1%).

A taxa de desemprego na Zona Euro fixou-se em 12%, a mesma taxa que é verificada desde Outubro do ano passado e aquela que era já antecipada pelos economistas ouvidos pela Bloomberg. Na comparação homóloga, a taxa era também de 12%. Na União Europeia, o valor ficou em 10,8%, também inalterado desde Outubro.

Havia, em Janeiro, 26.231 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia, 19.175 milhões das quais pertencentes a países da Zona Euro.

Portugal lidera na comparação homóloga

Na comparação homóloga (Janeiro de 2014 com o mesmo mês de 2013), há uma descida da taxa de desemprego. Os 15,3% registados este ano comparam com os 17,6% alcançados um ano antes. São 2,3 pontos percentuais.

Neste aspecto, Portugal até está na linha da frente. Só a Letónia, cuja taxa desceu de 14,3% para 11,5%, apresentou uma maior quebra do desemprego que Portugal. Seguem-se Hungria, Irlanda e Lituânia. Já os maiores aumentos foram protagonizados por Chipre, Grécia, Croácia e Itália.

Taxa jovem em Portugal avança para 34,7%

Observando a variação mensal, a taxa de desemprego jovem avançou, não se mantendo inalterada como quando se analisa a taxa total. Os jovens têm sido a camada da população mais afectada pelo desemprego, numa altura de crise na Zona Euro, em que as medidas de austeridade e de consolidação orçamental tiveram um forte impacto no crescimento económico.

Em Janeiro, 34,7% da população activa com menos de 25 anos estava desempregada. O número representa uma subida face aos 34,4% atingidos em Dezembro de 2013. Apesar da subida, o valor fica aquém dos 34,8% alcançados em Novembro. Em Janeiro de 2013, a taxa estava em 40,3%.

O valor do primeiro mês de 2014 indica que 130 mil jovens com menos de 25 anos estão desempregados, mais mil do que em Dezembro.

A subida do desemprego jovem em Portugal compara com a estagnação da taxa em 24% em Janeiro. Na UE, a taxa passou de 23,3% para 23,4%.

Na Alemanha, a taxa de desemprego jovem caiu uma décima para 7,6% ao passo que, na Irlanda, a taxa avançou de 25,7% para 26%. Em Itália, a taxa passou de 41,7% para 42,4%.
 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quedas superiores a 6% da JM e Mota-Engil penalizam bolsa nacional

O PSI-20 acompanha a tendência negativa dos congéneres europeus, numa altura em que o ganho da Galp Energia trava maiores perdas.
O principal índice da bolsa nacional desvaloriza 1,30% para 7.246,39 pontos, com 16 acções em queda e três a cair (o PSI-20 negoceia com 19 cotadas após a saída da Sonaecom a 24 de Fevereiro). Entre os congéneres europeus a tendência também é de queda, com os índices a corrigirem de máximos de cerca de seis anos e com os investidores a aguardarem a divulgação de indicadores económicos nos Estados Unidos (vendas de casas novas). 
 
Por cá, a Jerónimo Martins cai 6,53% para  12,16 euros e é o título que mais pressiona a bolsa nacional. A retalhista já afundou, aliás, 7,23% depois de ontem, já após o fecho do mercado, ter reportado os seus resultados referentes a 2013. A dona dos supermercados Pingo Doce terminou o ano com um aumento dos lucros de 6% para 382,3 milhões de euros, com os analistas a destacarem a queda acentuada das margens na Polónia.
 
Ainda no retalho, a Sonae perde 2,20% para 1,292 euros.
 
A Mota-Engil também está a ser determinante para a tendência negativa do mercado nacional ao cair 7,31% para 4,795 euros. As acções da construtora foram suspensas entre as 8h00 e as 10h00 desta quarta-feira, devido ao processo de venda de acções por parte da Família Mota e da própria construtora.
 
As acções da Mota-Engil regressaram à negociação com uma quebra em torno de 5%, depois de duas horas sem trocarem de mãos. Neste momento perdem 7,31% para 4,795 euros, acima dos 4,65 euros praticados na venda de acções pela família Mota.
 
A descida em bolsa era antecipada pelo mercado, devido ao desconto feito na operação de venda a institucionais, embora o especialista da corretora XTB, Steven Santos, considere que a "notícia é muito positiva para a acção a médio prazo".
 
Ainda a penalizar a bolsa nacional, está a Portugal Telecom, que cai 1,25% para 3,247 euros. Nastelecomunicações, a Zon Optimus desvaloriza 1,59% para 5,26 euros enquanto a Sonaecom desliza 1,90% para 2,06 euros.
 
A banca também está a ser determinante para a tendência com BCP e BES a depreciarem 1,12% para 0,1942 euros e 1,52% para 1,359 euros, respectivamente. Já o Banco BPI escorrega 0,23% para 1,72 euros.
 
A travar maiores perdas está a Galp Energia, que avança 1,29% para 12,165 euros, contrariando, de resto, a tendência do sector, já que EDP e EDP Renováveis caem 0,29% para 3,05 euros e 0,69% para 4,727 euros, respectivamente. A participada da EDP anunciou hoje um aumento dos lucros de 7% para 135 milhões de euros.  

EDP Renováveis continua entre “preferidas” do BPI após resultados

A unidade de análise do BPI mantém a EDP Renováveis na lista de “preferidas” entre as cotadas a que atribui uma recomendação de “comprar”. A aposta é sustentada pelo resultado das alterações à regulação em Espanha, pelas perspectivas de crescimento nos EUA e pelo plano de venda de participações minoritárias em projectos eólicos.
O BPI Equity Research avalia as acções da EDP Renováveis em 5,35 euros por acção e atribui-lhes uma recomendação de “comprar”.  Além disso, a cotada está incluída na lista “core buy” onde reúne as cotadas por que tem preferência entre aquelas a que atribui a recomendação de compra.
 
O banco refere que a eólica portuguesa apresentou resultados em linha com esperado pela generalidade dos analistas e “amplamente em linha” com as estimativas do próprio BPI. Além do potencial de valorização de 12,9% que o preço-alvo confere às acções, o banco destaca outros três aspectos que justificam a preferência pelas acções.
 
“Um resultado melhor do que esperado das alterações à regulação de Espanha, perspectivas melhoradas para o mercado norte-americano e futuros negócios com participações minoritárias – com a CTG ou outros parceiros – deverão continuar a suportar a tendência de melhoria”, explica a nota de análise a que o Negócios teve acesso.
 
A regulação em Espanha teve, desde Julho, um impacto negativo de 71 milhões de euros no EBITDA. No país, o resultado líquido do quarto trimestre diminuiu 9% face ao período homólogo. Uma quebra justificada pelas alterações à regulação já que a geração de electricidade aumentou em 15%.
 
Nos Estados Unidos da América, o preço médio de venda por mega watt/hora (MWh) foi de 48,6 dólares, o que representa um crescimento de 3% face ao último trimestre de 2012, segundo o BPI. No resto das geografias, o preço médio de venda diminuiu mas a eólica compensou a tendência com o aumento da geração de electricidade. O resultado líquido aumentou 30% nos últimos três meses de 2013.

"Missão Crescimento" sugere crescimento da economia através do investimento

"Think tank" propõe medidas como a simplificação fiscal e a melhoria das infra-estruturas com vista ao aumento da atractividade do investimento.
Portugal tem estado muito voltado para o mercado interno e com essa orientação não se resolveu o problema do crescimento negativo da economia. Por isso mesmo, os pensadores da plataforma "Missão Crescimento" defendem a mudança para a atractividade e competitividade para aumentar o investimento em Portugal. 
 
"Portugal tem de se voltar a concentrar na dimensão externa e modos de competição da sociedade", destacou Jorge Marrão, membro da direcção da associação "Missão Crescimento", um “think tank” lançado há dois anos e que conta com o apoio do Fórum de administradores de Empresas, da Ordem dos Economistas, da Ordem dos Engenheiros, da Associação Comercial do Porto e do Projecto Farol.
 
Durante a apresentação do primeiro boletim trimestral da plataforma, dedicado ao tema da atractividade, na Ordem dos Economistas, Jorge Marrão insistiu na ideia de que Portugal tem de "encontrar capacidades para estar nos programas europeus de investimento" e isso consegue-se através da transferência dos "activos para o exterior". 
 
Esta orientação da economia portuguesa para "o investimento externo", e para um "modo de exportação muito mais agressivo" vai determinar por sua vez um conjunto de infra-estruturas e de políticas, que passam por exemplo pela simplificação fiscal, reduzindo também a Burocracia em matérias relacionadas com Licenciamentos e autorizações. Além disso, a plataforma sugere que o futuro passa por uma "diversificação de fontes de financiamento da economia", em particular "dinamização do recurso ao mercado de capitais".
 
A ideia de que a economia portuguesa "vai ter de voltar a crescer através do investimento" foi também repetida por Esmeralda Dourado, presidente do conselho geral da associação "Missão Crescimento".
 
O ex-ministro da saúde Luís Filipe Pereira, também da direcção da plataforma, acrescentou que "o desejável é que o investimento seja financiado pela poupança interna".

Governo vai tornar mais fácil retirar subsídio a desempregados

Centros de emprego vão passar a enviar segundas convocatórias por correio registado automaticamente. O objectivo é contrariar a descida do número de anulações, que em dois anos cairam 39%
Os centros de emprego vão passar a enviar automaticamente uma segunda convocatória aos desempregados por correio registado. A decisão, anunciada esta quarta-feira pelo Governo, foi discutida com a troika e tem como objectivo facilitar a anulação de desempregados subsidiados.
 
Os dados divulgados esta segunda-feira pela Comissãode Recursos do IEFP revelam que o número de anulações de desempregados que recebem subsídio por incumprimento das obrigações previstas na lei caiu acentuadamente,num recuo de 39% nos últimos dois anos, tal como o Negócios então noticiou.
 
Em tempo de crise, os desempregados são mais cumpridores, mas essa não é a única explicação: o relatório referia que para esta evolução terá contribuido o facto de as primeiras convocatórias terem deixado de ser sempre enviadas em correio registado. Desde 2012 que a primeira convocatória é feita por correio normal. A segunda deve ser feita por correio registado, mas o problema é que nem sempre os centros de emprego procedem ao segundo envio.
 
Esta quarta-feira o secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, explicou que a diminuição do envio de cartas em correio registado teve como objectivo evitar "um custo elevadíssimo".
 
Mas acrescentou também que a questão foi discutida com a troika e que foram tomadas novas decisões.
 
Assim, a partir de Março, haverá "uma alteração ao sistema informático que permitirá que a segunda convocatória seja emitida automaticamente", anunciou Octávio Oliveira.
 
O objectivo é garantir "maior eficiência nesse processo", acrescentou o secretário de Estado, que foi presidente do IEFP.
 
O secretário de Estado não o disse, mas o custo do envio por correio registado poderá ser compensado através de poupanças nos custos com subsídio de desemprego.

PSD prefere saída com programa cautelar por prudência

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Miguel Frasquilho afirmou esta quarta-feira que o partido transmitiu à troika a preferência por uma saída do actual resgate com um programa cautelar por razões de prudência, desde que as condições sejam favoráveis.
"O que transmitimos à troika é que, caso as condições sejam favoráveis, um programa cautelar nos pareceria mais prudente tendo em conta, por exemplo, que os juros da dívida pública portuguesa a dez anos se encontram ainda nesta altura acima do que a Irlanda registava quando saiu do programa", disse o deputado.
 
Miguel Frasquilho, que falava após uma reunião dos chefes de missão da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) no Parlamento com os deputados que integram a comissão parlamentar que acompanha a implementação das medidas do programa, disse ainda que questionou a 'troika' sobre as medidas impostas à Irlanda para aceitar um programa cautelar.
 
Segundo o deputado, o PSD terá confrontado a troika com informações segundo as quais os parceiros europeus teriam imposto à Irlanda condições de tal forma gravosas para que pudesse aceitar um programa cautelar, que isso levou o país a rejeitar essa opção.
 
Assim, disse o deputado, a preferência do PSD expressada pelo grupo parlamentar nesta reunião seria uma saída com um programa cautelar, desde que com condições favoráveis.
 
A resposta da 'troika', segundo o deputado, foi que no final caberia ao Governo português tomar a decisão, sem no entanto confirmar ou desmentir as condições gravosas impostas no cautelar nem expressar qualquer preferência.
 
Miguel Frasquilho disse ainda que o PSD expressou na reunião "total abertura para a existência de consensos e também de entendimentos alargados, não só na sociedade portuguesa, mas no espectro político também, nomeadamente com o PS", uma vez que considera que o ajustamento terá de continuar e para além dos próximos dois ou três anos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ALERTA ED: CGD cobra comissões nas transferências pela Internet

A CGD passou a cobrar comissões nas transferências 'online' inferiores a 100 mil euros para outros bancos em Portugal, juntando-se ao BCP e ao Santander, enquanto BPI e BES continuam a isentar os clientes deste encargo.

O custo de 0,52 euros - 50 cêntimos de comissão e dois cêntimos de imposto do selo - introduzido pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) aplica-se quando um cliente faz pela Internet uma transferência nacional para uma conta de outro banco, o que até recentemente era gratuito.
O preçário do banco público já indica a cobrança da comissão desde 01 de janeiro. No entanto, apesar da entrada em vigor nessa data, só nos últimos dias a CGD começou de facto a cobrar estes 0,52 euros aos clientes, independentemente do valor envolvido na transferência.
"Entrou em vigor a 01 de janeiro, mas a efetivação da cobrança começou a 19 de fevereiro", disse à Lusa fonte oficial da CGD.
A Caixa junta-se, assim, ao BCP e ao Santander Totta na cobrança de comissões em transferências de montantes inferiores a 100 mil euros, mesmo nas operações nacionais feitas nas páginas dos bancos na internet ['homebanking'], sem intervenção de operador.
Segundo os preçários dos principais bancos a operar em Portugal, o BCP cobra um euro nas transferências interbancárias até mil euros, aumentando o encargo consoante o montante transferido, que atinge o máximo de 19,50 euros a partir de 100 mil euros. Já no Santander Totta são cobrados 1,25 euros em transferências inferiores a 100 mil euros, não especificando o banco no seu preçário comissões para valores superiores.
Por sua vez, o BES isenta de comissão todas as transferências independentemente do valor, desde que efetuadas pelo 'homebanking', enquanto o BPI não cobra comissão nas transferências feitas pela Internet até 100 mil euros, sendo que a partir desse valor aplica 15 euros.
Já as transferências feitas através das caixas Multibanco estão isentas em todas as instituições financeiras.
O aumento e a criação de comissões pelos bancos têm sido usados como uma forma de contornar a queda do negócio bancário. No final do ano passado, vários analistas do setor consideraram à Lusa que os bancos podiam voltar aos lucros este ano e apontaram como um dos fatores precisamente o aumento das receitas geradas pelo comissionamento.
Segundo as apresentações de resultados dos bancos, em 2013, as comissões líquidas geraram ao grupo CGD 522,043 milhões de euros, menos 3,8% do que no ano anterior, enquanto no BCP esta receita aumentou 1,2% para 663 milhões de euros.
Já o BPI registou comissões e outros proveitos (líquidos) de 310,3 milhões de euros no ano passado, mais 6,6% do que em 2012, e o BES ganhou 693,4 milhões de euros em comissões nos serviços a clientes, menos 16,3%.
Por fim, o Santander Totta teve uma queda de 1,2% nas comissões líquidas e outros resultados da atividade bancária para 307,9 milhões de euros.

 
 

Paulo Portas: “As exportações portuguesas ultrapassaram as previsões do FMI”



“Há quatro anos que estamos a subir as exportações e isso fala por si”, afirmou Paulo Portas que responde assim às críticas feitas pelo FMI no relatório da décima avaliação do programa de ajustamento português.
O vice-primeiro-ministro Paulo Portas anunciou, esta terça-feira, 25 de Fevereiro, em conferência de imprensa com o ainda presidente do Aicep, Pedro Reis, que as exportações de bens e serviços portuguesas cresceram 5,7% em 2013 em relação ao ano anterior, citando dados do Banco de Portugal. Portas respondeu às críticas feitas nesta matéria pelo FMI no 10º relatório da instituição ao programa de assistência financeira. “Há quatro anos que estamos a subir as exportações e isso fala por si”, sintetizou.  

Portas realçou que estes números são sustentáveis porque se trata do quarto ano consecutivo em que os valores nominais sobem, e que o último ano até foi o melhor de sempre das exportações em Portugal. “Os dados são estes, mais 4,9% de exportações em bens, mais 7,7% em serviço, aumento da quota de mercado, aumento do número de exportadoras, maior peso no PIB de sempre”, enumerou. De seguida lançou a questão retórica. “É pouco?”. Para de seguida responder: “É bastante”.

No que diz respeito, ao crescimento das exportações ter sido conseguido em grande medida devido ao crescimento da venda de combustíveis para o exterior, Paulo Portas admitiu que o seu aumento valeu 1/3 do crescimento total das exportações, mas que estes produtos representam 7,3% do total. O número dois do executivo salientou ainda outros sectores como o
 
Paulo Portas anunciou hoje em conferência de imprensa que em 2013 as exportações de bens aumentaram 4,9%, as vendas de serviços 7,7%. Houve ainda uma subida da quota de mercado, do número de exportadoras,e que as exportações tiveram o maior peso no PIB de sempre.
calçado (+7,8), têxteis (+5,5%), produtos agrícolas (+5,5%) e madeira e cortiça (+4,2%) também cresceram de forma significativa.

“Esta é uma proeza das empresas, dos empresários e dos trabalhadores portugueses. Estes valores ultrapassam em muito, muitas estimativas, por exemplo, do FMI que era de 2,9%”, glorificou Portas.



O governante justificou a conferência de imprensa com o facto de só agora serem conhecidos os dados consolidados das vendas para o exterior tanto de bens como de serviços. E se os bens cresceram 4,9% entre 2013 e 2012, os serviços aumentaram 7,7% no mesmo período. “Cada vez que ganhamos quota nas exportações estamos a ganhar retaguarda em Portugal. Estes são números indiscutíveis”, reforçou.

Paulo Portas enfatizou que o ano passado foi o melhor de sempre em termos de exportação também em volume de negócio, com um total de 68,2 milhões de euros, mais 3,7 milhões de euros do que no ano anterior, e mais seis mil milhões do que em 2011. Também no peso do PIB, 2013 foi um ano record na economia portuguesa, com as exportações a valerem 41%, ao passo que em 2012 representaram 39%, e um ano antes 36%. “Quando o país estava em recessão nunca o neguei e agora que o país está a crescer também não nego”, resumiu.

Mais 712 empresas a exportar em 2013

Na senda de desfiar dados que demonstravam a solidez da sustentabilidade do crescimento das exportações, Portas disse que no ano passado houve 22.685 empresas a exportar, mais 712 do que em 2012. Segundo os dados apresentados, por exemplo em relação há quatro anos, há agora mais 4.900 empresas a exportar.

Em relação aos mercados de exportação, a Espanha continua a liderar ao valer 20% do total, seguida de França com 12,4%, e a Alemanha 11%.


O presidente de AICEP tomou a palavra de seguida mas o discurso manteve a tónica, tentando contrapor a ideia de que o crescimento das exportações em Portugal, veiculada pelas instituições internacionais,
Esta conferência de imprensa é sobre exportações e o doutor Pedro Reis ainda não é exportável
 
Paulo Portas, vice-primeiro ministro
 aconteceu devido aos combustíveis e que não é sustentável. Pedro Reis disse ainda então que a taxa de cobertura das exportações pelas importações é a melhor de sempre desde 1943, com um “superavit” de 2,8 mil milhões de euros.  Portugal vendeu ao exterior 68,2 mil milhões de euros e comprou 65,4 mil milhões de euros.  





O vice-primeiro ministro prognosticou ainda um novo crescimento das exportações este ano. No final, Paulo Portas fez um elogio ao mandato de Pedro Reis na Aicep (terminou funções em Dezembro e espera agora o anúncio do substituto), mas não quis falar da sucessão. E terminou os 11 minutos em respondeu às questões dos jornalistas desta forma: “Esta conferência de imprensa é sobre exportações e o doutor Pedro Reis ainda não é exportável”, frisou.
 

Grupo EDP e retalho levam PSI-20 ao fecho mais elevado desde Julho de 2011

A bolsa nacional ganhou terreno pelo terceiro dia, num dia de máximos para várias empresas. A Europa voltou a ganhar terreno, mantendo-se em torno dos valores mais elevados dos últimos seis anos.
O principal índice da Bolsa de Lisboa continua a ganhar terreno. Há três sessões a avançar, o PSI-20 somou hoje 0,47% para os 7.341,93 pontos. É a pontuação de fecho mais elevada desde Julho de 2011, ou seja, há dois anos e meio.

Fevereiro tem sido um mês positivo para o índice nacional. Em 17 sessões, 11 foram de ganhos. Neste mês, o PSI-20 acumula uma valorização de 9,6%.

As bolsas europeias marcaram um avanço mais ligeiro que o PSI-20, 0,1%, numa altura em que continuam em torno de um máximo superior a seis anos. As preocupações com o crescimento na China, que poderá ser afectado por problemas no mercado imobiliário, e os resultados aquém do esperado de grandes empresas europeias foram os responsáveis por um avanço tímido.

No que diz respeito à Zona Euro, a Comissão Europeia revelou as previsões de Inverno, em que antecipa um crescimento de 1,2% na união monetária. As estimativas para Portugal foram mantidas, mas é expectável que a previsão para 2014 venha a apontar para uma expansão do produto interno bruto superior a 1%.

Em Lisboa, a subida justificou-se, sobretudo, pelo Grupo EDP. Há cinco sessões consecutivas a ganhar, a eléctrica somou esta terça-feira 1,22% para encerrar nos 3,059 euros, uma cotação inédita desde Janeiro de 2010. O Espírito Santo Investment Banking elevou a recomendação que atribui à eléctrica liderada por António Mexia de “manter” para “comprar”.


A EDP Renováveis também esteve em alta, ao terminar nos 4,76 euros, reflexo de uma subida de 0,85%. A companhia liderada por João Manso Neto atingiu um máximo desde Janeiro de 2012 um dia antes de apresentar os resultados relativos a 2013. O Millennium ib melhorou a avaliação que faz aos títulos da Renováveis.

Sonae em máximo de seis anos

A puxar por Lisboa também se destacou o sector do retalho. A Jerónimo Martins, na sessão antes de apresentar contas relativas a 2013, somou 0,85% para 13,01 euros.

A Sonae SGPS terminou os 1,321 euros, com um avanço de 2,8%, terminando no valor mais elevado desde o início de 2008, há mais de seis anos.

Banca mista
 
A banca fechou com uma tendência mista. O BCP mantém-se em torno dos 20 cêntimos mas sem os alcançar. Esta terça-feira, o banco sob o comando de Nuno Amado fechou nos 19,64 cêntimos, graças a uma subida de 0,26%. O BPI ganhou 0,94% para 1,724 euros.

Em sentido inverso, fechou o BES, com uma quebra de 0,58% para 1,38 euros, sendo que a “holding” que o controla, o ESFG, caiu uns ligeiros 0,04% para 4,82 euros. O Banif terminou inalterado em 1,17 cêntimos.

Zon em queda, PT em alta
 
As telecomunicações também encerraram divididas. A Portugal Telecom somou 0,95% para terminar o dia nos 3,288 euros. Já a Zon Optimus deslizou 1,02% a negociar nos 5,345 euros. A Sonaecom, que já não se encontra no PSI-20, cedeu 3,23% para 2,10 euros.

Em destaque no PSI-20 esteve a Altri. A companhia detida por Paulo Fernandes (detentor da Cofina, que é proprietária do Negócios) avançou 3,06% para fechar em 2,866 euros tendo, durante a sessão, tocado no valor mais elevado desde Setembro de 2007.

Nota ainda para a Mota-Engil, que se valorizou 1,95% e encerrou em 5,137 euros, a cotação mais elevada desde que as acções deixaram de dar direito a ser-se accionista da subsidiária africana.

Receitas fiscais crescem 10% em Janeiro

O aumento de 24,2% do IRS foi determinante para o crescimento da receita fiscal.
A receita fiscal líquida do Estado do mês de Janeiro ascendeu a 2,95 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 10% face ao período homólogo e a um crescimento nominal de 270 milhões de euros, revela, em comunicado, o Ministério das Finanças.

“Este forte crescimento em Janeiro de 2014 representa o segundo maior aumento da receita fiscal no primeiro mês do ano nos últimos 10 anos, consolidando a tendência de crescimento observada em 2013”, sublinha o comunicado.

A mesma fonte acrescenta que a receita fiscal de Janeiro “supera o objectivo de crescimento previsto no Orçamento do Estado para 2014”.

Cobrança voluntária do IVA sobe 8%

O desempenho da receita fiscal resultou mais do aumento de 19,7% da receita dos impostos directos. Destaque para as receitas do IRS , que aumentaram 24,2%.Já os impostos indirectos, registaram um crescimento de 3%, com o IVA a crescer 4,2%.

“Em particular, relativamente ao IVA, refira-se que a respectiva cobrança voluntária cresceu 8% face ao período homólogo, o que corresponde a um crescimento mensal expressivo de cerca de 95 milhões de euros", sublinha a mesma fonte.

“ Esta evolução evidencia a recuperação da actividade económica e a crescente eficácia das novas medidas de combate à evasão fiscal e à economia paralela, em resultado da reforma da facturação e da reforma dos documentos de transporte”, conclui o comunicado.

Já a receita líquida do IRC registou uma variação negativa de 12,7%, face a igual mês de 2013. Um efeito “explicado pelo aumento extraordinário da receita de IRC em Janeiro de 2013, em resultado da antecipação da distribuição de dividendos, ocorrida em Dezembro de 2012”.

Portugal fecha Janeiro com saldo orçamental positivo



O saldo orçamental de Portugal foi positivo, em Janeiro, de acordo com o Ministério das Finanças. Já no ano passado se tinha verificado esta realidade, mas no primeiro mês deste ano o excedente foi superior.
“O saldo global da Administração Central, em Janeiro de 2014, cifrou-se em 399,5 milhões de euros, o qual compara com um défice de 167,5 milhões de euros em igual período do ano passado”, revela o comunicado.

A contribuir para esta evolução do saldo orçamental esteve o aumento de 10,4% das receitas fiscais. No total, o Estado encaixou 3,05 mil milhões de euros com as receitas fiscais, dos quais 1,7 mil milhões em impostos indirectos e os restantes 1,35 mil milhões de euros através de impostos directos.

Entre as receitas provenientes de impostos directos – que aumentaram 19,7% - destaque para o crescimento de IRS, cujas receitas cresceram 24,2% face ao mesmo período do ano passado. Já as receitas de IRC diminuíram 12,7%, uma vez que em 2013 verificou-se uma receita extraordinária ligada à antecipação do pagamento de dividendos em Dezembro de 2012.

Nos impostos indirectos, destaque para o imposto sobre veículos, cuja receita aumentou 29,3%. IVA, imposto sobre tabaco e imposto de selo também registaram aumentos nas receitas.

A despesa efectiva diminuiu 3,8% para 3,97 mil milhões de euros, num mês em que os encargos com os juros da dívida pública caíram 13,7% para 94,9 milhões de euros, segundo a execução orçamental publicada no site da Direcção-Geral do Orçamento.

A despesa com pessoal registou um aumento de 0,4%, que é justificado essencialmente com o “pagamento de indemnizações por cessação de funções no âmbito do programa de Rescisões por Mútuo Acordo”.

No lado da despesa destaque para o aumento de 120,4% dos encargos com os subsídios, um comportamento que “resulta essencialmente das medidas de política de emprego e de formação profissional, em face do elevado volume de candidaturas aprovadas em 2013, em particular nos últimos meses do ano, com repercussões na execução da despesa nos primeiros meses de 2014”, revela ainda a execução orçamental.
 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CTT valem mais do que as três empresas que saem do PSI-20 juntas



Os CTT apresentam uma capitalização bolsista superior ao valor de mercado conjunto entre Sonaecom, Sonae Indústria e Cofina. As empresas que entram no PSI-20 valem quase o dobro das que saem.
As anunciadas trocas no principal índice da Bolsa de Lisboa, com a integração dos CTT, da Teixeira Duarte e da Impresa, trazem consigo uma maior capitalização bolsista ao índice. As três empresas que integram o PSI-20 apresentam um valor de mercado que quase duplica o das três cotadas que o abandonam. Aliás, sozinhos, os Correios de Portugal valem mais do que a Sonaecom, Sonae Indústria e Cofina.

A empresa de serviço postal, liderada por Francisco Lacerda (na foto), fechou a sessão em bolsa desta segunda-feira a cotar nos 7,42 euros, o valor mais alto desde que entraram em bolsa. Os CTT ficam avaliados em 1.113 milhões de euros. Um montante que supera os menos de 1.000 milhões que, juntas, somam as três empresas que deixam de integrar o PSI-20.

A Sonaecom, que até já deixou o PSI-20 na sexta-feira, na sequência da oferta pública de aquisição sobre as suas acções que estavam nas mãos de minoritários, é a que mais conta para os cerca de 976 milhões de euros. As quedas das últimas sessões têm sido intensas e já retiraram milhões à sua capitalização bolsista, deixando-a nos 795 milhões de euros. A Sonae Indústria vale pouco mais de 116 milhões de euros, enquanto a Cofina, dona do Negócios, se fica por uma capitalização de 65 milhões.

Ao contrário da Sonaecom, tanto a cotada do sector industrial como a de media só abandonam o índice a 21 de Março, como anunciou a gestora da bolsa nacional, a Euronext, na sexta-feira passada.

Em substituição das três empresas, entram para o PSI-20 a Impresa e a Teixeira Duarte, além dos CTT. A construtora vale 470 milhões de euros em bolsa. A proprietária da SIC tem um valor de mercado de 264 milhões. Em conjunto, as três companhias que passam a cotar no PSI-20 a 24 de Março valem pouco menos de 1.850 milhões, quase duplicando o valor daquelas que vão substituir.

Os efeitos da promoção já são incluídos nestes cálculos, embora a alteração só se efective dentro de um mês. De acordo com analistas ouvidos pelo Negócios, a Teixeira Duarte será a empresa que mais tem mais a ganhar com esta integração no PSI-20, seguida da Impresa. A entrada dos CTT, já esperada desde Dezembro (quando entrou em bolsa), é a que menos poderá dar a ganhar à empresa.

15 empresas com mais de mil milhões

Ao fecho de hoje, as 19 empresas que compõem o PSI-20 (como referido, a Sonaecom já não o integra) têm uma capitalização bolsista conjunta de 62,45 mil milhões de euros. Das 19 cotadas, 15 têm um valor de mercado superior a mil milhões. A EDP é a mais valiosa, com uma capitalização de 11 milhões, seguida da Galp, com um valor de mercado de 9,97 mil milhões.

Bolsa ganha mais de 1% e sobe pela segunda sessão consecutiva

O PSI-20 foi impulsionado essencialmente pelo Grupo EDP, que encerrou em novos máximos, e pelos fortes ganhos da banca.
O principal índice da bolsa nacional subiu 1,10% para os 7.307,70 pontos, com 16 empresas em alta e três em queda. No resto da Europa, o sentimento é maioritariamente positivo, com excepção para o índice grego, que cede quase 3%.

Por cá, a EDP somou 1,07% para os 3,022 euros, encerrando no valor mais elevado de Janeiro de 2010. Já a EDP Renováveis tocou máximos de Janeiro de 2012 nos 4,72 euros, com um ganho de 1,70%.

O Caixa BI emitiu uma nota de análise a que o Negócios teve acesso, onde revela que, em 2013, a EDP Renováveis deverá ter obtido receitas no valor de 1.349 milhões de euros, um crescimento de 5% face ao ano anterior, e um resultado líquido de 129 milhões de euros, mais 2% do que em 2012.

Em destaque pela positiva esteva também o sector financeiro, com o BES a avançar 2,97% para 1,388 euros. O BPI avançou 2,52% para 1,708 euros e o BCP subiu 1,29% para 0,1959 euros.

No restante sector energético, a Galp Energia somou 0,97% para os 12,025 euros.

Nas telecomunicações, a Portugal Telecom também impulsionou com uma valorização de 0,77% para os 3,257 euros.  Já a Zon Optimus cedeu 0,18% para 5,40 euros enquanto a Sonaecom, que a partir desta segunda-feira não negoceia no PSI-20, desvaloriza 2,91% para 2,17 euros.
No retalho, a Jerónimo Martins travou maiores ganhos com uma queda de 1% para 12,90 euros e a Sonae, que esta manhã chegou a negociar nos 1,30 euros – o valor mais elevado desde 2008 – somou 0,39% para 1,285 euros.

 Já duas empresas que vão passar a integrar o PSI-20 a partir do dia 24 de Março também, tocaram máximos.

 Os CTT, a Teixeira Duarte e a Impresa sobem ao principal índice da bolsa portuguesa substituindo a Cofina, a Sonae Indústria e a Sonaecom.

 A Impresa, dona da SIC e do "Expresso", avançou 3,29% para 1,57 euros. Contudo, a empresa liderada por Pedro Norton chegou a subir 5,26% para 1,60 euros (o valor mais elevado desde Setembro de 2010).

Os CTT ganharam 0,82% para os 7,42 euros, o valor mais elevado desde a sua entrada em bolsa em Dezembro do ano passado.
 

IGCP recompra dívida de 2014 e 2015 na quinta-feira

O Tesouro português vai procurar reduzir as necessidades de reembolso de dívida de 2014 e 2015 através de um leilão de recompra. Serão visadas as mesmas linhas de crédito que foram reduzidas pela operação de troca de Dezembro.
O Tesouro português vai na quinta-feira, 27 de Fevereiro, procurar reduzir as necessidades de reembolso de dívida de 2014 e 2015 através de um leilão de recompra. Serão visadas as mesmas linhas de crédito que foram reduzidas pela operação de troca de Dezembro, informou o IGCP em comunicado.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) não se compromete com um montante indicativo, que diz estar "sujeito das condições de mercado", numa operação que será feita em modelo de "leilão invertido". Ou seja, são os investidores que apresentam as suas propostas de preço, que o IGCP poderá ou não aceitar.

Ao abrigo da linha de obrigações de Outubro de 2014 está emitido 5,87 mil milhões de euros e na de Outubro de 2015 9,242 mil milhões de euros, diz o IGCP.

O volume de ambas foi reduzido num total de 6,637 mil milhões de euros na operação voluntária de troca feita em Dezembro, em que estes títulos foram trocados por dívida para 2017 e 2018.

Em ambos os casos, o preço destas obrigações está acima do "par" (100), ou seja, o montante que será reembolsado na maturidade. Quem compra, neste momento, paga mais do que receberá na maturidade mas tem ainda direito aos cupões anuais fixos (3,6% na dívida a 2014 e 3,35% na dívida a 2015).

Rabobank diz que operação "bem sucedida" pode aproximar País de "saída à irlandesa"

Analistas do banco holandês Rabobank dizem que "recomprar estas duas obrigações irá reduzir de forma significativa as necessidades de refinanciamento de médio prazo" de Portugal.

"Uma operação bem sucedida poderá ajudar Portugal a obter um acordo cautelar no final do programa, em Maio, ou até mesmo alimentar a especulação de que o País poderá ter uma saída limpa, à irlandesa", diz o banco em nota de reacção ao anúncio da operação.
 

BESI no Brasil regista lucro de 12,79 milhões em 2013

O Banco Espírito Santo de Investimentos (BESI) no Brasil registou um crescimento de 32% no resultado líquido anual no final de 2013, divulgaram hoje fontes oficiais do grupo, que apresentam um cenário mais conservador para 2014.
O resultado líquido do banco no Brasil chegou a 40,99 milhões de reais (12,79 milhões de euros) em 2013, influenciado, principalmente, pelo crescimento da carteira de crédito, que aumentou 39% em relação a Dezembro de 2012, atingindo 2,1 mil milhões de reais (655 milhões de euros) no final do ano passado.

O director executivo do BESI global, Alan Fernandes, afirmou à Lusa que o banco teve um segundo semestre mais forte no Brasil, muito graças ao crédito para projectos de infra-estrutura, como rodovias, aeroportos e saneamento, que representaram 26% do volume total de crédito concedido.

"O sector [das infra-estruturas] é sensível a acções governamentais, a prazos e definição do modelo de concessão. No primeiro semestre de 2013, este cenário foi retraído, e, no segundo, acelerado", afirmou o responsável.

A estratégia para 2014, adiantou Alan Fernandes, é manter os projectos de infra-estrutura de longo prazo, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) do Brasil.

Carlos Guzzo, director de controlo de risco e planeamento do BESI-Brasil, realçou, por seu lado, que o crescimento de 2013 foi de "qualidade" e "selectivo", com um aumento dos depósitos e da qualidade dos activos.

Para 2014, os responsáveis do BESI prevêem um ano "mais conservador" em termos de resultados, admitindo que o crescimento poderá não ser "tão forte" como o verificado em 2013. "O primeiro semestre vai ter de ser mais forte, para vencer os desafios, inclusive de calendário, que serão colocados", afirmou Guzzo.

Os desafios para o BESI este ano, têm a ver com os efeitos da realização do Mundial 2014, em Junho e Julho, e das eleições presidenciais, em Outubro, na economia brasileira. No entanto, o segundo semestre do ano tende a ser mais "arrastado", com menos definições do ponto de vista das empresas, dos programas de investimento, da política económica e da decisão de investidores, adiantaram os executivos.

O banco espera um crescimento entre 10% e 15% do seu activo este ano (enquanto em 2013 foi de 21%), mas não revela o objectivo em termos de lucro líquido. Alan Fernandes realçou, no entanto, que alguns frutos do trabalho desenvolvido em 2013 ainda serão colhidos em 2014.
O director executivo do BESI sublinhou que o Brasil é "um dos vértices do triângulo estratégico" do banco - além dos mercados de África e da Península Ibérica -, e actualmente assume maior importância, devido a um crescimento menor da actividade nas outras geografias.

Como, em 2014, as expectativas para o Brasil são mais conservadoras, o gestor disse que o banco está a apostar no México, um país que tem apresentado um crescimento "significativo", bem como numa acção integrada no continente americano.

O BESI está no Brasil desde 2000. Em 2013, o volume total de depósitos da instituição, em "funding", foi de 2,9 mil milhões de reais (905 milhões de euros), 28% mais do que em 2012. Já as receitas com prestação de serviços caíram 7,6%, para 44,7 milhões de reais (13,9 milhões de euros).

Lucros da EDP deverão ter caído para 983 milhões em 2013

O CaixaBI estima que o EBITDA da eléctrica tenha crescido 1% para os 3,6 mil milhões de euros e que os resultados líquidos tenham caído 3% para os 983 milhões de euros.
Numa nota de “research”, os analistas da casa de investimento explicam que, “tal como nos primeiros nove meses, os resultados operacionais da EDP em 2013, deverão continuar a ser pressionados pelo desempenho dos contratos da produção de longo prazo”.

Além disso, acrescenta a mesma fonte, as novas taxas em Espanha e a redução da capacidade de pagamentos também terão afectado negativamente o desempenho da actividade liberalizada quer em Espanha quer em Portugal.

“O contributo da EDP Renováveis foi penalizado pelas novas regras em Espanha que vão implicar um declínio na média do preço de venda”, sublinham os especialistas.

A mesma fonte conclui: “não esperamos qualquer surpresa no conjunto de resultados da EDP. Na nossa opinião, o principal foco vai ser no desenvolvimento do processo de desendividamento e na venda de activos à China Tree Gorges”.

EDP fechou hoje a subir 1,07% para os 3,022 euros, encerrando no valor mais elevado de Janeiro de 2010.

Juro da dívida nacional a dez anos não supera 5% há seis sessões

As rendibilidades pedidas pelos investidores para trocar dívida portuguesa estão a cair em todos os prazos, ao contrário do que acontece nos restantes mercados europeus.
Os investidores continuam a reduzir a pressão sobre a dívida portuguesa. A taxa de juro associada às obrigações nacionais a dez anos está a deslizar e mantém-se sem ultrapassar a fasquia dos 5%.

A taxa de rendibilidade pedida pelos investidores, que evolui ao contrário do preço, está a cair 3,3 pontos base no mercado secundário, fixando-se nos 4,893%. Esta taxa tem vindo a marcar uma tendência descendente nos últimos meses, estando há seis sessões consecutivas sem tocar na barreira dos 5%. Era nestes valores que a taxa variava em Junho de 2010, ainda antes do pedido de resgate.

O comportamento de descida é sentido esta segunda-feira, 24 de Fevereiro, em praticamente todos os prazos. A “yield” a dois anos segue a perder 6,2 pontos para 2,268%. A cinco anos, a queda é muito ligeira, de 0,07 pontos base, para 3,827%.

Portugal tem vindo a verificar um alívio no mercado de dívida, acompanhando aquilo que acontece um pouco por toda a Europa, com uma menor pressão sobre os países que sofreram com a crise da dívida. Nesta sessão, o desempenho português é o oposto ao de países como Itália, França e Alemanha, em que os juros estão a avançar. Apenas Espanha apresenta um comportamento misto, com deslizes das taxas de juro nos prazos mais curtos.

A dívida nacional continua, contudo, a ser classificada como um investimento especulativo pelas agências de “rating”, embora venha a receber elogios por parte destas entidades. Neste momento, aproxima-se o final do programa de ajustamento económico e financeiro, marcado para 17 de Maio, altura em que terá de conseguir financiar-se sozinho, sem ajuda de investidores externos. Em causa está se esse percurso será feito de uma forma "limpa" (sem qualquer ajuda) ou através de uma linha cautelar (um crédito a utilizar quando necessário).

Acções do Benfica disparam mais de 30% após derrota do FCP

A cotação das acções da Benfica SAD dispararam mais de 30% no mercado accionista após a derrota do FC Porto contra o Estoril, que deixou os dragões a quatro pontos do líder do campeonato, numa altura em que as águias têm um jogo a menos.
Os títulos da SAD do Sport Lisboa e Benfica (SLB) dispararam 31,58% para 1,25% euros nesta segunda-feira, com o volume de negociação a ser de 60.985 títulos. A média de negociação nos últimos seis meses foi de 4.258 títulos por dia, segundo a Bloomberg.

A valorização das acções da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Benfica ocorre depois de o Futebol Clube do Porto (FCP) ter perdido, em casa, contra o Estoril-Praia. A derrota impediu o clube liderado por Pinto da Costa de se aproximar do Benfica, que lidera o campeonato com 46 pontos.

O FCP segue com 42 pontos depois de ter jogado a partida da vigésima jornada. O Benfica tem menos um jogo e pode ampliar a vantagem para uma diferença de sete pontos se ganhar esta noite, quando defrontar o Guimarães na Luz.

Apesar de ter recuado para o terceiro lugar e não ter aproveitado o jogo contra o quarto classificado para se aproximar do topo da tabela, o FCP também vê as suas acções valorizarem, embora com um reduzido número de acções transaccionadas. Os títulos da SAD do Porto subiram 4,55% para 0,46 euros com 1.100 títulos negociados. Já os do Sporting apreciaram 8,11% para 0,80 euros. Apenas 300 títulos mudaram de mãos.

No encalço do 11 de Jorge Jesus segue o Sporting Clube de Portugal, que ocupa a segunda posição da tabela classificativa com 44 pontos. A equipa de Alvalade já jogou a 20.ª jornada.

Número de casais com ambos os cônjuges desempregados sobe em Janeiro



O número de casais com ambos os cônjuges desempregados avançou 2% em Janeiro, face a igual mês de 2013, e atingiu os 13.250.
De acordo com os dados recolhidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Janeiro, havia mais 263 casais do que um ano antes a garantirem a sua sobrevivência com as prestações sociais de desemprego pagas pelo Estado.

Em Dezembro, o número de casais nesta situação fixou-se nos 12.713, o que representa um aumento de 4,2% em Janeiro, em termos mensais.

Segundo o IEFP, no final de Janeiro, estavam inscritos nos centros de emprego 669.668 desempregados, dos quais 48% eram casados ou viviam em união de facto, perfazendo um total de 320.572.

O universo dos casais desempregados em que ambos os cônjuges recebem prestações de desemprego representa assim uma fatia de 4,13% do número total de desempregados inscritos sinalizados como casados ou em situação de união de facto.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Peso da alta tecnologia nas exportações está a cair desde 2008

Os produtos portugueses de alta tecnologia (PAT) têm vindo a perder peso no total das vendas ao exterior, tendência que se nota, sobretudo, a partir de 2008.
Durante uma visita à nova sede da  farmacêutica Novartis, há duas semanas, Cavaco Silva defendeu a ideia de que Portugal tem de passar a exportar, acima de tudo, produtos de média e alta tecnologia, em vez de bens de média e baixa tecnologia.
As estatísticas mostram, porém, que o país ainda não atingiu esse patamar.  No ano que normalmente é referido como ponto de partida para atual crise financeira (2008), as exportações de PAT tinham um peso de 6,4%, o que significava então 2,4 mil milhões de euros num bolo total de 38,8 mil milhões de bens exportados.
No ano passado, os PAT representaram 3,4% e valiam 1,6 mil milhões de euros, isto é, menos 35% no espaço de cinco anos. Os dados foram fornecidos pelo INE ao DN/Dinheiro Vivo, mas não são consensuais.
A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) opta por preterir os dados do INE em favor das estatísticas do Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia, que utiliza o método da OCDE. O resultado é distinto, mas só em parte. De acordo com os resultados do GEE, referidos por fonte oficial da AICEP, em 2013, entre janeiro e novembro, os PAT registavam um peso de 6,8% nas exportações totais portuguesas, valor que compara com 10,5% do ano completo de 2008. Trata-se de uma queda de 3,7 pontos percentuais, mais acentuada, portanto, se compararmos com a registada pelo INE (queda de  três pontos percentuais entre 2008 e 2013).

Governo diz à troika que tem dinheiro para evitar cautelar

A República já tem dinheiro suficiente para aguentar todo o ano do pós-troika - junho de 2014 a junho de 2015 - sem ir ao mercado e, desse modo, afastar-se de forma evidente de um programa cautelar, que o governo já pressente como derrota política.

O PS joga com essa pressão. O Tesouro já tem pelo menos 8,2 mil milhões de euros depositados que cobrem metade das necessidades de financiamento de 2015, informou a Agência da Dívida Pública (IGCP). Esta informação - há verbas em caixa de sobra para percorrer em segurança os 12 meses críticos após o final do atual resgate - foi passada a vários investidores internacionais de peso e à missão da troika, que chegou a Lisboa na quinta-feira.

Corte de salários na lista da troika para a 11ª avaliação mas em Bruxelas há quem não concordeCorte de salários na lista da troika para a 11ª avaliação mas em Bruxelas há quem não concorde

A troika quer novos cortes nos salários. A medida deverá abranger o sector público e privado, defendem os credores internacionais. Mas o assunto parece não ser consensual dentro da Comissão, pois há cerca de duas semanas, numa visita a Lisboa, o vice presidente Antonio Tajani defendia uma subida dos salários em Portugal nos próximos anos.
 
Os relatórios da Comissão Europeia e do FMI sobre a décima avaliação ao programa de ajustamento são claros. Portugal terá ao longo de 2014 mais duas revisões remuneratórias na máquina do Estado. E até já têm um calendário definido.

A nova tabela única de suplementos deverá ser implementada em Junho e a revisão global de salários será concluída até Dezembro para entrar em vigor em 2015. O governo já tinha admitido estas medidas mas nunca se comprometeu com um calendário porque continua à espera do veredicto do Tribunal Constitucional sobre os cortes salariais aplicados no início do ano.

Mas os credores internacionais defendem que é preciso cortar também no privado. Primeiro foi o FMI a dizê-lo agora a Comissão Europeia subscreve. No relatório de Bruxelas sobre a 10ª avaliação,  pode ler-se que “os salários ainda estão sobreavaliados em cerca de 2% a 5%”. Mas o assunto parece não ser consensual dentro da Comissão. Há cerca de duas semanas, numa visita a Lisboa o vice presidente Antonio Tajani defendia uma subida dos salários em Portugal nos próximos anos.

"Portugal fez muito sacrifícios, e eu não um seguidor da troika. Agora há que trabalhar mais em favor do crescimento. Não podemos pedir só sacrifícios", disse Tajani ao Negócios. Para ele a reforma laboral "não pode ser uma solução final". E expressou um desejo. "Espero que nos próximos anos possamos fazer crescer os salários dos portugueses."

O Governo português já disse que não concorda com uma redução dos salários no privado. O Ministro da Economia diz que o ajustamento nas empresas já está feito.

Os técnicos da troika estão em Lisboa para a 11ª avaliação.
 

Siemens Portugal abre novo centro de operações e cria 150 empregos qualificados



A Siemens Portugal vai abrir em Abril mais um centro de operações mundial de tecnologias de informação, o 13.º em Portugal, e está em fase de recrutamento acelerado para preencher 150 postos de trabalho altamente qualificados.
Em declarações à agência Lusa, o diretor financeiro da Siemens Portugal e membro da comissão executiva, Miguel Guerreiro, sublinhou que a empresa "ganhou mais este centro" que "resulta do esforço de uma década", depois da abertura do primeiro em 2005, e que vai reforçar a posição portuguesa "como plataforma de tecnologias de informação".

Numa primeira fase, até ao fim de 2014, serão contratados 150 profissionais altamente qualificados, mas no final do ano será tomada a decisão sobre a contratação de mais 300 no próximo ano (segunda fase), sendo as áreas mais procuradas a engenharia eléctrica e electrónica, eletrotécnica, computação, sistemas informáticos, telecomunicações, entre outras.

"Temos dezenas de vagas e estamos em fase de recrutamento acelerado. Já foram contratadas dezenas de profissionais para começar as operações em Abril", disse Miguel Guerreiro, adiantando que o centro vai funcionar em Carnaxide, nas instalações da Siemens.

O novo centro está vocacionado para a área do 'Corporate Automation' e vai desenvolver 'softwares' estratégicos para a organização Siemens, que serão utilizadas nos 196 países onde a multinacional alemã está presente.

Esta será a 13.ª unidade de exportação da empresa em Portugal, sendo que actualmente cerca de 40% dos colaboradores (cerca de 700) da Siemens Portugal já estão dedicados a estes centros de competências.

"Esperamos conseguir ultrapassar a barreira dos 1.000 colaboradores [dos centros] nos próximos dois anos a exportar serviços de engenharia 'made in' Portugal", disse Miguel Guerreiro.

Na última década, os centros de competências da Siemens a funcionar em Portugal geraram mais de 400 milhões de euros de receitas, atuando nas áreas de energia, infraestruturas, saúde e serviços partilhados e fornecendo serviços dentro do mundo Siemens para mais de 40 países nos cinco continentes.

Em comunicado, o administrador delegado, Carlos Melo Ribeiro, destaca a localização do país, as relações privilegiadas com os países de língua portuguesa, a qualidade das instituições de ensino nacionais, afirmando que estes fatores "fazem do país uma verdadeira plataforma de negócios" e têm sido "críticos" para o sucesso da Siemens Portugal na captação de 13 centros de competências mundiais em menos de uma década.

Esta nova aposta da empresa, que está presente em Portugal há mais de 100 anos, surge após uma recente reestruturação do grupo Siemens, em que a casa mãe Siemens AG identificou Portugal como um dos 30 países líderes mundiais do grupo, ou seja, que integra um conjunto de países responsável por 85% da faturação da Siemens a nível global.