O Banco Espírito Santo de Investimentos (BESI) no Brasil registou um crescimento de 32% no resultado líquido anual no final de 2013, divulgaram hoje fontes oficiais do grupo, que apresentam um cenário mais conservador para 2014.
O resultado líquido do banco no Brasil chegou a 40,99 milhões de reais (12,79 milhões de euros) em 2013, influenciado, principalmente, pelo crescimento da carteira de crédito, que aumentou 39% em relação a Dezembro de 2012, atingindo 2,1 mil milhões de reais (655 milhões de euros) no final do ano passado.
O director executivo do BESI global, Alan Fernandes, afirmou à Lusa que o banco teve um segundo semestre mais forte no Brasil, muito graças ao crédito para projectos de infra-estrutura, como rodovias, aeroportos e saneamento, que representaram 26% do volume total de crédito concedido.
"O sector [das infra-estruturas] é sensível a acções governamentais, a prazos e definição do modelo de concessão. No primeiro semestre de 2013, este cenário foi retraído, e, no segundo, acelerado", afirmou o responsável.
A estratégia para 2014, adiantou Alan Fernandes, é manter os projectos de infra-estrutura de longo prazo, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) do Brasil.
Carlos Guzzo, director de controlo de risco e planeamento do BESI-Brasil, realçou, por seu lado, que o crescimento de 2013 foi de "qualidade" e "selectivo", com um aumento dos depósitos e da qualidade dos activos.
Para 2014, os responsáveis do BESI prevêem um ano "mais conservador" em termos de resultados, admitindo que o crescimento poderá não ser "tão forte" como o verificado em 2013. "O primeiro semestre vai ter de ser mais forte, para vencer os desafios, inclusive de calendário, que serão colocados", afirmou Guzzo.
Os desafios para o BESI este ano, têm a ver com os efeitos da realização do Mundial 2014, em Junho e Julho, e das eleições presidenciais, em Outubro, na economia brasileira. No entanto, o segundo semestre do ano tende a ser mais "arrastado", com menos definições do ponto de vista das empresas, dos programas de investimento, da política económica e da decisão de investidores, adiantaram os executivos.
O banco espera um crescimento entre 10% e 15% do seu activo este ano (enquanto em 2013 foi de 21%), mas não revela o objectivo em termos de lucro líquido. Alan Fernandes realçou, no entanto, que alguns frutos do trabalho desenvolvido em 2013 ainda serão colhidos em 2014.
O director executivo do BESI sublinhou que o Brasil é "um dos vértices do triângulo estratégico" do banco - além dos mercados de África e da Península Ibérica -, e actualmente assume maior importância, devido a um crescimento menor da actividade nas outras geografias.
Como, em 2014, as expectativas para o Brasil são mais conservadoras, o gestor disse que o banco está a apostar no México, um país que tem apresentado um crescimento "significativo", bem como numa acção integrada no continente americano.
O BESI está no Brasil desde 2000. Em 2013, o volume total de depósitos da instituição, em "funding", foi de 2,9 mil milhões de reais (905 milhões de euros), 28% mais do que em 2012. Já as receitas com prestação de serviços caíram 7,6%, para 44,7 milhões de reais (13,9 milhões de euros).
O director executivo do BESI global, Alan Fernandes, afirmou à Lusa que o banco teve um segundo semestre mais forte no Brasil, muito graças ao crédito para projectos de infra-estrutura, como rodovias, aeroportos e saneamento, que representaram 26% do volume total de crédito concedido.
"O sector [das infra-estruturas] é sensível a acções governamentais, a prazos e definição do modelo de concessão. No primeiro semestre de 2013, este cenário foi retraído, e, no segundo, acelerado", afirmou o responsável.
A estratégia para 2014, adiantou Alan Fernandes, é manter os projectos de infra-estrutura de longo prazo, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) do Brasil.
Carlos Guzzo, director de controlo de risco e planeamento do BESI-Brasil, realçou, por seu lado, que o crescimento de 2013 foi de "qualidade" e "selectivo", com um aumento dos depósitos e da qualidade dos activos.
Para 2014, os responsáveis do BESI prevêem um ano "mais conservador" em termos de resultados, admitindo que o crescimento poderá não ser "tão forte" como o verificado em 2013. "O primeiro semestre vai ter de ser mais forte, para vencer os desafios, inclusive de calendário, que serão colocados", afirmou Guzzo.
Os desafios para o BESI este ano, têm a ver com os efeitos da realização do Mundial 2014, em Junho e Julho, e das eleições presidenciais, em Outubro, na economia brasileira. No entanto, o segundo semestre do ano tende a ser mais "arrastado", com menos definições do ponto de vista das empresas, dos programas de investimento, da política económica e da decisão de investidores, adiantaram os executivos.
O banco espera um crescimento entre 10% e 15% do seu activo este ano (enquanto em 2013 foi de 21%), mas não revela o objectivo em termos de lucro líquido. Alan Fernandes realçou, no entanto, que alguns frutos do trabalho desenvolvido em 2013 ainda serão colhidos em 2014.
O director executivo do BESI sublinhou que o Brasil é "um dos vértices do triângulo estratégico" do banco - além dos mercados de África e da Península Ibérica -, e actualmente assume maior importância, devido a um crescimento menor da actividade nas outras geografias.
Como, em 2014, as expectativas para o Brasil são mais conservadoras, o gestor disse que o banco está a apostar no México, um país que tem apresentado um crescimento "significativo", bem como numa acção integrada no continente americano.
O BESI está no Brasil desde 2000. Em 2013, o volume total de depósitos da instituição, em "funding", foi de 2,9 mil milhões de reais (905 milhões de euros), 28% mais do que em 2012. Já as receitas com prestação de serviços caíram 7,6%, para 44,7 milhões de reais (13,9 milhões de euros).
Sem comentários:
Enviar um comentário