A troika quer novos cortes nos salários. A medida deverá abranger o sector público e privado, defendem os credores internacionais. Mas o assunto parece não ser consensual dentro da Comissão, pois há cerca de duas semanas, numa visita a Lisboa, o vice presidente Antonio Tajani defendia uma subida dos salários em Portugal nos próximos anos.
Os relatórios da Comissão Europeia e do FMI sobre a décima avaliação ao programa de ajustamento são claros. Portugal terá ao longo de 2014 mais duas revisões remuneratórias na máquina do Estado. E até já têm um calendário definido.
A nova tabela única de suplementos deverá ser implementada em Junho e a revisão global de salários será concluída até Dezembro para entrar em vigor em 2015. O governo já tinha admitido estas medidas mas nunca se comprometeu com um calendário porque continua à espera do veredicto do Tribunal Constitucional sobre os cortes salariais aplicados no início do ano.
Mas os credores internacionais defendem que é preciso cortar também no privado. Primeiro foi o FMI a dizê-lo agora a Comissão Europeia subscreve. No relatório de Bruxelas sobre a 10ª avaliação, pode ler-se que “os salários ainda estão sobreavaliados em cerca de 2% a 5%”. Mas o assunto parece não ser consensual dentro da Comissão. Há cerca de duas semanas, numa visita a Lisboa o vice presidente Antonio Tajani defendia uma subida dos salários em Portugal nos próximos anos.
"Portugal fez muito sacrifícios, e eu não um seguidor da troika. Agora há que trabalhar mais em favor do crescimento. Não podemos pedir só sacrifícios", disse Tajani ao Negócios. Para ele a reforma laboral "não pode ser uma solução final". E expressou um desejo. "Espero que nos próximos anos possamos fazer crescer os salários dos portugueses."
O Governo português já disse que não concorda com uma redução dos salários no privado. O Ministro da Economia diz que o ajustamento nas empresas já está feito.
Os técnicos da troika estão em Lisboa para a 11ª avaliação.
A nova tabela única de suplementos deverá ser implementada em Junho e a revisão global de salários será concluída até Dezembro para entrar em vigor em 2015. O governo já tinha admitido estas medidas mas nunca se comprometeu com um calendário porque continua à espera do veredicto do Tribunal Constitucional sobre os cortes salariais aplicados no início do ano.
Mas os credores internacionais defendem que é preciso cortar também no privado. Primeiro foi o FMI a dizê-lo agora a Comissão Europeia subscreve. No relatório de Bruxelas sobre a 10ª avaliação, pode ler-se que “os salários ainda estão sobreavaliados em cerca de 2% a 5%”. Mas o assunto parece não ser consensual dentro da Comissão. Há cerca de duas semanas, numa visita a Lisboa o vice presidente Antonio Tajani defendia uma subida dos salários em Portugal nos próximos anos.
"Portugal fez muito sacrifícios, e eu não um seguidor da troika. Agora há que trabalhar mais em favor do crescimento. Não podemos pedir só sacrifícios", disse Tajani ao Negócios. Para ele a reforma laboral "não pode ser uma solução final". E expressou um desejo. "Espero que nos próximos anos possamos fazer crescer os salários dos portugueses."
O Governo português já disse que não concorda com uma redução dos salários no privado. O Ministro da Economia diz que o ajustamento nas empresas já está feito.
Os técnicos da troika estão em Lisboa para a 11ª avaliação.
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