terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Portugal fecha Janeiro com saldo orçamental positivo



O saldo orçamental de Portugal foi positivo, em Janeiro, de acordo com o Ministério das Finanças. Já no ano passado se tinha verificado esta realidade, mas no primeiro mês deste ano o excedente foi superior.
“O saldo global da Administração Central, em Janeiro de 2014, cifrou-se em 399,5 milhões de euros, o qual compara com um défice de 167,5 milhões de euros em igual período do ano passado”, revela o comunicado.

A contribuir para esta evolução do saldo orçamental esteve o aumento de 10,4% das receitas fiscais. No total, o Estado encaixou 3,05 mil milhões de euros com as receitas fiscais, dos quais 1,7 mil milhões em impostos indirectos e os restantes 1,35 mil milhões de euros através de impostos directos.

Entre as receitas provenientes de impostos directos – que aumentaram 19,7% - destaque para o crescimento de IRS, cujas receitas cresceram 24,2% face ao mesmo período do ano passado. Já as receitas de IRC diminuíram 12,7%, uma vez que em 2013 verificou-se uma receita extraordinária ligada à antecipação do pagamento de dividendos em Dezembro de 2012.

Nos impostos indirectos, destaque para o imposto sobre veículos, cuja receita aumentou 29,3%. IVA, imposto sobre tabaco e imposto de selo também registaram aumentos nas receitas.

A despesa efectiva diminuiu 3,8% para 3,97 mil milhões de euros, num mês em que os encargos com os juros da dívida pública caíram 13,7% para 94,9 milhões de euros, segundo a execução orçamental publicada no site da Direcção-Geral do Orçamento.

A despesa com pessoal registou um aumento de 0,4%, que é justificado essencialmente com o “pagamento de indemnizações por cessação de funções no âmbito do programa de Rescisões por Mútuo Acordo”.

No lado da despesa destaque para o aumento de 120,4% dos encargos com os subsídios, um comportamento que “resulta essencialmente das medidas de política de emprego e de formação profissional, em face do elevado volume de candidaturas aprovadas em 2013, em particular nos últimos meses do ano, com repercussões na execução da despesa nos primeiros meses de 2014”, revela ainda a execução orçamental.
 

Sem comentários:

Enviar um comentário